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A mostrar mensagens de Junho, 2011

Ai, como dói!*

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Ir ao dentista nunca foi o meu desporto favorito. Não troco o meu sofá (eu pratico sofásport) pela cadeira que a minha médica dentista me oferece cada vez que lá vou.
Há pouco tempo parti dois dos meus belos dentes, comecei a ter dores e lá fui eu visitar a minha dentista. Podes ter a certeza que se não fosse a dor que comecei a sentir provavelmente iria ficar longe daquele consultório uns longos meses... e a situação dos dentes iria piorar.
É verdade que a dor não tem piada nenhuma – e quem já teve dores de dentes sabe bem do que estou a falar – mas é um alerta, um alarme natural do nosso corpo, que diz “Está alguma coisa mal! Vai ao médico!”
Eu tenho uma espécie de “dor no coração” quando faço algo que não está certo... Quando, por exemplo, respondo mal a alguém, fico com ciúmes de outra pessoa ou começo a substituir o tempo que devia dedicar a Deus por outras coisas menos importantes. Acende uma luz vermelha interior que me diz “Ana Ramalho, tens que resolver isso!”.
Quanto mais tarde …

Soluços e solavancos de um retornado

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Esbarrei na lama e caí, de cara inteira no chão imundo, de plena vontade, sem um só empurrão. Fiz a minha cama, limitadamente saborosa eindiscutivelmente assassina da verdadeira liberdade, e nela me deitei, à procura daquilo que tive mas deixei atrás da porta do quarto fechado do meu coração. Esvaí-me em prazer pelo prazer, em saltos para fazer crescer a minha “auto-estima”, dancei ao ritmo de uma revolta que expelia ódio, mágoa e terror dos meus outros dias – os dias da segurança e da (a)liberdade aparente. Os dias de barriga cheia, cama e roupa lavada que troquei pela minha vontade. Tudo isto seria evitável mas eu não me evitei. Passei a soluçar-me do meu destino auto-decidido, a contorcer-me nas minha mágoas e loucuras, a regredir no tempo sem passar do espaço que tenho, entre suínos ensurdecedores e bolotas de acusação que me ferem a consciência e me lembram da minha podridão. Trago nos braços nada. Trago no coração tudo. Tudo o que vivi nesta minha vaga de fúria infeliz, a pensar q…