11 dezembro 2014

Carne de porco, carne de vaca e coisas assim...

Há uns anos, numas férias, depois de ter perguntado num restaurante que tipo de carne trazia uma grelhada mista, deram-me uma resposta fantástica! A empregada disse-me que a grelhada mista era uma coisa que trazia “carne de porco, carne de vaca e coisas assim...”.

Ou seja, na altura fiquei a perceber o mesmo! Só pude perceber o que era, quando vi o que estava à minha frente. E acredita, se eu soubesse o que era, na altura tinha pensado bem antes de pedir... Ou pelo menos, não tinha ficado com cara de espantalho a olhar para a empregada e a tentar perceber se o “coisas assim” fazia parte do prato e era comestível ou não. Será que era alguma surpresa que ia valer a pena? Aquela parte não explicada foi quanto chegou para me deixar mais que curioso, pelos piores motivos...

Isto pode parecer estranho, mas a verdade é que muitas vezes fazemos o mesmo quando alguém nos pergunta em quem acreditamos e porquê. Somos capazes de dizer tudo, desde falar da burra de Balaão até tentar explicar o livro de Apocalipse à letra. Mas será que estamos realmente a explicar em quem acreditamos e porquê? Será que não estamos apenas a “dar conversa”? Não estamos apenas a dizer, sei lá...”coisas assim”?

As pessoas dos dias de hoje precisam de ouvir falar do amor de Jesus, mas também precisam de ver esse amor. E cabe a cada um de nós demonstrar esse amor de maneira prática, todos os dias da nossa vida. Não podemos apenas dizer “Deus é bom e coisas assim” ou “Jesus vai mudar a tua vida e coisas assim”, mas darmos um mau testemunho ou não vivermos de acordo com o que dizemos. Agir desse modo, vai apenas criar confusão e potencialmente afastar essas pessoas de uma verdade que precisam de ouvir, que vai além do “coisas assim”: que Deus as ama tanto e de modo tão profundo, que entregou o melhor dos melhores para que elas possam vir a desfrutar de uma vida eternamente cheia de amor e esperança.

Quando nos perguntam porque acreditamos em Deus, temos uma hipótese de explicar por palavras, mas é no dia a dia que essa explicação é dada com maior força. Não podemos apenas dizer às pessoas “Eu acredito em Deus porque Jesus morreu por mim e coisas assim” ou “Eu amo Jesus porque Ele me amou primeiro e coisas assim”.

Se alguém te perguntar porque amas Deus não tenhas vergonha de o admitir, nem tenhas medo de mostrar com a tua vida o quanto O amas. Uma ação vale mil palavras, imagina agora uma vida cheia dela!

Ricardo Rosa



in revista BSteen, dezembro 2014


Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

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