Mensagens

A mostrar mensagens de 2017

“Tá a escaldar!”

Imagem
Falar sobre intimidade e sexualidade com adolescentes é sempre uma aventura. E se lhe acrescentarmos o facto de serem cristãos, então é algo só mesmo para pessoal com coragem (e loucura) para isso. É qualquer coisa na linha de querer rebentar com a Death Star do Darth Vader, armado com um palito e sem saber bem se não aparecem Stormtroopers a mais para nossa nave.

Já sei que existe gente que discorda do que escrevi acima. Mas faz lá um exercício de reflexão e pensa: quantas vezes é que já falaram contigo sobre temas “quentes”, de modo direto (e direto não é falar sujo, nem com termos ordinários), esclarecido (sem histórias que tu percebes logo que não encaixam no que procuras saber) e biblicamente são (isto é, com base nas Escrituras e naquilo que Deus verdadeiramente diz)?

“Já não há canções de amor como havia antigamente”1

Imagem
O refrão, saído das mãos do conhecido letrista Carlos Tê, dá a tónica à música e interpretação do (ainda) mais conhecido Rui Veloso.  Como já lemos algures nesta revista, o amor está em crise — e como está em crise as palavras para expressá-lo também o estão. Não falo do amor egoísta mas do amor comprometido, do amor que tudo sofre, espera, suporta (1 Coríntios 13). 

A paixão momentânea amadurecia para um amor para a vida, mesmo com imperfeições, mas é hoje substituída por uma coleção de amores e desamores. O desapego e o egoísmo andam de mãos dadas nas relações, que depois se tornam “ralações” e terminam quase sempre com dor, além das marcas perversas que ficam nos próprios, nos filhos e no circulo de familiares e amigos. Como reza o mesmo poema “Já não há canções de amor por não haver quem acredite.”1 O psiquiatra e escritor espanhol Enrique Rojas, numa entrevista ao jornal Público, afirmou: "O grande erro do século XX foi acharmos que o amor era só um sentimento, que vai e vem.…

Sede de algo mais que títulos

Imagem
Hoje somos continuamente bombardeados com notícias, updades de estados, atualizações de dados, o que quer que lhe chamemos… é a vida ao limite na era da informação no imediato.
Isso não será mau de todo, muito embora o reconhecido professor e consultor Peter Drucker fosse da opinião que “Quanto menos dados precisarmos, melhor a informação”. A ideia de Drucker partia de um ponto essencial… estamos mais bem informados, se tivermos menos quantidade de dados a flutuar à nossa volta. Basta a quantidade certa, fulcral e fundamental. Tudo o resto é “entulho para o cérebro, barulho que vai distrair o nosso órgão responsável por armazenar e gerir a informação.

5 erros comuns na Comunicação de Eventos

Imagem
1) NÃO ANUNCIAR O EVENTO ATEMPADAMENTE - Nem 8 nem 80, mas se quer que as pessoas reservem nas suas agendas os dias do evento, faça-o com a maior brevidade possível. Para isso, antes da comunicação, há toda a preparação do evento que deve ser feita também com tempo. Quanto maior a abrangência (local, regional, nacional ou global), maior a antecipação. Não é por acaso que grandes eventos internacionais são anunciados com 1 ano ou mais de antecedência. Alguns são preparados com 2 e 3 anos de antecedência para que a primeira comunicação com datas, locais e principais oradores, seja real e fidedigna.

Salvador

Imagem
Salvou-nos a honra. Levou-nos ao rubro. Fez o (quase) impossível. Foi assim que, depois quase 50 tentativas, conseguimos. Muitos anos depois dos tempos áureos do Festival da Canção, naquela época em que havia um e depois dois canais televisivos, na qual o país parava para ver a competição — a nacional e a europeia — aconteceu outra vez. E ganhámos.

Durante uns tempos o povo andou feliz. A vitória do Salvador somou-se a outros eventos que marcaram alguns por motivos de devoção religiosa e/ou clubística... outros, nem por isso. A verdade é que todos estes acontecimentos deram um alento à nação, se bem que passageiro, até voltarmos às rotinas e problemas diários da vida, do país e do mundo.

A canção que o Salvador interpretou de forma fantástica, escrita pela irmã, Luísa Sobral, fez-me pensar no “meu” Salvador.

Jesus, Maomé e Buda sentaram-se a falar…

Imagem
…e basicamente chegaram todos à mesma conclusão. Se os três se apresentam como máximo exemplo de vida ou como mensageiros de Deus, então alguma coisa não bate bem. Começaram então a debater alguns pontos para ver onde chegava: pecado, unidade com Deus, etc. Jesus deixou-os falar…
BUDA… QUE ALGUÉM TE ACUDA! Uma das coisas que havia que resolver, era a questão do pecado. Sim, porque o pecado é uma coisa séria e não se resolve com brincadeiras. Afeta a toda a Criação de Deus, mesmo tendo sido ela a meter-se nessa alhada. A questão é que Deus ama tanto o ser humano, que não o quer deixar separado de Si e perdido pela eternidade. Para Buda, a coisa resolve-se com uns quantos ciclos de reencarnações (tipo máquina de lavar roupa, chamado Samsara), no qual o que fazes tem sempre uma reação (Karma) e que só acaba quando te libertas de todas as coisas que te “prendem” ao mundo que te rodeia através da meditação e de uma vida de desprendimento. A isso chama-se o Nirvana. Uma ideia muito gira, mas …

Santos impopulares

Imagem
Quando o pessoal da minha turma soube que eu era Cristão, começaram a gozar comigo. Por isso, uma vez, desafiaram-me para fazer algo extremamente parvo. E eu, para não me sentir excluído, decidi ir na onda. Achei que a coisa não era assim tão má, afinal é para mostrar aos colegas da escola que eu sou normal. Tipo, sou Cristão mas não sou maluco. Não ando a bater com um chicote nas costas, nem me prego numa cruz como a malta lá das Filipinas… 

Não me lembro ao certo que vez foi, porque foram várias, mas lembro-me que o que aconteceu comigo foi que me fui tornando um popular santo lá na escola. Os colegas riam-se das minhas piadas, até me tratavam por “senhor prior”. O pior era que a procissão ainda ia no adro e o meu relacionamento com Deus estava a estragar-se. No fundo, eu andava a trocar as prioridades. Seguir Jesus? Nah, eu queria era seguir o que me a minha desinspiração humana me dizia. A partir de certa altura, a Bíblia passou a servir para não deixar buracos livres lá no armário…

Quem tem telhados de vidro...

Imagem
“Quem tem telhados de vidro não atira pedras ao do vizinho.” diz o ditado. O que que isto dizer? Todos temos as nossas fraquezas e, por isso, devemos ter cuidado ao apontarmos o dedos ao outros. Na realidade, esquecemos isto muitas vezes... daí ser útil o ditado — para, de uma forma resumida, nos fazer “assentar os pés na terra” e trazer à memória uma verdade que tínhamos esquecido, ou até que ignorávamos ser possível, dada a nossa autoimagem inchada pela presunção de que temos tudo controlado e só os outros é que “põem o pé na poça”.

Lamento informar-vos — todos temos telhados de vidro. O facto de sermos seguidores de Jesus e de termos aceite a Sua salvação, reconhecendo a nossa bancarrota espiritual, não nos isenta desta verdade — todos temos defeitos, todos erramos, todos temos alguma coisa que precisa (ainda) ser trabalhada por Deus na nossa vida. Estamos no processo. O reconhecimento da nossa necessidade de receber Cristo como nosso Senhor é o primeiro passo. É o admitirmos que “p…

Escolhas que moldam a História

Imagem
Sentar-me a escrever para pessoas da tua idade sobre escolhas, não é fácil. A maioria do pessoal mais velho já foi adolescente e jovem, mas por vezes perde a noção da dificuldade que é tomar uma decisão numa fase da vida em que temos tanta coisa a acontecer. São hormonas a entrarem em erupção, ideias que parecem chocar umas com as outras, sentimentos que aparecem e outros que parecem desaparecer… tudo isto misturado com as mudanças no corpo, não tornam a vida fácil para alguém da tua idade. Por isso, escolhas? Quanto mais práticas e certas, melhor, pensas tu. Ou seja, quanto menos tiver que decidir e mais acertar, melhor!

Era bom, não era? Pois…, mas dá, porque vais acabar por ter que tomar decisões, e algumas delas vão ajudar a moldar o teu futuro. Mas vamos começar sem medos. 

A peregrinação

Imagem
Os olhos cansados de palmilhar a vida não encontravam repouso senão numa breve e ténue esperança de chegar ao destino. Uma peregrinação que tinha como bordão a doença e como alívio para a sede a “fome” de uma resposta para os problemas da vida. E não era o único. Caminhavam com ele tantos outros, com outras origens, com outras “fomes”. Ao chegar, fazia as suas preces, cumpria preceitos e até implorava com os joelhos rasgados por um milagre. No regresso, vinham com ele os mesmos problemas e dores. Mas tinha que tentar, outra vez. E se não fosse ali, noutro lugar. Noutra pessoa. Noutro caminho.

Quantas peregrinações fazemos pela vida, procurando respostas e soluções? Nos altares que construímos no nosso coração colocamos aquilo ou aquele(s) que, pensamos, vão solucionar os nossos problemas — dinheiro, pessoas, casamento, carreira. Queremos que tudo mude à nossa volta, mas nós não queremos mudar. E não queremos outro caminho senão aquele que parece bem aos nossos olhos. Que é mais confort…

Não há casos perdidos

Imagem
O título talvez faça ressuscitar em alguns episódios impregnados nas células mentais e emocionais desde a infância. “És um caso perdido!” diziam, sem medir consequências. Sem querer entrar num circuito de simplismo e facilitismo descartista, desta vez preencho o espaço com exemplos de carne e osso. Supostos “casos perdidos”. Dou a conhecer rasgos de esperança, percursos reais e presentes.

Era trabalhador, dedicado e muito ligado à família. Tinha um problema de saúde que transportava desde que se conhecia. Os altos e baixos emocionais, por ter uma doença crónica, eram constantes, mas fizeram-no procurar em Deus o seu refúgio. Um dia ganhou coragem de partilhar o seu problema com alguém. A doença ainda estava lá, companheira de todos os dias, e as dúvidas acerca do futuro também. No meio do turbilhão de emoções e  questionamento, não deixou de lutar, de buscar de Deus a força emocional – e física – de que necessitava. As melhorias foram progressivas, em ambas as áreas. Os anos passaram. …

Um krónico caso de falta de vista

Imagem
Já dizia Gandhi (e pelo caminho mais uma série de gente), “Olho por olho e o mundo vai acabar cego”. E com alguma razão. Quantas vezes respondemos aos outros na mesma moeda com que nos trataram? E não falo pela positiva, normalmente, temos aquele instinto de bicho mal-humorado numa manhã de 2ª feira com um teste logo à primeira hora da manhã… temos que ter cuidado, os olhos do mundo estão em cima de nós.
Somos sal e luz, mas não queremos ser luz que cegue, pelo contrário, queremos ser aquela luz que gentilmente serve de guia no escuro, quando não existe mais luz nenhuma. E quando tanta gente julga ter os olhos bem abertos, Paulo já nos avisa há mais tempo ainda “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia” (1ª Coríntios 10:12, ARC). Porque é fácil cair, é fácil tropeçar e apontar o dedo, esquecendo que cada vez que apontamos o dedo a alguém, temos três virados contra nós. Escreveu o autor d’O Principezinho, “O essencial é invisível aos olhos”e também não está de todo errado.…

MasterChef

Imagem
Um dos programa de TV que mais aprecio é o MasterChef Australia, porque junta duas coisas de que gosto muito: cozinhar e a Austrália! 

É fantástico ver como cozinheiros amadores podem aprender e melhorar os seus conhecimentos de tal forma que se tornam cozinheiros profissionais – a que atualmente gostamos chamar de chefs. Eles deixam família, amigos e projetos de vida para lutar por um sonho. Os jurados também são uma parte importante do programa, com as suas dicas de culinária, encorajando, alertando, etc.

Apesar de toda a evolução dos concorrentes, ao longo do programa eles vão sendo postos à prova e, um a um, vão saindo por não conseguirem cumprir os objetivos dos desafios propostos. No final de cada temporada um, e apenas um, chegará ao fim e receberá o troféu de MasterChef, cujo “reinado” durará um ano, até vir a próxima temporada. 

(Silêncio)

Imagem
Pode não ser bem a tua cena, mas o novo filme que aí está e que se chama “Silêncio”, está a agitar um bocado as consciências. Não quero tocar no filme em si, mas mais no tema.
Silêncio nem sempre é ausência. Tal como ruído não significa presença. Pergunta a Job! Durante muito tempo ele falou, lamentou-se, chorou e o que se ouviu de Deus? Nada. Zero. Nem uma palavra. Até um dia… Aí Deus falou, respondeu, disse e mostrou. Job encolheu-se de vergonha e percebeu que tinha falado demais com quem não devia.

Os mortos vão caminhar pela Terra…

Imagem
Lembro-me de quando era mais novo, talvez com 16 anos ou assim, ter-me armado em herói e visto um daqueles filmes pouco recomendados para qualquer mente inteligente. Era um filme com zombies e eram aos magotes deles.

 O que acabei por reter do filme, além dos sustos que apanhei, foi uma frase que uma das personagens dizia: “O meu avô costumava dizer, um dia quando o Inferno estiver cheio, os mortos vão caminhar pela Terra…”.

Deus não dorme

Imagem
Pé ante pé, enquanto à sua volta murmuravam gritos exacerbados de dor e mágoa, recostava-se naquele canto escuro, escondida a tremer. E não era de frio.

O coração quebrado em pedaços trazia-lhe uma dor tão forte cá dentro que não era capaz de disfarçar, mesmo que o sorriso forçado do “Está tudo bem” tentasse camuflar a realidade enquanto se distraía, no trabalho. Mas agora, no fim do dia, quando regressava a casa, temia e tremia pelas razões erradas. O que iria despoletar a ira? Não sabia, mas tinha quase a certeza que ela estaria presente, mais uma vez, para acabar com os poucos minutos de sossego da família.

A palavra R

Imagem
Nunca existiu até certo dia. E até esse dia, nunca se tinha pensado nela. Apareceu por um motivo não muito bom. Afinal, aquilo que trouxe consigo foi um confronto e um afastamento. A palavra R criou uma separação entre o Homem e Deus, entre o Homem e o Éden, e entre o próprio Homem. 

A partir daquele dia, tudo o que aparecia associado à palavra R era mau. E só produzia coisas más. Assassínios, escravatura, guerras, só para falar em coisas básicas. Experiências nada agradáveis…

Teresa — até que todos ouvissem...

Imagem
Ligeira, miudinha, sempre com um sorriso nos lábios e uma palavra de encorajamento. A Teresa era assim...

Lembro-me da Teresa chegar às aulas de Educação Moral e Religiosa Evangélica com uma amiga — mais uma — a quem não teve vergonha de falar de Jesus, mesmo tratando-se de uma coisa tão estranha e diferente até para uma escola artística. E lembro-me da sua preocupação com a vida dos amigos que não conheciam Jesus.

Partiu cedo, com apenas 23 anos, mas além da saudade deixou-nos uma herança, uma lição, um exemplo: espalhar o amor de Deus e a Sua Palavra até que todos a ouvissem. Sem megafone, mas com um grande coração. Sem muita erudição, mas com sabedoria e ousadia de Deus.