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A mostrar mensagens de Dezembro, 2015

Livro de Josué

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O livro de Josué (um dos espias que trouxe um relatório positivo sobre a terra de Canaã) narra-nos os acontecimentos relativos a Israel, após a entrada na Terra Prometida. É o seguimento histórico do Pentateuco, além de marcar uma nova fase na liderança do povo. Após Moisés, é Josué quem lidera e guia o povo na incursão e tomada de posse das terras às quais Deus os tinha guiado. O livro pode dividir-se em três blocos específicos.

No primeiro bloco, que compreende os capítulos 1 a 12, é relatada a conquista de Canaã, iniciando com a travessia do Jordão (1-4) e prosseguindo com a marcante tomada de Jericó (5:13-6:27). Este é um bloco importante, pois alude à importância da confiança em Deus e da nossa necessidade de levar a cabo a Sua vontade, sob a Sua direção e no Seu tempo. O contrariar da vontade divina, acarreta não raras vezes, consequências que podem ser desastrosas. Aqui pode ser tomado como exemplo o pecado de Acã (7), que desobedecendo a Deus, guarda uma parte do saque de Jeric…

"Quem? Eu?!"

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Estávamos à procura de estacionamento para irmos almoçar. À nossa frente, um carro pequeno fazia marcha atrás, para deixar passar um outro automóvel. A certa altura pum! – o “carrito” bateu na porta de um terceiro carro que estava estacionado e seguiu viagem.

Continuámos o nosso caminho, às voltas, à procura de um lugar. Por coincidência ou não, cruzámo-nos com a senhora que conduzia o “carro criminoso” e avisámos “Desculpe, a senhora pode não ter reparado mas bateu num carro que estava estacionado ali na praça quando fez marcha atrás. Era melhor ir ver isso...”. “Quem? Eu?!” exclamou a senhora, um pouco espantada.

Mais do que uma paixão!

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Já alguma vez te sentiste sozinho? Desamparado, sem ajuda de ninguém? A pensar que o mundo inteiro te despreza e que não vales nada? Bem, se isso já te aconteceu, é normal que não te sintas bem. Temos a tendência em valorizar mais as coisas negativas do que as positivas. E isso acontece, porque vivemos num mundo em que o pecado ainda gera problemas, como as doenças, as guerras, as desilusões, etc.
Mas tenho uma novidade para ti! Apesar de poderes não o sentir, existe Alguém que te ama. Alguém que conhece profundamente a dor no teu coração, que sabe o que te magoa e que vê e ouve quando choras. Deus não é apenas um conceito da Filosofia ou da Teologia, não! Ele é real, Ele existe e Ele faz aquilo que nós somos totalmente incapazes de fazer… Ama-nos primeiro, na condição em que estamos. Não importa se és gay, se consomes drogas, se mentes, se tens problemas psiquiátricos. Deus ama-te tanto, que enviou a única pessoa que é totalmente como Ele (o Seu Filho, Jesus), para morrer de maneira …

O melhor Natal

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Aconchegada nos cobertores, naquele sábado frio, sozinha, pensava nos dias contrastantes que tivera, não tanto pelo clima em si mas pelos afetos, pelo calor humano que a proximidade se desdobrava em lhe proporcionar. Pelo aspeto, pouco daríamos por ela, ou teríamos a aparente nobre atitude de pôr a moeda escura na sua mão suja, que moribunda se oferecia em busca de ajuda, num gesto descartável que imuniza a consciência. Debaixo daquele aqueduto, encostada num canto tão sombrio como os seus dias, resumia-se à companhia de uma garrafa meio cheia, tão vazia de esperança que estava.

Reflexões sobre a Criação - Imensidão de águas

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Na temática da simbologia bíblica, o mar é apontado pelo Cardeal Gianfranco Ravasi, como a limitação da terra e como o fim de tudo

É no principal do vasto manto líquido que cobre o planeta Terra, que se encontra o mistério das profundezas, o desconhecimento do que existe além horizonte. Obras como épicas como a “Odisseia” ou “Gilgamesh” são melhor narradas com o sabor a mar na mente e o cheiro a sal no coração. É também no mar que vários relatos bíblicos são vividos.

Da paternidade divina - I

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Um dos insondáveis mistérios do Cristianismo centra-se na compreensão de Deus como Pai.
Este fenómeno condiciona muitas vezes, o relacionamento entre um cristão e Deus, dado que a tendência primordial é associar a figura do pai biológico/adoptivo à figura do Pai divino.
Na verdade, o processo de parentalidade de Deus deve ser visto como um processo adoptivo. É por meio de Jesus, que somos chamados a este modelo familiar e essencialmente espiritual, muito embora sem descurar a parte relacional. Enquanto seres humanos, somos dotados de defeitos e virtudes, que nos condicionam os relacionamentos sócio-afectivos. Esse condicionamento em conseguir perceber o amor divino, reflecte-se na nossa vivência diária.

Da Palavra escrita à Palavra encarnada

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“Tole, lege”ou em português, toma e lê, foram as palavras que Agostinho de Hipona ouviu dado dia num jardim.

Ditas por uma voz desconhecida, estas palavras levaram-no a aceder às Sagradas Escrituras de modo a poder lê-las e escutar o que a voz de Deus lhe diria através do silêncio e da oração.

Ainda hoje, é importante que façamos o exercício da disciplina do silêncio, da leitura das Escrituras e da oração das mesmas com o Deus. Toda a Palavra escrita, diário da revelação de Deus ao Homem e do relacionamento entre ambos durante séculos, serve como sustentáculo histórico à fé Cristã. Esse conjunto de livros a que chamamos Bíblia, não é como o Alcorão, um livro a ser adorado. Mas força-nos a um caminho, a um trajecto em que a intimidade com a Palavra encarnada (Jesus de Nazaré) é anunciada; torna essa intimidade desejada, processada e concretizada.

Lacrimosa

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Ouvir o Requiem de Mozart, sobretudo a Lacrimosa, é um exercício de introspecção e reconhecimento do ser humano.

O andamento é pesaroso, mas ao mesmo tempo angelical. Ao soar dos acordes, as vozes elevam-se anunciando o dia de um julgamento final e vindouro, no qual toda a cinza se levantará e todo o Homem será julgado.
Sente-se o peso do pecado, que arrasta a alma para o fundo do abismo, qual Jonas engolido por um peixe de proporções enormes. A consternação de um Manassés humilhado e dorido, a tristeza de um Pedro acabado de negar conhecer Cristo, o choro de Jesus pela morte de Lázaro. Todas estas cenas seriam adornadas em belo efeito pela obra de Mozart, a qual nos transporta para um local onde olhamos para dentro de um abismo demoradamente. O abismo que nos contempla a nós em retorno, tal como Nietzsche fez questão de afirmar. Um abismo em que somos confrontados com a realidade do Inferno de Sartre: a dolorosa interacção com o próximo, quando não queremos essa interacção.