20 agosto 2009

Evangelização

No seguimento do último post, uma reflexão acerca da nossa partilha da fé... Para mim há 3 coisas que não podemos esquecer nas nossas "homiléticas evangelísticas":

1 - Cada caso é um caso - Jesus não tratou os fariseus da mesma forma que a mulher samaritana (entre vários casos). Quando queremos fazer tudo "chapa 5" é prático, mas perde o foco - cada vida que Deus ama. Às vezes subestimamos a experiência das pessoas em vez de tentarmos perceber aquilo que elas já conhecem acerca de Deus e da Bíblia, aquilo que o Espírito Santo já está a fazer nelas sem nós sabermos... por exemplo, a minha mãe deixou a religião tradicional porque começou a ler a Bíblia (sem nenhuma ajuda). É verdade que somos chamados a "ir" e pregar o evangelho, mas não nos podemos esquecer dos "Cornélios". Evangelizar é um caminho, não um momento.

2 - Verdade com amor ou arrogância? - Jesus é "A" Verdade... a Sua indignação verbal ia, claramente, para aqueles que pensavam ser os defensores da verdade (fariseus+IVA), mais do que para as pessoas no seu geral. Pecado é pecado: ele tem que ser denunciado, mas sem presunção ou superioridade... E neste sentido, o que me preocupa é que eu muitas vezes apresento-me dessa maneira: "Venham a mim, que eu tenho a verdade". Temo que por vezes a minha atitude arrogante afaste as pessoas da verdade.

3 - Formas e conteúdos - Há mil formas de apresentação do Evangelho: 4 leis espirituais; 5 passos da salvação; pregação evangelística negativo/positivo... devemos ter liberdade para apresentar as boas notícias de várias formas, sem perder o peso da mensagem... isso requer numa proximidade com Deus e a Sua Palavra imprescindíveis. A utilização de "fórmulas infalíveis instantâneas" é uma falácia. O sucesso de uns pode ser a ruína de outros. É o Espírito que nos deve mover, dar visão e é Ele que convence. Precisamos voltar a estudar a diversidade de métodos de Jesus e dos apóstolos abordarem as pessoas... Os princípios daí retirados ajudam-nos a focar o que é importante. Os formatos são ferramentas e não "verdades absolutas" - têm que ser tratados como tal.

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