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A mostrar mensagens de Abril, 2011

O adepto perdido

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O estádio empolgado vibrava em ambas as cores, nas duas partes de 45 minutos. O resultado: a equipa de estimação, mais do que mérito, tinha perdido.

A derrota somava-se a tantas desse campeonato, na extensão limitada de uma época. Já se descortinava a chacota no resumo desportivo da TV, as piadas do locutor do programa da manhã, o desabafo medianamente confrontador dos colegas de trabalho, no dia seguinte. Tinham perdido, outra vez.

Enquanto se embrenhava nestes pensamentos, o adepto derrotado descia a rua, até ao transporte público mais próximo, cansado pelo que gritou e desmotivado por pouco: uma bola a bater na rede da baliza do clube preferido.

Afinal, a sua vida era parecida com a história do desporto que admirava: campeão um ano, derrotado no seguinte... vitória sim, vitória não...  Sentia-se perdido. Não era o “azar” do jogo que lhe dava esperança para o amor à vida... estava cansado de correr atrás da bola da felicidade insaciável, de saltar para se defender do sucesso alheio, de…

EUforia ou DEUSforia?

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Um aviso: este texto não é aconselhado a pessoas que gostam que o mundo gire à sua volta e que toda a gente lhes faça as vontades – incluindo Deus.
Este texto é para pessoas que querem viver de uma maneira radical, não porque elas o achem, mas porque é o estilo de vida que Deus, que as ama, pensou para elas. Para todos os que estão cansados de se “entreter” uns aos outros em eventos, e querem pagar o preço de ter um estilo de vida centrado nos desejos de Deus e nas necessidades dos outros – estejam onde e como estiverem. Para quem vive salvo, sentado e insatisfeito porque recebe tudo e mais alguma de Deus, não partilha com ninguém, e quanto mais tem menos sorri.
Não é só o iPod, iPhone ou o MySpace que coloca as palavras “eu” e “meu” no centro de tudo... é a cultura do consumismo como um todo que tem-nos adormecido e deixado presos a essa falsa liberdade. “Vendem-nos” o bem-estar, o prazer e os nossos direitos (os “meus” direitos) como o centro da felicidade, da “minha” felicidade. Viv…

Eu é que sei!

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A Joana tinha acabado de mudar de escola. A primeira amiga que fez na nova turma foi a Sónia. Começaram a ir às compras juntas e passavam horas ao telemóvel... coisas normais de amigas!
Mas a Sónia era estranha. De vez em quando faltava às aulas porque, dizia, tinha “dores de cabeça”. Quando tinham educação física cansava-se muito depressa. Comia pouco. Não se dava com mais ninguém na turma e tinha uns amigos um bocado “alternativos” - costumavam ir para uma casa abandonada “divertir-se” com muita bebida e umas ganzas.
Um dia a Sónia descaiu-se. Confessou que também ia “divertir-se” à casa abandonada de vez em quando. A Joana tentou ajudar a Sónia a ver que esse tipo de divertimento podia acabar mal. A Sónia achava que não estavam a fazer mal a ninguém, por isso não havia problema... “Eu é que sei!” - repetia ela.
As faltas da Sónia começaram a ser mais frequentes. As notas dos testes a baixar. A Joana bem insistia em saírem e estarem com outras pessoas. A Sónia evitava estar com ela. Nã…

Dupla nacionalidade

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Francis Obikwelu é um dos atletas portugueses mais conhecidos e premiados. Em 2006 foi considerado o Atleta Europeu do Ano e, no momento em que te escrevemos, é o detentor do recorde europeu dos 100 m.
Nasceu na Nigéria mas é português... como é que isso aconteceu? Quando tinha 16 anos, Obikwelu pôs-se a caminho e aterrou em Portugal, depois de ter participado no Campeonato do Mundo de Juniores de 1994. Tentou entrar em vários clubes, mas como ninguém se interessou por ele, fez-se à vida e foi para o Algarve trabalhar na construção civil. Mas o nosso atleta não ficou por aí. Foi aprender português e conseguiu com ajuda do seu professor contactar um clube que o recebeu. Recomeçou a correr, mas continuou a competir pelo seu país de origem.
Ele decidiu “correr por Portugal após ter sido abandonado pelos responsáveis desportivos nigerianos na sequência de uma lesão que sofreu ao representar a Nigéria em Sidney”1. Em Outubro de 2001, passa a ter a nacionalidade portuguesa. “A sua história d…