02 dezembro 2009

Deve ser horrível ser Jesus no Natal!

Era época de Natal. Estava na minha viagem de casa para o trabalho quando escutei uma mensagem que me deixou a pensar.
Numa estação de rádio, o locutor transmitia os votos natalícios de uma das ouvintes. O teor era, mais ou mesmo, este: “Desejo que nesta quadra os nossos corações se unam e que a luz do nosso interior torne este Natal melhor. Que a força interior de cada um, ligada entre si, possa tornar o Natal possível todos os dias em nós e no mundo à nossa volta.”
Comecei a reflectir: o que Jesus dirá ao escutar estas palavras? Veio à minha memória o texto que li semanas antes “Deve ser horrível ser Deus”1, e parafraseei “Deve ser horrível ser Jesus no Natal!”
É difícil pensar que a pessoa que estamos a homenagear [supostamente], é esquecida e substituída. Já nem estou a falar do consumismo exacerbado que cultivámos, desviando o valor da celebração para o prazer materialista de um momento... Neste caso era um espiritualismo generoso, mas vazio de motivos. Auto-centrado e não Cristo-centrado.
Celebrar o Natal sem mencionar sequer o nascimento da Maior dádiva da humanidade é uma fraude! Falar do espírito do Natal sem reconhecer a fonte é plágio!
Mas... Jesus não é como nós! Espanta-me saber que esse mesmo Jesus que esquecemos num presépio, num postal, no papel de embrulho amachucado na noite da consoada, nas memórias de infância, ou mesmo no vazio, continua de mãos abertas para nos receber e fazer acontecer em nós o verdadeiro Natal!
Se Jesus nos retribuísse como nós Lhe retribuímos, a desgraça seria completa. Mas a Sua graça é maior do que a nossa desgraçada condição humana.
Somos ingratos, inconstantes, presunçosos, elitistas, orgulhosos, falsos, irritadiços, mesquinhos, depravados... e Ele é assumidamente amoroso, bondoso, justo, santo, eterno, constante, imutável. Um Deus tão oposto a nós, mas tão desejoso de Se relacionar connosco!
O mais interessante nisto tudo é que quem precisa desesperadamente d’Ele sou eu, és tu, é cada ser humano. Ele não preciso de nós... mas Ele ama-nos.
O Natal é a demonstração clara desse desejo de Deus em ser o nosso Pai e Senhor. As decisões erradas que tomamos (até em pensamento) separam-nos de viver em plenitude esse relacionamento que, realmente, nos preenche, dá força interior, e transforma-nos gradualmente em pessoas melhores.
A prenda de Deus para remover tudo o que nos separava d’Ele custou caro, mas hoje é um presente, gratuito. Jesus, o Filho de Deus, deu-Se numa vida humana e numa morte desumana para remover completamente essas barreiras, criadas por nós – o pecado.
Agradece-Lhe hoje por isso e, se ainda não recebeste este valioso presente, tens uma oportunidade. Celebra o verdadeiro Natal, não num acto exterior, mas no coração preenchido pelo amor de Deus.
“... quando Maria e José chegaram para apresentar o menino Jesus ao Senhor em obediência à lei, Simeão estava lá. E tomando a criança nos braços louvou Deus: Senhor, agora posso morrer satisfeito, pois vi aquele que tu me prometeste que veria! Vi o Salvador que deste ao mundo.” (Lucas 2:27-31, versão “O Livro”)

Ana Ramalho



1 Titulo do artigo da autoria de João César das Neves, publicado no Jornal Diário de Notícias de 22/09/08.

01 dezembro 2009

Proibido a curiosos!

Leste o título. Ficaste a pensar “leio ou não leio?!. Mas como és uma pessoa curiosa...

... acabaste por começar a ler o artigo! A curiosidade é uma característica que todos temos (uns mais do que outros). É por sermos curiosos que “sofremos” até saber o que esta dentro dos embrulhos no Natal, que vamos à net para ouvir o novo álbum da nossa banda favorita, que fazemos perguntas.

Não sei até que ponto és curioso ou curiosa em relação a coisas menos banais... por exemplo, em relação à origem da vida, a Deus. A discussão se Ele existe ou não anda aí desde que o homem é gente! Um Deus ou vários deuses? Uma força superior? Nada? Enfim... poderíamos por começar aqui e nunca mais acabar...

Muitos de nós nascemos e recebemos dos nossos pais uma tradição religiosa. Durante a vida vamos cumprindo os “deveres” dessa tradição... mas chega a um momento em que perguntamos se essa crença faz sentido. Começamos a procurar, a investigar, a questionar... podemos estar sinceramente insatisfeitos, tendo necessidade de algo mais profundo do que meros ritos e tradições.

Quando Jesus esteve entre nós, cruzou-Se com vários tipos de pessoas. Um dia, um mestre religioso veio ter com Ele. Tinha mais do que curiosidade... estava intrigado com a forma de Jesus viver e falar. Então, fez-Lhe uma pergunta: “De todos os mandamentos, qual é o mais importante? Jesus respondeu: Aquele que diz: 'Ouve, ó Israel. O Senhor teu Deus é o único Deus. Não há outro! Ama-o de todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente com todas as tuas forças!' O segundo é: 'Ama os outros, como a ti mesmo.' Não há mandamentos maiores do que estes. O mestre religioso respondeu: Falaste com verdade, Senhor, ao dizeres que só há um Deus e não existe outro. E eu sei que amá-lo de todo o meu coração, entendimento e forças, e amar os outros como a mim mesmo é muito mais importante do que oferecer toda a espécie de sacrifícios no altar do templo. Apercebendo-se da compreensão daquele homem, Jesus disse-lhe: Não andas longe do reino de Deus.” (Marcos 12:28-34a, versão “O Livro”)

Fazia parte do “curriculo” um mestre religioso saber os mandamentos de cor! Porque é que ele fez aquela pergunta, então? Ao contrário da maioria dos líderes religiosos que tentavam “apanhar” Jesus em alguma falha, ele percebeu que Jesus era diferente. Pela pergunta que faz, percebemos que estava insatisfeito por viver na religião. Ele queria era Deus... e Jesus parecia ser a pessoa ideal para ajudá-lo.

Repara como termina aquele diálogo. Jesus diz Não andas longe do reino de Deus”. Ou seja Tu já percebeste o que é mais importante para Deus, mas ainda te falta alguma coisa”. Aquele homem, como muitos de nós, estava certo. Ele sabia que Deus se importa mais com as intenções do coração do que com meros ritos religiosos sem paixão. Mas ainda assim isso não bastava. Era preciso mais: um relacionamento com Deus.

Qualquer que seja a tua experiência com Deus até agora, estejas a 5 cm ou a 5 km de distância, Ele quer ter um relacionamento pessoal contigo, de tal forma que sejas mais do que um conhecedor ou conhecedora da Sua vontade... mas um filho ou uma filha que vai aprendendo a amar Deus e a viver nessa vontade dia-a-dia, através da Sua Palavra e de conversas que vais tendo com Ele.

Isso não é algo passageiro, mas é um caminho a dois: tu e Deus. Talvez seja essa a resposta que sempre procuraste... simples demais? Pode parecer, mas faz a experiência. Fala agora com Deus, com as tuas palavras, e começa um relacionamento com Ele.

Ana Ramalho 


in revista BSteen, Dezembro 2009

A queda de um herói

De escolhido a perdido...


Podia ser o título de um filme... A história de um herói, escolhido por Deus para ter um percurso espectacular. Era um jovem forte, corajoso, destemido.

O povo de Israel estava a ser oprimido pelos filisteus, por se ter afastado de Deus e viver como lhe apetecia. Como resultado da oração arrependida do povo, Deus envia um herói... Sansão. Podes ler como tudo aconteceu na Bíblia em Juízes capítulos 13 a 16.

Um rapaz especial
Sansão nasceu por milagre de Deus, pois os seus pais não conseguiam ter filhos. Deus deu-lhe um propósito claro - ser o libertador de Israel. Ele pertencia a um grupo especial (tipo tropa de elite) chamados nazireus. Eram pessoas que faziam um voto, uma promessa de se dedicar a Deus, por um tempo. Haviam coisas que eles nunca poderia fazer: beber bebidas alcoólicas; comer coisas impuras; aproximar-se de mortos (pessoas ou animais)... nem podia cortar o cabelo (neste caso, o segredo da força de Sansão)1.

Sansão, ao contrário da maioria dos nazireus, não tinha feito um voto por um tempo. Ele estava dedicado a Deus para a vida, porque tinha aquela tarefa especial. Ele tinha uma força fenomenal, dada por Deus. Imagina que matou 1000 homens com a queixada de um burro; arrancou os pesados portões de uma cidade, entre outras coisas. Mas a força, o talento, as origens de Sansão não eram a garantia para o sucesso.

Em queda livre
Começou com “pequenas coisas”, como aproximar-se do corpo de um leão morto, apenas por curiosidade... Mas o ponto fraco de Sansão eram as mulheres. Apaixonou-se por uma rapariga do povo inimigo (que era suposto ele derrotar). Mais tarde, passa a noite com uma prostituta.... e finalmente casa com Dalila (também filisteia).

Os chefes dos filisteus ofereceram dinheiro a Dalila para que descobrisse o segredo da força de Sansão. Com aquele gosto para ir até aos limites, quase a pisar o risco e sentir a adrenalina de brincar com coisas sérias, Sansão começou a dar falsas pistas a Dalila. Ela foi tentando e até fez chantagem emocional com ele “Se não me contas o segredo, então é porque não me amas!” disse... Entretanto Sansão descai-se, Dalila corta-lhe o cabelo, e ele é preso pelos filisteus, que lhe arrancam os olhos e o tratam quase como um animal.

O final da história: o cabelo de Sansão volta a crescer, ele ora a Deus e recupera a sua força. Finalmente, morre debaixo dos escombros do templo dos filisteus, que ele mesmo derruba.


O que é que isto tem a ver comigo?

- Ter talentos, ter dons não nos impede de cair, de nos deixarmos levar pelos nossos desejos errados, influenciados por Satanás através do sistema do mundo (pessoas e coisas que nos rodeiam, os ambientes a que nos expomos). Não te esqueças que todos os cristãos são das tropa de elite de Deus – temos um modo de viver e pensar contrário aos valores do sistema.

- Podemos estar a pecar e continuar a ter talento. Foi o que aconteceu com Sansão. Deus quer que sejas um filho que serve obediente e não um servo irreverente. Analisa a tua vida espiritual pela Palavra de Deus e não pelo que fazes para Deus (isso deve ser a consequência do que és).

- Quando nos tornamos levianos, ficamos por conta própria – Deus não impediu Dalila de cortar o cabelo a Sansão. A escolha foi dele: andou a brincar, teve consequências.

- Deus nunca nos obriga a obedecer. O que Deus diz que é errado não se torna certo quando nos é conveniente... Se seguimos em frente, à nossa maneira, não podemos esperar que Deus mande um raio do céu para nos impedir... e mesmo se Ele mandasse, quando estamos decididos a não escutar Deus, nunca O vamos ouvir.

- O amor incompreensível de Deus – Sansão foi usado por Deus uma última vez... Deus sempre esperou por Sansão e, quando ele se arrependeu e pediu a Deus, Ele voltou a dar-lhe força... Sansão não merecia... e ninguém merece, mas Deus deseja perdoar-nos. Afinal, somos Seus filhos! Ele deseja que escolhamos amá-Lo e servi-Lo. A decisão é nossa!

Imagina como a vida de Sansão poderia ter sido tão diferente, se ele se tivesse arrependido antes! Deus deseja que sejamos heróis nas Suas mãos, usados por Ele... que possamos aprender com Sansão, para evitar os mesmos erros que ele cometeu.

Agradece hoje a Deus os teus talentos, tudo o que tens e és... mas pede-Lhe também para que te ajude a dar valor ao que és e tens, por causa d’Ele... e que a cada dia possas viver em obediência amorosa ao Senhor.

E se tens estado longe de Deus, lembra-te que Ele ainda está à tua espera. Ele é o teu Pai... regressa aos Seus braços e a uma vida na Sua vontade.


Ana Ramalho


1 Números 6: 1 a 8



in revista BSteen, Dezembro 2009

19 novembro 2009

Destinos e proximidade

Deus é verdadeiramente bom para com Israel, para com todos os que têm um coração puro.


Quanto a mim, por pouco me ia desviando do caminho recto, quase escorregava. Pois tive inveja do bem-estar dos soberbos e dos que rejeitam Deus.


Eles não têm medo de morrer. O seu poder é garantido. Não se vêem metidos em dificuldades, como toda a gente, nem rodeados de problemas. Por isso o orgulho é como um ornamento das suas vidas. Vestem-se de violência como da melhor roupa que têm! Têm os olhos arregalados de cobiça, e a mente cheia de ambições. É gente corrompida, que só sabe tratar de maldade e de opressão. Tudo o que dizem é sempre com arrogância. Quando abrem a boca sempre têm que praguejar contra o céu. Têm uma língua tão maldizente que é capaz de varrer a Terra toda. E assim o povo de Deus fica frustrado e confuso, aceitando tudo o que eles dizem. E vão-se perguntando a si próprios: Será que Deus, lá no alto, sabe o que está a acontecer?


Esta gente é contra Deus, e vive em plena segurança. Estão sempre a ver as suas riquezas a aumentar. Não terá sido em vão que me tenho preocupado com a pureza das minhas intenções, e procurado manter-me sempre isento de maldade? Afinal tudo o que tenho obtido, em cada dia, é só problemas e aborrecimentos!


Mas se eu falasse realmente assim, estaria traindo o teu povo, ó Deus. Na verdade, isso é tão difícil de entender que quando procurava uma resposta ficava absolutamente confuso.
Até que entrei no santuário de Deus. E então compreendi enfim o destino dessa gente!


O caminho da vida, para eles, é escorregadio; e sem contarem, serão lançados na destruição. De um momento para o outro cairão na ruína e ficarão consumidos de terror.
Até a imagem deles varrerás das memórias, Senhor, como quando alguém acorda de um pesadelo.


Quando vi isto, o meu coração ficou perturbado! Senti-me tão estúpido e ignorante! Eu parecia um animal diante de ti, Senhor. Mas eu estou sempre contigo. Seguras-me pela mão. Guiar-me-ás com a tua sabedoria, e depois me receberás na tua glória. A quem tenho eu no céu, além de ti? És, na Terra, quem eu mais desejo! A minha saúde enfraquece; o meu espírito está cansado. Mas Deus é a força do meu coração. Ele é meu para a eternidade.


Aqueles que se afastam de ti, Senhor, morrerão para sempre. Destruirás os que se desviam de ti para prestar culto a outros deuses. Mas quanto a mim, sinto-me feliz em aproximar-me de Deus. Confio no Senhor, e hei-de anunciar tudo o que ele faz!

Asaph, Salmo 73, versão "O Livro"

Este salmo não me sai da cabeça... Um homem expõe as suas dúvidas e anseios de modo transparente. Um homem como tu e eu. Com questões acerca do que observava à sua volta. Não meras dúvidas filosóficas ou curiosidades científicas. Ele sentia-se confuso com a suposta (in)justiça da vida...

Que teimosia a minha em ignorar ou tentar amolecer as minhas questões, em querer procurar responder à minha maneira... fico renitente, talvez confiante na minha própria capacidade... mas o melhor lugar em que posso encontrar respostas está na presença de Deus... preciso aproximar-me d'Ele. Não num rito, numa rotina, sem precisar de estar na ruína... mas pelo simples relacionamento.

Não sei como tem sido a tua vida... A minha tem sido cheia de altos e baixos. De alegrias e desafios. De choro e riso... mas o fim? O destino? Valerá a pena ser fiel a Deus ou nem por isso? "Até que entrei no santuário de Deus. E então compreendi.."

Pai, perdoa a minha insegurança, o modo efémero como julgo a vida... Preciso aproximar-me de Ti, e compreender que, contigo, o final é sempre feliz.
Assim seja!

09 novembro 2009

Distâncias

Hoje, através do GPS, podemos saber exactamente qual a distância entre um lugar e outro... e até podemos escolher vários trajectos, com mais ou menos quilómetros, para lá chegar.
Esta é uma das maravilhas da tecnologia. Tempo previsto, custo previsto, distância prevista... ajuda-nos a fazer contas se vale a pena nos deslocarmos na nossa viatura ou de transportes públicos. Podemos prever a hora de chegada... Que conforto!
Mas esta facilidade em calcular distâncias em termos físicos ainda não chegou a outras vertentes. Qual a distância entre o pai violento e o filho amedrontado? Entre a esposa desgastada pelas inúmeras tarefas e o esposo egoísta? Entre o amigo ferido e aquele que o magoou? Entre o empregado sobrecarregado e o patrão desumano? Nos relacionamentos as distâncias podem ser tão ambíguas mas, simultaneamente, tão reais e presentes.
E qual a distância entre nós e Deus? Quantos passos nos separam?
Quando Jesus esteve entre nós, cruzou-Se com vários tipos de pessoas. Um dia, um mestre religioso veio ter com Ele. Tinha mais do que curiosidade... estava intrigado com a forma de Jesus viver e falar. Então, fez-Lhe uma pergunta: “De todos os mandamentos, qual é o mais importante? Jesus respondeu: Aquele que diz: 'Ouve, ó Israel. O Senhor teu Deus é o único Deus. Não há outro! Ama-o de todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente com todas as tuas forças!' O segundo é: 'Ama os outros, como a ti mesmo.' Não há mandamentos maiores do que estes. O mestre religioso respondeu: Falaste com verdade, Senhor, ao dizeres que só há um Deus e não existe outro. E eu sei que amá-lo de todo o meu coração, entendimento e forças, e amar os outros como a mim mesmo é muito mais importante do que oferecer toda a espécie de sacrifícios no altar do templo. Apercebendo-se da compreensão daquele homem, Jesus disse-lhe: Não andas longe do reino de Deus” (Marcos 12:28-34a, versão “O Livro”).
Fazia parte do “currículo” um mestre religioso saber os mandamentos de cor! Então, porque é que ele fez aquela pergunta? Ao contrário da maioria dos líderes religiosos que tentavam “apanhar” Jesus em alguma falha, ele percebeu que Jesus era diferente. Pela questão que coloca, percebemos que estava insatisfeito por viver na religião. O que ele queria era Deus... e Jesus parecia ser a pessoa ideal para ajudá-lo.
Repare como termina aquele diálogo. Jesus diz Não andas longe do reino de Deus”. Ou seja Tu já percebeste o que é mais importante para Deus, mas ainda te falta dar um passo em frente”. Aquele homem, como muitos de nós, estava certo. Ele sabia que Deus Se importa mais com as intenções do coração do que com meros ritos religiosos sem paixão. Mas ainda assim isso não bastava.
Qualquer que seja a nossa experiência com Deus até agora, estejamos a 5 cm ou a 5 km de distância, Ele quer ter um relacionamento pessoal com cada um de nós, de tal forma que sejamos mais que meros conhecedores teóricos da Sua vontade... mas filhos que vão aprendendo a amar Deus e a viver nessa vontade dia a dia, através da Sua Palavra e de conversas que vão tendo com Ele.
Isso não é algo passageiro, mas é um caminho a dois. Um relacionamento que se percorre, sem distâncias. 


Ana Ramalho

in revista Novas de Alegria, Novembro 2009