De Ti...


DE TI

Eu posso suspirar
Um pergão qualquer
Desidudir-Te com a frase feita
Dum sábio antigo
Mas não seria
Justa contigo
Se dissesse que não
Preciso de Ti

Preciso do ar para respirar
Vou mentir se disser que não
Preciso de Ti
Do Teu olhar a olhar por mim
Do sossego do Teu abraço, sim
Preciso de Ti

Se divago contigo
É porque fujo de Ti
Não quero enfrentar a pura verdade
Arranjo desculpas
Mas não consigo
Enganar-Te nunca
Não consigo, meu Deus
Preciso de Ti

Ana Ramalho - Julho 2001


Este poema reflecte a luta interior do homem actual consigo próprio. O dilema de assumir a existência e dependência de Deus, no meio de uma sociedade que proclama cada vez mais a independência e a cultura “carpe diem”.

Deixo-o como um "tributo aos WARSHIP", alguns amigos que pegaram nele e fizeram uma música. Querem escutar??? Dia 3 de Junho, às 17h na AD Caldas (sigam o link). Na foto, a Inês, uma das cantoras da Banda.

Para os WARSHIP, apenas um comentáro: CONTINUEM, VOCÊS SÃO O MEU ORGULHO!!!!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Teresa — até que todos ouvissem...

5 mitos acerca da chamada a tempo integral

“Tá a escaldar!”