25 maio 2009

"Encosta-te a mim"


A publicidade do banco tem a música que dita o título deste post.

Quando nos encostamos, descansamos. O objecto ou a pessoa que nos suporta permite que façamos uma pequena pausa, um momento para recuperar o fôlego... qualquer que seja o teor do "encosto".

Deus não nos dá um mero "encosto". Ele faz-nos um convite: senta-te. Descansar em relação ao passado, ao presente e ao futuro. Repousar não por causa de algo que tenhamos realizado, mas por causa do sacrifício de Cristo por nós.

Por causa de Cristo, podemos descansar que a nossa salvação está garantida. Somos feitos filhos de Deus por causa de Cristo. Recebemos o Espírito Santo das mãos de Jesus. Temos comunhão uns com os outros devido à morte e ressurreição do Filho de Deus. Os nossos talentos e dons, os ministérios são presentes d'Ele... nada é nosso.

Se perdemos a nossa filiação com Deus, será pelo nosso afastamento, pela nossa decisão, pela nossa própria negligência... Por Ele, estamos seguramente salvos e temos acesso à vida eterna.

Não precisamos trabalhar, suar, rastejar, fazer alguma coisa... apenas precisamos descansar. Ainda bem que é assim... não há "Top Mais" de feitos e boas obras no Céu. Quem pode competir com a morte e ressurreição de Jesus?

Deixa de tentar provar a Deus que O mereces: ninguém merece. Senta-te.

"Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus, para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus."

(Efésios 2:4-7 ARA)

12 maio 2009

Pastorices...

Na Palestina, como hoje, o pastor era responsável pelas ovelhas:
  1. Caso as ovelhas tivessem algum problema, o pastor tinha a obrigação de provar a sua inocência (Êxodo 22:9-13);
  2. Deveria alimantá-las e tratar delas convenientemente;
  3. Teria que defender o rebanho de quaisquer perigos, mesmo que isso implicasse por a sua vida em risco, como fez por exemplo David (1 Samuel 17:34-35).
A Bíblia utiliza esta ilustração para apresentar a relação de Deus com o Seu Povo, de Cristo com os Seus seguidores. Mas várias vezes surge também a comparação com aqueles que tinham algum tipo de liderança, que cuidavam do povo. Algumas dessas menções:
  1. Ezequiel alerta para os "ego-pastores": “Ai dos pastores de Israel que se apascetam a si mesmos! ” (Ezequiel 34:2);
  2. Segundo Amós, o pastor precisa empenhar-se em salvar a suas ovelhas: “Como o pastor salva da boca do leão duas patas e um pedaço de orelha…” (Amós 3:12).
Se no Antigo Testamento estas passagens se aplicavam a reis, profetas e sacerdores, hoje aplicam-se a todos aqueles que, de um modo ou de outro, estão a liderar alguém no "rebanho". Seja o professor de Escola Dominical em relação aos seus alunos; o discipulador com o seu discipulando; um presbítero e a sua congregação; um pastor e a sua igreja.

Senhor, é tão fácil pensar apenas em mim e esquecer-me que as "ovelhas" são Tuas, compradas por um alto preço: a Tua vida. Perdoa-me quando penso apenas no "leite", na "lã" e na "carne" que elas me dão. Ajuda-me a cuidar delas como Tu cuidarias.

Améeeeeeen

09 maio 2009

Tudo começou com uma ovelha perdida



Um testemunho espectacular na AGTV (TV on-line da Assembleia de Deus nos Estados Unidos). Às vezes pensamos que não vale a pena investir nas pessoas que, aparentemente, rejeitam o Evangelho... mas é o Espírito Santo que trabalha nos corações.

Para conhecer melhor esta igreja contemporânea, clique aqui.

05 maio 2009

Simplex?

“O programa Simplex surge da necessidade de alterar processos e procedimentos já constantes das leis e regulamentos em vigor. Essa necessidade de correcção e simplificação da rigidez dos processos e dos procedimentos (...) resulta de uma avaliação negativa sobre os seus impactos ou a sua pertinência.”1
Simples, simplista, simplificar, simplicidade: simplex! Simplex é um programa promovido pelo Governo português. Basicamente, pretende simplificar a burocracia... Pelo menos, na teoria, é esse o objectivo.
Não sei se é inspirado nisso, mas uma cadeia de super-mercados, tem usado um tema parecido para a última campanha publicitária. “Minimize!”, dizem os cartazes.
É certo que os dias que vivemos estão embebidos em confusão. Quer como indivíduos, quer como sistema, estamos emaranhados em várias situações que foram crescendo de “um pouco difícil” para o “caótico”, passando pelo “complicado”.
Os momentos de crise chegam e ainda dificultam mais a situação. Vivemos concentrados nos dias desconcertantes que atravessamos... Precisamos de um “simplex” mais geral que, apenas, administrativo. Mais pessoal, que governamental. Mais real e efectivo, que apenas “prometedor”.
Alguém podia, simplesmente, criar um sistema que nos “descomplicasse” definitivamente a vida, não acham? Bom, e se já existir e tão focados nas nossas complicações, não tenhamos “olhos para ver” as soluções simples e disponíveis? 
Se calhar, tudo começa com a nossa atitude. Procurar as coisas simples para “descomplicar” a nossa vida. Percebermos, através de uma observação sincera do mundo à nossa volta, que nem a flor, a montanha, o oceano ou cada um de nós pode ser fruto de um mero acaso explosivo. Sermos crianças, não nas atitudes, mas na inocência de acreditar em algo que não vemos, mas que não é por isso que deixa de existir.
Não há soluções simplistas para a complexidade da vida, mas há uma atitude simples que pode ser o ponto de viragem do nosso “complex” para um verdadeiro e real “simplex”.
É um processo pessoal que parte não de 200, mas de uma só medida. Deus diz “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.” (Jeremias 33:3 – versão ARA).
Este é um desafio que já aceitei, um processo que continuo a percorrer, dia a dia. Demasiado simples para ser verdade? Nada como experimentar e conhecer pessoalmente Deus. “Não complique!”

Ana Ramalho


1 www.simplex.pt

in revista Novas de Alegria, Maio 2009

04 maio 2009

Jesus e os rótulos


Há tempos, num almoço com um velho amigo, falávamos acerca do modo como é tão fácil colocarmos rótulos nas pessoas... Se reflectirmos acerca das nossas atitudes, percebemos como os nossos relacionamentos dependem em parte dos preconceitos resultantes desses rótulos.
Não há dúvida que somos propensos a catalogar os outros, como se fosse possível a Humanidade ser um grande armazém, cheio de prateleiras e armários, com tipos de pessoas bem diferenciados. E começamos a fazer a lista: políticos, religiosos, funcionários públicos, prisioneiros, prostitutas, toxicodependentes, ateus, alcoólicos, doentes, saudáveis, cristãos, muçulmanos, asiáticos, negros, brancos, etc.
É interessante pensar que Jesus dividia apenas as pessoas em duas categorias: os que eram Seus discípulos e os Seus "pré-discípulos". Ou seja, os que O seguiam e aqueles que não O seguiam, mas que Ele queria alcançar com o Seu amor. Em relação ao segundo grupo, não eram tratados como "aqueles", nem "os outros"... mas como pessoas com valor.
O que Cristo fez foi aproximar-Se daqueles que, aos olhos dos religiosos e da maioria, não mereciam uma segunda oportunidade. Ele não colocou o rótulo "impossível" porque, para Ele, tudo é possível. A mudança de vida para a prostituta foi possível. Uma vida honesta para o cobrador de impostos foi possível. A mulher envolvida em adultério foi perdoada e convidada a mudar radicalmente a sua vida. Foi possível transformar o coração de um homem que perseguia os outros, motivado pelo excesso de zelo na sua religião, num novo Saulo.
Para Deus, tudo é possível, mas temos sempre uma decisão a tomar da nossa parte. Enquanto a porta da salvação está aberta, todos são chamados a entrar por ela. O olhar compassivo de Jesus permanece, apesar de ser rejeitado literal ou inconscientemente por alguns de nós. O Seu desejo de salvar esta geração é o mesmo que há 2000 anos atrás.
A nossa posição, depende da nossa fé e vivência em Cristo. Ou estamos n'Ele ou não estamos n'Ele. Depende sempre da minha decisão e do compromisso de viver ligada a Ele dia-a-dia e, por isso, ser um instrumento moldado pelo Seu amor para alcançar aqueles que ainda não O conhecem. Ser um canal de reconciliação daqueles que deixaram um dia a casa do Pai e, hoje, não têm coragem para regressar.
Gosto da expressão que Paulo usa quando fala aos cristãos de Corinto “Se alguém está ligado a Cristo transforma-se numa nova pessoa; as coisas antigas passaram; tudo nele se fez novo! Tudo isso é obra de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo, através daquilo que Cristo fez por nós e nos confiou a missão de anunciar essa mesma reconciliação.” (2 Coríntios 5:17-19 – versão “O Livro”).
“Deus, ajuda-me a olhar para os outros como Tu olhas. Ajuda-me a viver ligada a Ti para ser instrumento do Teu amor”.
Assim seja!


Ana Ramalho


in revista Novas de Alegria, Maio 2009

Segurança eterna



"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai."
(Palavras de Jesus em João 10:27-29, ARA)
Sou de Deus. Entreguei-Lhe a minha vida. Pertenço ao Seu rebanho.
Estou segura. Estou nas Suas mãos. Ele protege-me. Não preciso ter medo porque Ele é o Todo-poderoso, para além de Todo-amoroso. É pela Sua graça que Ele me guarda. O Seu poder em meu favor é a prova do Seu amor.
Ningúem consegue separar-me de Deus... apenas eu mesma. Tenho consciência de que os perigos são muitos embora não consiga ter consciência de todos eles. Vigio, mas Ele vigia a minha vida de um modo perfeito, completo.
Senhor, que eu não salte das Tuas mãos, mas que confie no Teu plano para a minha vida. Que esteja a cada dia atenta, vigitante sem esquecer que Tu também cuidas de mim, até à eternidade.
Améeeeeeen

01 maio 2009

Rebeldia.eu

És um verdadeiro rebelde?

“Geração Rebelde”... Rebelde Way... Tanta rebeldia junta, deixa-me confusa... A verdadeira rebeldia tem a ver com o meu estilo, a música que ouço, as respostas provocadoras que dou aos “profes”, as “cenas maradas” que faço para que o pessoal “vá com a minha cara”? Ou será outra coisa? Será que eu sou rebelde? E tu?
No dicionário, diz que rebelde é “que se revolta; que faz oposição; indomável; teimoso”1. E rebeldia? “acto de rebelar; qualidade do que é rebelde; oposição”2. Numa linguagem mais simples, alguém rebelde, vai contra o sistema. Rebeldia é agir ao contrário da maioria...

Onde estou metido
Hoje, vivemos num sistema cheio de coisas que apelam a “viver o momento”. O lema é “segue o que sentes”. Se me sabe bem alguma coisa, então está certo, independentemente se isso magoar ou prejudicar os outros (ou a mim mesmo).
Será que esta conversa é um exagero de “cota”? Pensa comigo: as coisas que vemos, que mensagem passam? E o que dizer das “raparigas-com-pouca-roupa” que aparecem, algures num site que “enche o olho”? E dos vídeo-clips? E aquele apelo a mudar de consola todos os meses, para ter as sensações mais reais a jogar? E exigir um telemóvel de 500 euros como se isso fosse indispensável? Numa conversa entre amigos, usa-se e abusa-se da sensualidades, sem travões. O que interessa é que tu te sintas bem por teres e fazeres tudo o que queres. Este é o sistema que temos.

A rebeldia versão Pop
Na versão popular, que o pessoal aceita, a ideia de rebeldia é “esticar a corda”. Ir contra as regras, como se a liberdade sem limites fosse o segredo da felicidade.
Esta atitude leva a duas consequências. Primeiro, se “seguir o nosso instinto” fosse a porta para sermos felizes, as pessoas hoje deviam sentir-se mais realizadas... coisa que não acontece. Continuam a procurar novas drogas, novos tipos de bebidas e misturas, novas experiências e relacionamentos... há uma insatisfação global.

A segunda coisa: concordas que ser rebelde é ir contra o sistema, certo? Então, se a maioria vive com o lema “segue o que sentes”, isso não se pode chamar de verdadeira rebeldia. Ser uma fotocópia das atitudes, esquemas e estilo das miúdas dos Morangos, dos tipos da Rebeld Way ou dos meninos-estrela das capas das revistas, não tem nada de anti-sistema!

Rebeldia perfeita
Houve alguém que, realmente, foi rebelde. Imagina que foi perfeito em tudo, incluindo na forma com que amou os outros – incluindo aqueles que eram Seus inimigos. Era contra a hipocrisia e contra as atitudes erradas que as pessoas tinham umas para com as outras. Defendia um coração puro, que Ele queria dar a todas as pessoas...
Foi mais do que um homem bom, do que um religioso... Jesus foi essa pessoa especial, porque era (e é) Deus feito homem. Os homens um dia passaram a viver num sistema de rebeldia contra Deus, ao desobedecerem-Lhe... mas Deus amou-nos tanto que enviou Jesus para nos ensinar e ajudar a ser pessoas realmente felizes. Jesus terminou a Sua passagem pela Terra oferecendo a Sua vida pela Humanidade.

Queres ser um “bom rebelde”?
Jesus explicou em várias ocasiões qual a “lista de qualidades” dos Seus seguidores.
Quando não mentimos, somos rebeldes. Quando amamos e respeitamos os nossos pais, independentemente deles não nos darem tudo o que queremos, somos rebeldes. Quando deixamos de falar mal dos outros e ajudamos as pessoas, em vez de as humilhar, somos rebeldes. Quando somos honestos nos trabalhos, somos rebeldes. Quando sabemos dizer “NÃO!” a qualquer tipo de pornografia e decidimos guardar a nossa intimidade sexual, somos rebeldes.
No fundo, quando seguimos aquilo que Cristo foi e ensinou, somos anti-sistema (mesmo!). Esta “boa rebeldia” é o melhor e único caminho nos dá garantia de felicidade... foi Jesus que disse3.
Para seres um “bom rebelde”, precisas pedir a Jesus para limpar-te de todas as “marcas do sistema”. Ou seja, de todas as coisas erradas que tens feito, pensado ou dito contra Ele, contra outros ou contra ti mesmo. Depois, deves decidir de coração que queres viver de uma forma diferente! Se fores sincero serás transformado... e passarás a ter um novo estilo de vida. Através da Bíblia vais aprender a viver a “boa rebeldia” – a tua vida como Jesus quer.
Eu quero continuar a lutar para ser anti-sistema. Quero ser como Jesus, custe o que custar. E tu?
“Não se conformem com os padrões e costumes deste mundo, mas sejam como gente diferente, através da renovação da vossa maneira de pensar. E dessa forma conhecerão o que Deus deseja que façam, e verão como a sua vontade é realmente boa, agradável e perfeita.” (Romanos 12:1 – versão “O Livro”).

Ana Ramalho

1 priberam.pt; 2priberam.pt; 3João 14:6

in revista BSteen, Maio 2009