21 julho 2016

A arte de bem morrer

A luta pelo direito a uma morte “boa” tem sido trazida a público recentemente.

Mais do que antes, e em parte devido à mobilização de várias figuras públicas numa declaração conjunta, somos confrontados com uma questão. Porque é que uma pessoa não pode escolher se quer ou não viver? E a partir dessa, surgem naturalmente o como, o quando, o onde… A precipitação do ser humano em querer dominar a morte, é uma consequência prática da degeneração que vem sendo produzida pelo pecado, dia após dia, ano após ano, década após década. E como? Pela quebra de proximidade gerada no Éden, o Homem passou a lidar com sentimentos, pensamentos ou momentos de intensa carga negativa (Génesis 3:17-19). Instalaram-se a mentira, o homicídio (Génesis 4:3-8), a vingança (Génesis 4:23-24)…

20 julho 2016

O culto da violência


Zombies, vampiros, toneladas de sangue e de pessoas a morrer. Não existe promoção mais fácil para obter fãs nos dias de hoje. Podemos fechar os olhos, tapar os ouvidos e cantar para dentro, fingindo que nada disso é verdade. Mas estamos apenas a enganar-nos a nós próprios.

O mundo em que vivemos não resiste a saber as notícias na hora. E como consequência, tudo o que sejam atentados, desastres e catástrofes, aparecem de imediato e (muitas vezes) com imagens que ferem o coração e a mente das pessoas. E como se isso não chegasse, a indústria do cinema e dos videojogos produz cada vez mais filmes e jogos sangrentos, baseado no terror e no oculto. Existe uma espécie de culto à violência e não dá ar que abrandar ou desaparecer.

09 julho 2016

Marcha lenta

Era o caos no trânsito. Uma marcha lenta contra alguma coisa que descontentava quem por isso marchava... e, assim, quem queria andar, acabava por parar ou marchar a “passo de caracol”. Na rádio ouviam-se os “senhores do trânsito” a falar de “caos”, de procurar “alternativas” e de filas a chegar aos dois dígitos de quilómetros. A marcha, que lá ia mais lenta que silenciosa, prosseguia sem “dar cavaco” ao transtorno alheio, ou mesmo pensando que ele (o transtorno) faria mudar alguma coisa.

06 julho 2016

Muitas guerras, nenhum trono

É verdade, a série que anda a mexer com a atenção de várias pessoas está de volta. E com ela voltam os dilemas, a ação, o suspense e as quantidades gigantes de sangue, gente com pouca roupa e ainda mais gente a morrer. Fixe, certo? Não…

O fenómeno da Guerra dos Tronos tem criado fãs e mais fãs e mais fãs. Aparentemente, o consumo fácil de violência tem agora como bónus o da nudez e do sexo. A tua pergunta vai ser certamente: “Então, mas qual é o problema?”. Vamos por partes…