29 abril 2009

"Flame"



As várias componentes do amor... mais do que falar de educação (apenas) sexual.

25 abril 2009

Este pasto é meeeeesmo bom!

Tenho o que preciso. Nem mais, nem menos. Ao depositar a minha confiança no meu Pastor, posso ter a certeza de uma "ementa" variada e da maior qualidade...

"Pastos verdejantes", "águas de descanso", um "cálice transbordante", etc. É disso que fala o Salmo 23. O nosso Pastor dá o melhor ao Seu rebanho... Mesmo que tenha que caminhar connosco até às melhores pastagens; mesmo que seja necessário atravessar um lugar deserto para alcançar águas correntes... Ele faz tudo por nós.

Por amor, seguimos o Grande Pastor. Por Sua graça, Ele oferece o melhor. Não vale a pena tentarmos fazer mil e um malabarismos para impressioná-Lo, nem para conquistar mais ou menos provisão. Ele faz isto porque nos ama...

Se dependo da "palha" da minha percepção, dos "restos" da minha experiência, do "restolho" que se espalha enquanto vagueio sem rumo certo, perdida pelos campos, acabo por não estar bem alimentada mesmo que tenha a barriga cheia.

Preciso do alimento sólido e completo que só encontro na Sua Palavra. É verdade que Ele me dá o pão de cada dia, em termos de provisão material... mas é a Sua Palavra que alimenta a minha alma. É ali que encontro segurança, consolo, ensino, ajuda...

Pastos verdejantes? Sempre.

"Senhor, que a cada dia eu possa ter na minha 'dieta espiritual', como 'prato principal' a Tua Palavra. Não quero viver dependente de outras 'iguarias'. Ajuda-me a seguir-Te até às melhores pastagens."

Améeeeeeen


20 abril 2009

A vida (abundante) no estábulo

A inspiração desta vez veio de uma lição de Escola Dominical. Falámos de Jesus como Pastor e do facto de sermos comparados a ovelhas, várias vezes na Bíblia.

Vejam um pouco o que quero dizer...

"Todo aquele que recusa entrar no estábulo pela porta e que prefere esgueirar-se por cima do muro é certamente ladrão. Porque o pastor, esse entra pela porta; o guarda abre-lha, as ovelhas ouvem a sua voz e aproximam-se dele; ele chama as ovelhas pelo seu nome e leva-as para fora. Depois de as ajuntar, ele caminha à sua frente e elas seguem-no, porque reconhecem a sua voz. Se fosse um estranho, não o seguiriam; antes fugiriam dele por não lhe conhecerem a voz. Aqueles que ouviram este exemplo não compreenderam o que queria dizer, e assim Jesus explicou: Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por mim salvar-se-á. E entrará, sairá e encontrará pastagens. O ladrão só quer roubar, matar e destruir. Mas eu vim para dar vida, e com abundância."
(Palavras de Jesus em João 10:1-9, versão "O Livro")
O nosso Pastor cuida de nós. Conhecemos a Sua voz. Sabemos distingui-Lo de "outros" supostos pastores. Sei que o meu Pastor é o Todo-Poderoso... mas eu sou uma ovelha propensa a distrair-me.

O nosso Pastor não é uma ideologia, uma força, um percurso interminável de reencarnações, nem um simples homem que "disse umas coisas" e impressionou com os Seus milagres... É o próprio Deus encarnado, que faz tudo o que está à Sua mão para me proteger e guardar.

Como um dos meus pastores (da igreja) diz "vida eterna é mais do que algo temporal. É qualidade de vida". Essa qualidade é a abundância interior, o preenchimento pleno da minha maior necessidade - uma amizade com Deus. Os pastos são saudáveis - a comida d'Ele é o alimento para o meu interior, a cada dia.

Em oposição, temos um mercenário. Um inimigo que tenta saltar para dentro do aprisco. Reconheço-o pela forma de lidar com o rebanho, pelo modo como age... Ele veio para separar de Deus, roubar a paz, destruir o rebanho... O que é? Uma pessoa? Uma ideologia? Um sentimento? "O" inimigo?

Deus, ajuda-me a reconhecer a Tua voz e a saber vigiar. Que eu não seja um promotor da destruição do Teu rebanho, mas da união. Que eu saiba dizer não às tentações. Que possa ter segurança no Teu perdão e paz para poder dar mais ovelhas ao teu rebanho.

Améeeeeeen

04 abril 2009

Revolução

Este mês comemora-se mais um aniversário da Revolução de Abril ou Revolução dos Cravos. 35 anos depois, que tipo de revolução precisamos em Portugal?
“A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas (MFA) derrubou o regime de ditadura que durante 48 anos oprimiu o Povo Português.”1 Não é este o espaço para uma discussão política ou sociológica acerca do tema... mas vivemos dias em que muitos desejariam que alguma coisa mudasse no mundo – uma nova revolução.
Se não estamos oprimidos a nível político, sentimos a depressão nas conversas de café, nos olhares silenciosos do elevador, nas notícias que lemos e proclamamos dia-a-dia.
Há um clima depressivo que se instalou... Oprimidos pelas más notícias que recebemos e semeamos. Mais tristes do que um velho e empoeirado fado... Perdemos a confiança antes de perdermos o emprego. Perdemos o coração de um filho, antes de rasgarmos o contrato de casamento em mil pedaços. Cada dia que passa parece que temos menos margem para sonhar.
Se a ditadura não vem literalmente do Parlamento, vem de um sistema que criámos e que nos deixa encurralados. Precisamos de dinheiro para concretizar os nossos desejos, para ter a casa megalómana que nos vai tornar felizes, independentemente de nos fazer escravos de um empréstimo que não nos dá espaço para viver em família, por causa dos nossos 2 empregos. Precisamos de dinheiro para “pagar” aos nossos filhos o tempo e os afectos em débito. Precisamos de dinheiro para ter a melhor escola, o melhor computador, o melhor telemóvel...
Trocamos o necessário pelo supérfluo... e quando este falha, parece que a vida acaba. A ditadura do consumismo. A ditadura dos desejos. Uma ditadura que nos domina, se não deixarmos que ele (o dinheiro) seja dominado por algo mais importante.
É preciso uma revolução! Não exterior a nós mesmos, nem politica. Não filantrópica, nem filosófica. Uma revolução que transforme a opressão em alegria, a ditadura em liberdade. Não uma revolução que destrua o outro, mas que destrua aquilo que temos de duro e mau no coração. Que faça uma mudança de dentro para fora, do pensamento para a acção, do sentimento para a prática. Um revolução que traga a esperança real, permanente, inabalável.
O desejo de Deus é fazer essa transformação radical. Ele não nos quer tornar seres alienados e inconscientes da realidade. Mas, ao revolucionar a nossa vida, quando deixamos que Ele seja o Comandante, passamos a ver as circunstâncias com outros olhos – o Todo-poderoso está connosco, a guiar-nos, a cuidar de nós. Aconteça o que acontecer, Ele está no controlo.
O Senhor “conforta os que têm o coração em chaga; cura-lhes as feridas.” (Salmo 147:3 – versão “O Livro”).

Ana Ramalho


1 www.25abril.org

in revista Novas de Alegria, Abril 2009