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A mostrar mensagens de Junho, 2012

Salmologia 4#

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Deus nunca se fez surdo ou decidido a ignorar os apelos do Homem. O amor que Ele nutre por nós é demasiado profundo, demasiado extenso, é sem tamanho para nos virar costas. Ciente de que Deus age em nosso socorro, David torna a clamar por auxílio.
Com uma vida permanente de desafios, David foi um rei peculiar, um adorador nato e incondicional que sentiu o peso do pecado. Uma pré-figuração de Jesus, um tipo[1] que aponta para Cristo no Novo Testamento[2]. Antepassado de Jesus[3], David opta por arcar com as consequências do seu pecado[4], não deixando de tornar a Deus com um coração humilde e sem orgulho doente, sem vitimização ou queixumes contra o Pai[5]. Mais do que clamar, David sabe que Deus é o promotor da verdadeira justiça, por isso apela para que Ele seja o defensor da sua causa. Não existe dificuldade me perceber que um rei honra outro Rei, o servo David exalta Deus e declara que o Senhor cuida dele quando ele é afligido. A piedade que pede a Deus é para que Ele escute o seu c…

Salmologia 3#

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Os problemas familiares de David sempre lhe deram "água pela barba". Esta acaba por ser uma consequência (quase) natural do seu problema com os relacionamentos. Por vezes, relacionava-se bem demais (que o diga Bate-Seba)[1]; outras de modo péssimo (Urias foi prova disso)[2].
No meio da aflição movida paciente e planeadamente por Absalão[3], que por acaso era um dos seus filhos, David volta-se (novamente) para Deus. Este é o exemplo mor de David para toda a raça humana. Não se trata de um pecar-humilhar contínuo e sem arrependimento sincero. Trata-se de admitir que falha, que também é homem, que mesmo sendo “segundo o coração de Deus”[4], peca e necessita de fazer o retorno ao caminho para a porta estreita.
O discurso bélico traz à memória as conquistas do rei David, os actos heróicos em batalha, a sabedoria militar. Era um rei acostumado aos tempos de guerra, mas ciente de que o verdadeiro escudo é Deus. É em Deus que David vê a sua segurança, o “andar de cabeça erguida” é ape…

Parece... mas não é!

Há uns tempos, a PSP de Sintra apanhou um condutor que usava uma sirene idêntica às das viaturas da polícia, folhas timbradas com vários logótipos de órgãos de polícia criminal e um terminal de rádio portátil. O senhor não conseguiu explicar para que queria aquilo, foi detido e teve que pagar uma multa... 1
Para que é que quereria ele “parecer” das forças de segurança? Imagina o que poderia fazer, fingindo ser polícia? Quantas pessoas poderia enganar? Na realidade, há muitas coisas e pessoas que parecem... mas não são. Peças que parecem de ouro, mas têm apenas um banho dourado. Quadros falsificados que são vendidos como grandes obras de arte. Pessoas que não são aquilo que parecem à primeira vista.
Jesus explicou que há pessoas que parecem cristãs mas não o são verdadeiramente. E como é que Ele disse que as podíamos “descobrir”? Pelas suas atitudes. Ele compara o fruto das árvores ao nosso caráter. Uma árvore pode ser muito vistosa, com folhas bem verdes, mas se o fruto dessa árvore for…

Salmologia 2#

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O princípio da rebelião contra Deus foi instituído por Satanás e disseminado pelo Homem. Temos a tendência de culpar o diabo por tudo e de lhe fazer as costas largas. Mas muitas vezes, é a própria vontade humana a liderar as coisas. A questão que o salmista faz é pertinente. “Porque se revoltam os povos?”, porque existe a tendência de abraçar  o espírito de rebelião? Qual é a vantagem da insurreição? Parece uma espécie de birra de criança pequena, um amuo.
Esta rebeldia não se vê só pelo falar, vê-se até mais pelo fazer. A série de valores que a sociedade tende em defender cada vez mais é conflituante com Deus. Se antes Deus era o centro da vida em sociedade, foi empurrado para o lado. Ficaram apenas os Seus valores, que agora parecem ser antiquados e obsoletos, que não agradam, que não estão a par e passo dos valores da sociedade pós-moderna. Mesmo os valores de Deus vão sendo empurrados, riscados, apagados, rasurados, na tentativa de apagar da memória do Homem a existência de Deus. A…

Estranho, esquisito, bizarro.

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“Quando a esmola é muita, o pobre desconfia”, diz o povo. Quando as coisas são fáceis, simples, gratuitas e não exigem esforço, suspeitamos. É estranho, esquisito, bizarro. Ao longo da vida colecionámos promessas incumpridas intencionalmente e compromissos que, apesar do esforço, foram diluídos no tempo, ficaram-se pelo esquecimento. E não falo de coisas simples e pequenas, mas das grandes responsabilidades que assumiram para connosco. Governantes, pais, professores, patrões... As figuras que nos deveriam ter sido por exemplo e modelo, mesmo fazendo o seu melhor, foram-no de maneira humanamente imperfeita. Mas, em alguns casos, extremaram-se ao ponto de nos negligenciarem, abandonarem, enganarem ou maltratarem. Essa coletânea de falhanços marcou-nos. Em alguns casos, lidámos bem com isso. Outros, alimentaram o nosso ceticismo e tornámo-nos extramente incrédulos no que toca a confiar nos outros. Respeito, responsabilidade, amor e perdão tornaram-se características relacionais estranhas,…