Fome e sede? Vem a Jesus!

Debruço-me sobre várias questões e uma das quais é simples. O que mover o Homem no seu viver? Uma simples questão que suscita várias respostas, venham elas de diferentes quadrantes e sectores, tenham elas diferentes origens e interlocutores, suscitem elas outras questões ou dúvidas. Mas saber o que nos motiva e o que nos alimenta o fogo, é muitas vezes, mais essencial do que saber que fogo e vento nos aquecem e movem.

Procuramos muitas soluções e opções para isso, achamos que a nossa condição básica de ser humano ou de obra prima da criação justifica esse mover. Entendemos que somos a opus majus[1] divina e que de facto, ao sermos imagem e semelhança de Deus, tudo está plenamente auto-justificado. Desresponsabilizamos o ser humano pelas suas acções, damos um crédito infindável às atitudes e opções do mundo das sombras. Fazemos com que o diabo e os seus séquitos tenham costas ainda mais largas e refutamos qualquer culpa no cartório, dizendo que os juízos de reparação que nos fazem (muitas vezes mais por amor do que por rancor) são oriundos de mentes cauterizadas, destruídas, pilhadas e aprisionadas em grilhões de majestática religiosidade. Chegamos ao cúmulo de perverter as palavras, apenas para que elas signifiquem ideias por nós desenvolvidas, mas que escondem conotações e motivos não assumidos.

Mas afinal, o que move o ser? Qual é a força motriz da vida humana? De onde vem o saciar da nossa sede e o fartar da nossa fome? Quando tentamos saciar uma fome que não é física e uma sede que vai além da carne com água e pão que enchem apenas a barriga, algo fica por saciar. E é nesta condição que vivem milhares de pessoas ao redor do mundo. Existe uma fome generalizada maior do que a asiática e uma sede mais alastrada do que a africana. De facto, até numa Europa pluricultural e vincadamente “crescida”, existe essa fome. É uma fome cuja solução está à vista e todos nós devemos ser portadores dela. A solução chama-se Jesus, veio à cerca de dois mil anos atrás, curou cegos, coxos, surdos, leprosos e paralíticos; ressuscitou mortos, multiplicou pães e peixes, mas o maior milagre foi o de ter sido açoitado e crucificado em nosso lugar, para ressuscitar e nos dar a esperança da vida eterna.

Tal como muitos outros antes de nós, devemos perpetuar os ensinos de Jesus, não só pelo contar, mas pela evidência do viver de acordo com o Evangelho e a Sua vontade. Estamos a braços com crises de várias ordens. Morais, financeiras, pessoais… Em tudo Ele é solução, porque seja o pão do mantimento ao final do mês, seja a sede de um amor sincero e honesto, têm solução n’Ele.

“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá fome. Quem crê em mim nunca terá sede.”[2] É o que Jesus nos diz. O desafio está lançado! Tens fome? Vem a Jesus… Tens sede? Vem a Jesus… Estás sozinho/a, desamparado/a, triste, magoado/a, em silêncio e sem um abraço amigo. Vem a Jesus! Se queres viver, saborear água viva que nos sacia diariamente (mesmo no meio da passagem pelo deserto) e pão que nos alimenta (mesmo quando a escassez nos ameaça), vem a Jesus! Segue o desafio que Deus colocou ao povo através de Amós[3]!

Vem, prova e vive!

Ricardo Rosa


[1] - do Latim, cujo significado é “obra maior” ou “maior obra” 
[2] - João 6:35
[3] - “Buscai-me e vivei” Amós 5:4

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