22 fevereiro 2007

Os melhores professores


“As duas coisas que mais nos influenciam são os livros que lemos e as pessoas que conhecemos.”

Já ouvi esta máxima algumas vezes, mas nos últimos tempos a segunda parte da frase tem feito um eco enorme na minha vida.

É interessante ler livros. Esses instrumentos são de facto importantes para crescermos. Aprender ao longo das folhas impressas cimenta as nossas ideias e faz-nos saber mais, enriquece-nos a vida para o presente e muitas vezes enterra na nossa mente e coração sementes com um potencial enorme para o futuro.

Aprender com as pessoas é muito mais do que isso. É profundo, intenso e duradouro... As pessoas têm o potencial de escrever páginas do livro da nossa vida. Têm o poder de nos mostrar outros caminhos diferentes dos nossos. Permitem que vejamos a vida de um ponto mais alto, de outro ângulo ou até de pernas para o ar.

Num certo sentido, somos como os livros. Podemos ser arautos do bem ou do mal, podemos ser literatura de bolso que nem aquece nem arrefece. Há casos em que somos uma lista telefónica, meramente funcionais, sem alma nem vida nas palavras.

Falando da minha experiência. Estar na escola outra vez implicar ler, e muito. Manuais, sebentas, livros, livros e mais livros... mas a maior aprendizagem que estou a ter é com as pessoas. Não me refiro apenas àqueles que têm a função de ensinar, mas a todos os que se cruzam no meu dia a dia. Estou a aprender com eles... e isso é suposto continuar a fazer por toda a vida.

As melhores lições estão por detrás das pessoas mais imprevistas. Os melhores escrivões não usam penas nem canetas, não usam editor de texto nem computador. São o que são e por viverem em coerência com aquilo em que acreditam, marcam os outros à sua volta.

Quando Deus nos quis ensinar como viver, Ele não só mandou a homens e mulheres escrever. Ele enviou o Seu Filho para mudar a nossa vida. Uma Pessoa que nos marca para nós marcarmos outros. Este é o princípio.

Não há melhor escola do que a vida, com tudo o que isso implica, e os melhores professores são aqueles que ensinam através da sua vida.

01 fevereiro 2007

À conquista do Planeta H

Chegas a casa depois de um dia de aulas. Mal pões o pé dentro, a tua mãe vem a correr com um envelope azul na mão. Dá-te um abraço e nem te deixa dizer mais nada.
“Olha, o carteiro trouxe esta carta registada. Abre. É para ti! ” Olhas para a tua mãe e para a carta sucessivamente, sem perceber muito bem porque é que um envelope azul teria provocado aquela euforia. Até que, reparas no remetente... a carta vem dos Estados Unidos, mais propriamente da NASA.
Abres energicamente o envelope “O que é que a NASA quererá de mim?” Lês e descobres. Estão à procura pessoas que queiram ser astronautas para uma nova missão. Vais ficar três anos numa academia e ser preparado para explorar uma galáxia desconhecida. O teu objectivo é, com os teus futuros colegas, ir à conquista do Planeta H!

TEMOS UMA MISSÃO
Mais emocionante que esta suposta missão da NASA é aquela que Deus nos deu. A carta não veio registada, mas está claramente dirigida a todos. A nossa missão é simples e foi Jesus que a transmitiu: conquistar a Humanidade para Deus. Evangelizar o nosso Planeta H.
"E então disse-lhes: Vão por todo o mundo e preguem a boa nova a todos, em toda a parte." (Marcos 16:15)

O QUE É O EVANGELISMO CRIATIVO?
Hoje, mais do que nunca, comunicamos de todas as maneiras possíveis e imaginárias: televisão, internet, telemóvel, música, vídeo e muito mais. Daí a importância de utilizarmos esses e outros meios para entregar a notícia que pode revolucionar a vida das pessoas.

Evangelismo criativo é comunicar aos outros o Evangelho de Jesus no poder do Espírito Santo, deixando os resultados com Deus , utilizando novas formas de apresentação que respondam às necessidades de determinada situação e grupo de pessoas, sem alterar a mensagem de Salvação.

3 PRINCÍPIOS DO EVANGELISMO CRIATIVO
Existem três princípios que nos ajudam a perceber como Deus deseja que falemos a esta geração do Seu plano de vida e paz.

1º PRINCÍPIO - SOBERANIA DE DEUSEle sabe todas as coisas, conhece e interessa-se pela vida de cada ser humano. Deus é soberano e, embora deseje que todas as pessoas se salvem, sabe quando e como tocar nos seus corações. Deus usa a quem quer, como quer e quando quer. 

2º PRINCÍPIO - INTEGRIDADE BÍBLICAA mensagem que transmitimos é a mesma desde há 2000 anos, mas continua actual. Precisamos explicar aos outros que todos estamos separados de Deus pelo pecado, que só Jesus pode destruir essa barreira  e dar-nos acesso a Deus assim como a uma vida em pleno, aqui e na eternidade. Esta é a verdade que Deus nos deu para comunicar, no entanto, a “embalagem” que utilizamos para entregá-las às pessoas pode e deve variar. 

3º PRINCÍPIO - CRIATIVIDADE HUMANA Deus deu dons, talentos e ministérios à Igreja. Eu e tu somos a Igreja. Deus colocou na nossa vida esses presentes para que os utilizássemos para a Sua glória. Nós somos ferramentas criadas especificamente para realizar uma determinada tarefa na construção da Sua obra. Todos somos diferentes e importantes. Todos temos a criatividade como uma das capacidades inatas que Ele deseja usar para Sua glória.


ACÇÃO!
Temos a responsabilidade de falar da salvação aos nossos amigos e colegas que não conhecem Deus. Precisamos fazê-lo na linguagem deles, demonstrando que o mesmo Evangelho de sempre é actual e que Deus se quer revelar a esta geração através de nós e da nossa criatividade.
Ora pelos teus amigos, pede a Deus que te ajude, regista as ideias que vais tendo, continua a orar e a esperar pelas oportunidades. Aproveita as ocasiões que tens para servir a Deus.
Procura pessoas mais velhas que possam orar contigo e orientar-te. Se tiveres amigos com o mesmo desejo que tu, fiquem unidos no propósito de orar pelos vossos sonhos.
Espera em Deus, mas não desistas. Ele vai abrir as portas para que conquistes para Sua glória a tua parte do Planeta H.

Ana Ramalho

in revista Boa Semente, secção BSteen, Fevereiro 2007

A (nova) idolatria

Vivemos tão habituados aos 10 mandamentos que, por vezes, “colamos” a idolatria apenas à adoração de imagens da religião tradicional. Mas, se pensarmos um pouco, a idolatria vai muito além disso. Basta venerarmos algo ou alguém acima de Deus, colocando-O para segundo plano.

Os novos ídolos não são de barro ou pedra. Hoje existem modelos, ícones e personalidades que ditam tendências de vida e pensamento. A imagem e os media embrulham a perversidade, o egoísmo ou falsa espiritualidade num pacote atraente que seduz a maioria.

O GBU (Grupo Bíblico Universitário) reeditou um pequeno livro intitulado “MADONNA - ÍCONE DA PÓS-MODERNIDADE”. Jock McGregor analisa “a mitologia de Madonna, algumas das suas características principais, e mostrar como elas funcionam como espelho para nós próprios; um espelho para a nossa geração e a nossa cultura.” Ela representa rebeldia, individualismo extremo, obsessões (especialmente físicas e sexuais), perca de identidade e alegria intensa mas passageira para esquecer a realidade. São estes valores que dominam a nossa sociedade. Estão postos no “altar invisível” das pessoas, explicitamente ou de forma camuflada... até aquelas que não gostam de Madonna.

Enquanto estes princípios pós-modernos reinarem no nosso coração existirá um conflito com os princípios absolutamente verdadeiros e eternos da Palavra de Deus. E, meus amigos, Deus não divide a “casa” com ninguém.

Faz estas perguntas a ti próprio:
•    Quem é que eu amo acima de tudo?
•    O que é que ocupa o primeiro lugar na minha vida?
•    Que valores me orientam?

Ana Ramalho

Fontes: www.gbu.pt; www.facingthechallenge.org

in revista Boa Semente, secção BSteen, Fevereiro 2007