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A mostrar mensagens de Março, 2014

Só, sozinho e a solo?

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A solidão é uma coisa complicada. Mesmo passando por ela, nem sempre admitimos que nos sentimos sós e tristes.
Cada vez mais a nossa sociedade dá-nos os meios para sermos independentes, para não precisarmos de ninguém, para nos safarmos bem sozinhos. Mas como diria um pensador “nenhum homem é uma ilha isolada”...
Este é um dos males que atacam o mundo hoje em dia. A solidão mata-nos devagar e é silenciosa, vira-nos do avesso e nem damos por isso. Começa com um passo pequeno de achar que não precisamos de ninguém, para terminar num isolamento total que nos leva a afastarmo-nos de Deus. O isolamento leva a uma sensação falsa de independência, que acaba por se transformar em tristeza e em depressão. E infelizmente, cada vez mais adolescentes sofrem dessas depressões e de tudo o que está associado a elas: alimentam-se mal, maltratam-se pessoalmente, desenvolvem mais problemas mentais... Um terror!
E isso não é o que Ele tem para nós! Deus não nos projetou para viver em terror ou medo! Quando…

A bata azul

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Ao palmilhar o espaço comercial submerso pela multidão, cruzo-me com ela – uma mulher de bata, de olhar cabisbaixo, apoiada na companheira daquelas horas de trabalho, uma esfregona. Mãe solteira aos 16 anos, deixou-se desiludir pelo amor e decidiu seguir em frente, mas voltou a entregar-se em busca de um amor que não encontrou e viu-se com duas crianças nos braços, ainda não tinha feito 21 anos. Ajeita a sua bata azul, já manchada pela labuta do seu dia, e segue para o corredor até à outra casa de banho. Ela espera pela sua vez de entrar e limpar o que os outros sujaram. A multidão que se cruza ignora-a de todo, excepto se estiver a impedir-lhe o caminho. Na sua face a expressão de uma certa angústia e melancolia pela poluição emocional que lhe arrasta o coração de casa para o emprego, do emprego para casa, à boleia da má fama do bairro em que sobrevive. A sua vida, como a sua bata, há muito abandonou o estado original. A esperança ficou pelo caminho. A mancha dos seus erros espantou-lh…

O chorão que não era piegas

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Neemias, um judeu que como muitos outros tinha sido retirado da sua terra Natal pelos babilónios que conquistaram a nação de Israel, era o copeiro do rei Artaxerxes, da Babilónia.
O seu irmão e alguns homens chegavam de uma viagem a Jerusalém, com notícias preocupantes. “ ‘Esses que ficaram na pátria e não foram para o cativeiro encontram-se em grandes dificuldades e em grande miséria. Quanto a Jerusalém, as muralhas continuam em ruínas e as portas ainda destruídas pelo fogo.’Ao ouvir isto, sentei-me a chorar e, durante vários dias, andei muito triste, fiz jejum e dirigi a minha oração ao Deus do céu.” (Neemias 1:3, 4, BPT)
O rei Artaxerxes notou a tristeza de Neemias e perguntou-lhe o que se passava. O que fez Neemias, um homem que servia todos os dias o Rei do Império Babilónio, que vivia num palácio, com todos os confortos? Calou-se? Arranjou uma desculpa? Não! “Eu, com bastante receio, respondi-lhe: ‘Que Sua Majestade viva para sempre! Como não hei de eu andar triste, se a cidade on…