09 agosto 2012

O caixão abandonado

“A idosa chinesa foi encontrada imóvel na cama, duas semanas depois de se ter ferido na cabeça. Foi dada como morta, mas acordou cheia de fome, seis dias depois”.1
A senhora de 95 anos foi encontrada pela vizinha “deitada na cama, sem respirar nem dar sinais de vida. Não conseguiram reanimá-la, foi declarada morta e (...) colocada num caixão para que os familiares se despedissem.”1 Na véspera do funeral, encontraram o caixão vazio e descobriram a senhora em casa, a cozinhar...
A verdade é que quando algum familiar ou amigo próximo morre, e começamos o processo de luto, o que menos esperamos é que volte à vida, mesmo que o desejássemos. A nossa esperança de reencontro na eternidade com Deus, para os que antes decidiram viver nessa qualidade de vida e ansiaram esse destino, é-nos assegurada pela Palavra de Honra de Deus, nas páginas da Bíblia Sagrada. Ficam as recordações, as lições, o exemplo e a saudade.
Há uma “outra morte” que se espera ser também permanente. Chama-se a morte do “eu”, da nossa carne, da tendência que temos de sermos senhores de nós mesmos, dominados pelos nossos desejos, ávidos por nos deixarmos seduzir pelo sistema de valores e princípios de vida da sociedade, a iludirmo-nos pela falsa liberdade que um inimigo dominador, enganador e astuto que nos vende ao pouco desbarato.
Esta morte é simbolizada pelo batismo. Paulo explicou à igreja em Roma “Não sabem que todos nós, os que fomos batizados para estarmos unidos a Jesus Cristo, ficámos unidos com ele na sua morte? Pelo batismo, fomos sepultados com Cristo e tomámos parte na sua morte. Assim podemos viver também uma nova vida, à semelhança d’Ele que ressuscitou da morte pelo poder divino do Pai. Se estamos unidos a Ele por uma morte como a sua, também havemos de estar unidos a Ele na passagem da morte à vida. Sabemos que aquilo que nós éramos antes morreu com Cristo na cruz, para ser destruído o que em nós havia de mal e para não sermos mais escravos do pecado.” (Romanos 6:3-6, versão “A Bíblia para Todos”)
A questão é esta: enquanto ainda estamos neste mundo, temos uma luta interior entre o nosso “eu” (e afins) e a vontade de Deus. Muitas vezes, como a senhora chinesa de 95 anos, as pessoas vão ver o nosso “eu” fora do caixão que prometemos não abandonar. Vamos ter atitudes que revelam como o nosso coração ainda está em processo de transformação. Vamos ter que nos arrepender, pedir a Cristo que nos perdoe e que trabalhe nessa(s) área(s) da nossa vida.
Caro leitor, querida leitora, não desanime! Continue a entregar diariamente a sua vida a Cristo. Lembre-se de que Ele é o único que nos pode ajudar. Ele venceu o pecado e a morte. Temos um Salvador compassivo, um Advogado maravilhoso, um Senhor vitorioso que nos dá todos os recursos para vivermos e não esconde as exigências deste caminho estreito, apertado mas com um fim glorioso.
“Estou convencido de que Deus, que convosco começou a sua boa obra, continuará a aperfeiçoá-la até ao dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6, versão “A Bíblia para Todos”)

Ana Ramalho Rosa




in revista Novas de Alegria, agosto 2012


Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

08 agosto 2012

A vida (não) é uma novela?

A Sara faz uma cena de ciúmes porque o Zé estava a falar com a Magda na praia. A Verónica discute com a Magda, que anda com o Ricardo. O Pedro tenta agredir a Teresa. A Alice acaba com o Marcos, que se declara... ao Nuno. Onde é que já ouviste isto? Nas cenas de uma novela...

As intrigas que acabam amizades e deixam ex-amigos de costas viradas; namoros que só valem quando vão “além dos beijinhos”; pais que são apenas amigos, mas quem manda lá em casa (e neles) são os filhos; a competição (e inveja) entre as mais produzidas ou as mais talentosas; rapazes que trocam de namorada quando se fartam (e vice-versa), ou mudam de “gosto”... e ninguém tem nada a ver com isso! No meio de conversas banais e coisas sem maldade, está o enredo que nos apela a ir até onde nos leva o coração (e as hormonas) nas novelas Pop, com sabor a verão. 

É bom ter amigos, família, namorar e estar de férias... mas há maneiras e maneira de o fazer. A maioria das pessoas (e não são só as personagens das novelas) não está muito preocupada com aquilo que faz, desde que aparentemente não se magoe ou não magoe ninguém. “Consequências? O que é isso? O que importa é que eu me sinta bem!” é o que se pensa... mas será que as coisas são assim tão simples?

Deus criou-nos para podermos aproveitar bem a vida. Mas o ser humano decidiu mal: em vez que querermos seguir e obedecer a Deus, quisemos viver à nossa maneira. Ao fazê-lo, criámos uma separação entre nós e Deus, que nos levou para bem longe d’Ele – aqui e até à eternidade. E esse afastamento levou-nos onde estamos – num planeta cheio de ódio, violência, egoísmo, dominado pelo dinheiro, o poder e o prazer... e não os “finais felizes” que nos “vendem” as novelas.

Deus pensou em tudo: na maneira de nos relacionarmos bem com os nossos amigos, no modo como pais e filhos devem viver, na altura e forma certas de um homem e uma mulher construírem uma vida a dois, etc. A tendência, por causa da nossa distância de Deus, é pensar que aquilo que Ele nos proíbe de fazer é bom, e aquilo que Ele quer que façamos, é mau... Pensamos assim porque não temos realmente conhecimento de quem Deus é, nem da fantástica vida em pleno que Ele criou para vivermos.

Talvez já tenhas entregue a tua vida a Jesus, para Ele derrubar a distância entre ti e o Pai, mas só vais compreender o Seu amor por ti e perceber como esse plano de vida que Ele pensou é bom, se O conheceres e à Sua Palavra. E ao fazê-lo, Ele vai também transformar o teu coração, dia a dia, para viveres mais e mais o Seu plano a fundo. A opção é sempre nossa: ou vivemos uma novela com o nosso guião, ou vivemos o guião de Deus. O d’Ele tem sempre um final feliz!

“Não vivam de acordo com as normas deste mundo, mas transformem-se, adquirindo uma nova mentalidade. Assim compreenderão qual é a vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe é agradável e o que é perfeito.” (Romanos 12:2, versão “A Bíblia para Todos”).

Estou contigo!

Ana Ramalho


in revista BSteen, agosto 2012


Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

06 agosto 2012

Morrer para viver - Chuck Swindoll


Pr. Charles Swindoll (Stonebriar Community Church, Frisco, Texas, EUA)
A mensagem fala sobre o método divino na libertação do cristão do poder do pecado em Romanos 6.
Primeira das 5 lições do Pastor Chuck Swindoll da obra "Vivendo Sobrenaturalmente num Mundo Secular".