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A mostrar mensagens de Abril, 2017

Não há casos perdidos

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O título talvez faça ressuscitar em alguns episódios impregnados nas células mentais e emocionais desde a infância. “És um caso perdido!” diziam, sem medir consequências. Sem querer entrar num circuito de simplismo e facilitismo descartista, desta vez preencho o espaço com exemplos de carne e osso. Supostos “casos perdidos”. Dou a conhecer rasgos de esperança, percursos reais e presentes.

Era trabalhador, dedicado e muito ligado à família. Tinha um problema de saúde que transportava desde que se conhecia. Os altos e baixos emocionais, por ter uma doença crónica, eram constantes, mas fizeram-no procurar em Deus o seu refúgio. Um dia ganhou coragem de partilhar o seu problema com alguém. A doença ainda estava lá, companheira de todos os dias, e as dúvidas acerca do futuro também. No meio do turbilhão de emoções e  questionamento, não deixou de lutar, de buscar de Deus a força emocional – e física – de que necessitava. As melhorias foram progressivas, em ambas as áreas. Os anos passaram. …

Um krónico caso de falta de vista

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Já dizia Gandhi (e pelo caminho mais uma série de gente), “Olho por olho e o mundo vai acabar cego”. E com alguma razão. Quantas vezes respondemos aos outros na mesma moeda com que nos trataram? E não falo pela positiva, normalmente, temos aquele instinto de bicho mal-humorado numa manhã de 2ª feira com um teste logo à primeira hora da manhã… temos que ter cuidado, os olhos do mundo estão em cima de nós.
Somos sal e luz, mas não queremos ser luz que cegue, pelo contrário, queremos ser aquela luz que gentilmente serve de guia no escuro, quando não existe mais luz nenhuma. E quando tanta gente julga ter os olhos bem abertos, Paulo já nos avisa há mais tempo ainda “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia” (1ª Coríntios 10:12, ARC). Porque é fácil cair, é fácil tropeçar e apontar o dedo, esquecendo que cada vez que apontamos o dedo a alguém, temos três virados contra nós. Escreveu o autor d’O Principezinho, “O essencial é invisível aos olhos”e também não está de todo errado.…