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A mostrar mensagens de 2007

Quem é Jesus, afinal?

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Nesta época, apesar do espírito consumista vigente, as pessoas estão mais abertas para ajudar o próximo, ser solidárias e, em muitos casos, dedicarem-se à religião tradicional. É o “menino Jesus” representado e apresentado na televisão, nas decorações, na iluminação pública. Um Jesus indefeso, pequeno, singelo.
“E ele lhes disse: Mas vós, quem dizeis que eu sou?” (1) A pergunta que Jesus fez aos Seus discípulos continua a soar e a precisar de uma resposta de cada um de nós que O considera Mestre e Senhor. Temos tendência para pensar em Jesus filtrando a concepção de Cristo através dos nossos próprios conceitos e preconceitos adquiridos ao longo da vida.
Com o passar dos anos coleccionamos peças do puzzle que construímos, pedaço a pedaço, criando o nosso próprio conceito de Jesus. MAS, a que fonte estamos a recorrer? Aquilo que ouvimos e pensamos precisa ser passado e repassado por aquilo que Ele diz e pensa.
O Evangelho não nos autoriza a criarmos um Jesus à imagem dos nossos desejos pess…

O grande encenador

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Mudar de vida, mudar de cena, mudar de prioridades. Este ano passou a correr. Olhando-o de longe, parece que começou ontem e termina amanhã. Mas, vendo-o de perto, ao recordá-lo semana a semana, reconheço que houve minutos quase tornados eternos pela dor e horas de festa que pereciam infindáveis. Tudo isto é tão próprio de nós, dependentes de horários, relógio e calendários. O maior bem que temos para gerir enquanto vivemos é mesmo o nosso tempo. Quando falamos de prioridades, falamos do modo como encaixamos tudo o que precisamos fazer no nosso dia, na semana, no mês, no ano e na vida. Penso que o Marcos Neves faz uma boa reflexão acerca disso este mês, numa das próximas páginas. Mas eu queria convidar-te para ver este assunto numa outra perspectiva. Como humanos podemos planear fazer algo numa determinada altura. Dirigir a nossa vida familiar, emocional, escolar ou profissional num certo sentido. Dar prioridade a alguém ou a alguma actividade em detrimento de outra. Sejamos sinceros:…

Como nós

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Um homem, um jardim, um momento de agonia. No intervalo entre a traição de um amigo e a cobardia de outros, prestes a enfrentar a mais terrível das mortes, o sofrimento físico da “prova final” que se adivinha acelera o ritmo cardíaco.
Na oração o gotejar de palavras misturam o desejo de obediência ao Pai com a ansiedade humana natural. O suor intenso expressa a pressão, perante a morte imerecida mas voluntária. As emoções aglutinam-se, terminando naquele episódio de depressão, único na infinita história do Filho de Deus.1

Ele esteve entre nós. Verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. No meio deste mistério, Jesus sujeitou-se a tudo aquilo que o ser humano passa. Foi educado pelos seus pais, teve amigos, passou pela dor da separação perante a morte de alguém chegado, teve fome, sede, sentiu-se cansado. Partilhou da alegria de uma festa de casamento, aconselhou, aceitou a hospitalidade de amigos. A sua vida teve de tudo um pouco, como a nossa.

Mas, no culminar da Sua tarefa na terra, …

Reforma em crise

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É do conhecimento comum. Não é necessário ser um expert em fenómenos sociais para verificar a actual crise no sistema de Segurança Social, basta estar atento às notícias. Existem inúmeros estudos a comprovar que, se não houver medidas eficazes, aqueles que hoje trabalham e descontam tendo em vista a reforma, arriscam-se a ficar de mãos vazias quando atingirem a idade de cessar as suas funções profissionais. Há uma crise na Segurança Social. Há uma crise na reforma.
Focando a nossa atenção noutra Reforma - a Protestante – dirigida por figuras como Martinho Lutero, João Calvino e outros, o que verificamos? A “velha Europa”, berço da Reforma Protestante, palco de inúmeros avivamentos, apresenta um défice enorme relativamente ao Cristianismo. O nosso continente afasta-se dos valores cristãos, para não falar do próprio Cristo que desapareceu como referencial em muitas sociedades.
A religiosidade domina a passos largos. O espírito anti-cristão adormece as lideranças politicas. A igreja de ma…

Diferença ou indiferença?

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Cada novo dia é (mais) uma oportunidade para ser como Jesus.
De mãos abertas, vertendo aquele amor tão Seu, incrível mas atingível. De braços escancarados, como portas franqueadas pela misericórdia contínua por todos, sem excepção. De corpo inteiro, totalmente entregue no auge do maior acto de generosidade da História. 
Exposto perante a multidão, por uma carga incalculável de pecados e angústias, de doenças e sofrimentos de todos os séculos. Ele foi além do esperado. Além do mero acto de compaixão humanista. Além de um gesto de simpatia ou dever. Além do compromisso frio com a Sua missão.

Fez a diferença eterna na Sua morte, como fazia no seu dia a dia, invadindo com gentileza, cavalheirismo e amor genuíno o quotidiano colectivo e individual daqueles com quem se cruzava. Da escravidão do pecado e opressão espiritual para a liberdade do compromisso com Deus. Da agonia da doença, para a alegria da cura. Do caos para o Céu, num percurso iniciado pelo passo do arrependimento, no veículo do …

O regresso (in)esperado

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Depois de arrumar, definitivamente, o chapéu de sol e outros apetrechos habituais da época de Verão, fecha-se o portão da garagem com a sensação que se encerra a “velha” estação a sete chaves.
Mesmo que o sol faça ainda o seu apelo a cada manhã e a praia bem perto ou bem longe continue a chamar-nos, o relógio não pára. O patrão não espera. O toque soa e os mais novos voltam à escola. Nós regressamos à rotina, desesperados pelo próximo feriado ou pela época natalícia. Enquanto esperamos as primeiras gotas de chuva, gastamos parte do orçamento nos livros e parte da nossa paciência na renovação do guarda-roupa, na troca da roupa fresca pela mais quente.
O regresso às aulas é o retorno esperado. Voltar ao trabalho é destino obrigatório. O decurso natural dos tempos e estações, ao ritmo do qual nos movemos e agimos, calendariza boas-vindas e despedidas, partidas e regressos. Factos e acontecimentos socialmente banais. Datas marcadas. Rotinas e tradições da nação, da cidade, da família. Como f…