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A mostrar mensagens de 2011

O absurdo do vazio

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Quando cessa a vida, existe um vazio e um vago no pensar humano. Gostemos ou não da ideia, todos nós nos cruzamos com a possibilidade da cessação da nossa existência. Sejamos nós cristãos ou não, encontramos no último fôlego um evento indistinguível. O tempo de respirar, crescer, pular, correr, comer e criar uma marca no mundo, cessa. E o que sobra em seguida?
Não devemos viver com um absoluto terror da morte, nem viver como se a vida fosse de titânio. A vida é um bem precioso, um fluxo de vitalidade que alimenta e dá cor ao planeta. A vida tem uma origem e vários pontos decisórios. O corpo em que nascemos e crescemos, tarde ou cedo voltará ao pó[1]. Cientificamente, somos matéria em movimento, composta por cargas eléctricas e cuja duração de vida é variável. Varia de acordo com vários factores e variáveis; certas vidas cessam mais cedo, outras mais tarde.
O facto comum a todos é este, a morte é certa, a vida não. Fisicamente falando. Que o diga Christopher Hitchens[2] (jornalista e esc…

Uma questão genética

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As questões genéticas estão em foco. Falamos do fenómeno da hereditariedade e apontamos o dedo aos genes. Os genes do pai desculpam a tendência para ser anafado e os da mãe para ter problemas de atenção. Até na medicina se descarrega a culpa em vários pontos que não assumimos como nossos.
O problema do Homem em relação ao pecado é o mesmo. Embora sejamos nós a pecar, instintivamente sofremos do síndroma de Eva e descarregamos a culpa na circunstância ou malefício mais próximo, de modo a não assumirmos a nossa falha. Seja moral ou prática, a decisão é sempre nossa, logo as consequências também. Não podemos desejar assumir a origem de um acto mediante o seu resultado final. A minha opção de caminhar pelo caminho estreito é minha, embora Jesus já tenha advertido que o caminho que leva à Salvação é complicado[1].
A tendência genética que carregamos, leva-nos a culpabilizar o que nos rodeia, mas não nos isenta da herança pesada que temos[2]. Tal como na medicina, é preciso efectuar uma corre…

O que nos diz o caos?

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O que nos diz a desordem que nos rodeia? O que nos diz a miragem de um sistema equilibrado, onde o ser humano não é atirado violentamente contra as cordas de um ringue e onde não tem que ser socado pelas eventualidades da vida?
O caos, um termo verdadeiramente assustador, tem origem no termo gregokhaos e representa uma confusão enorme, um vasto nada composto apenas pelo vazio e pela ausência de qualquer ordem ou regulação. Um cenário desolador, onde até podemos imaginar qualquer adereço que o enfeite, mas onde o propósito é apenas um. Descontrolo, perturbação, desordem, confusão… Ausência total de regras ou linhas de funcionamento, abstinência forçada de organização.
O caos é revelador, demonstra-nos o interior de cada ser humano aquando de momentos traumáticos e dolorosos. O caos é a reflexão do abatimento total, ou como escreveu o salmista: “Um abismo chama outro abismo ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas têm passado sobre mim.”[1]. Um derrame de um vasto plano de…

LATAN ZILEF?

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Não se trata do nome de uma receita sueca, muito menos de uma figura do mundo desportivo. Não parece mas, de certa forma, andamos com esta frase na nossa boca constantemente por estes dias. LATAN ZILEF é, nada mais nada menos, do que a inversão da expressão “Feliz Natal”. Uma frase corriqueira que, pelo passar dos anos, perdeu o seu verdadeiro significado, estando hoje completamente invertido. O LATAN ZILEF depende do subsídio, do comprar o último gadget, das coisas que se dão aos outros ou daquelas que se recebem. O LATAN ZILEF é empolado pela ideia falsa de que se tivermos essas coisas, a nossa felicidade vai chegar... mas, estranhamente, depois de possuirmos isto ou aquilo, o LATAN continua ZILEF e não feliz. O LATAN ZILEF coloca os Euros no centro da história. Nem anjos, nem magos – o “eu” gira à volta do material, dá-lhe adoração a cada instante... e a crise toma a roupagem de um Herodes que nos quer tirar “a bênção”. O LATAN ZILEF retira por completo de cenário a festa angelical p…

Fome e sede? Vem a Jesus!

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Debruço-me sobre várias questões e uma das quais é simples. O que mover o Homem no seu viver? Uma simples questão que suscita várias respostas, venham elas de diferentes quadrantes e sectores, tenham elas diferentes origens e interlocutores, suscitem elas outras questões ou dúvidas. Mas saber o que nos motiva e o que nos alimenta o fogo, é muitas vezes, mais essencial do que saber que fogo e vento nos aquecem e movem.
Procuramos muitas soluções e opções para isso, achamos que a nossa condição básica de ser humano ou de obra prima da criação justifica esse mover. Entendemos que somos a opus majus[1] divina e que de facto, ao sermos imagem e semelhança de Deus, tudo está plenamente auto-justificado. Desresponsabilizamos o ser humano pelas suas acções, damos um crédito infindável às atitudes e opções do mundo das sombras. Fazemos com que o diabo e os seus séquitos tenham costas ainda mais largas e refutamos qualquer culpa no cartório, dizendo que os juízos de reparação que nos fazem (muit…

A coragem de Malek

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“Um jovem líbio, de apenas 14 anos, viu na revolta popular que começou em Fevereiro uma oportunidade de ouro para cumprir um sonho: ser jornalista.”1
No meio da confusão que se criou no seu país, a Líbia, Malek Mohamed fundou uma agência de notícias, Com apenas 14 anos Malek podia, como muitos jovens líbios fizeram, aproveitar para roubar o que estava mais à mão. Em vez disso, procurou criar alguma coisa útil que tinha a ver com o seu sonho, mas também com os outros. Tão novo mas com tanta coragem, juntou 21 voluntários para o seu projecto, que já contagiou mais de 2700 seguidores no Facebook, e começou a fazer jornalismo.
Não sei se Malek conhece Jesus, mas eu conheço. Eu tenho a mensagem mais poderosa do universo nas minhas mãos – uma mensagem que não apenas conta o passado mas transforma o nosso futuro – mas quantas pessoas já contagiei? Se Jesus é a pessoa mais importante da minha vida, porque é que às vezes me falta a coragem?
Sabes, estamos muito mal habituados. Gostamos de confor…