25 junho 2012

Salmologia 4#

Deus nunca se fez surdo ou decidido a ignorar os apelos do Homem. O amor que Ele nutre por nós é demasiado profundo, demasiado extenso, é sem tamanho para nos virar costas. Ciente de que Deus age em nosso socorro, David torna a clamar por auxílio.

Com uma vida permanente de desafios, David foi um rei peculiar, um adorador nato e incondicional que sentiu o peso do pecado. Uma pré-figuração de Jesus, um tipo[1] que aponta para Cristo no Novo Testamento[2]. Antepassado de Jesus[3], David opta por arcar com as consequências do seu pecado[4], não deixando de tornar a Deus com um coração humilde e sem orgulho doente, sem vitimização ou queixumes contra o Pai[5]. Mais do que clamar, David sabe que Deus é o promotor da verdadeira justiça, por isso apela para que Ele seja o defensor da sua causa. Não existe dificuldade me perceber que um rei honra outro Rei, o servo David exalta Deus e declara que o Senhor cuida dele quando ele é afligido. A piedade que pede a Deus é para que Ele escute o seu clamor e oiça a sua oração.

A glória e honra de David não são manchadas por um qualquer acto impensado, nem por ele mesmo. Mas por terceiros que se viram para o prazer de se verem consumidos e que buscam coisas falsas e a mentira como objectivo. Isto não quer dizer especificamente que eram pessoas que não falavam verdade, mas sim que eram pessoas que preferiam perder-se na penumbra idólatra da época. A necessidade falsa e motivada pela falta de confiança em Deus, levou a que o Homem O quisesse materializar de acordo com o que via e ouvia. Fosse o bezerro no qual Arão esteve envolvido[6], fosse com Baal-Peor[7], a tentação de satisfazer os olhos conseguia impor-se à necessidade do caminhar em fé.
David não tem problemas em afirmar que Deus está com Ele; o rei frágil confia no Rei forte, David declara o princípio da santificação que todos nós devemos viver. Uma separação do pecado e uma busca da face de Deus[8], em que o Senhor nos leva a sermos piedosos e a amar-mos o nosso próximo. Não existem interferências na comunicação David-Deus… O servo clama, o Pai ouve. E responde…

A falta de coesão entre as atitudes mundanas e a oferta de sacrifícios leva a que o salmista advirta. A ira pode vir, mas não deve permanecer[9]; aquele que ama a Deus não pode consumir-se em ira pecaminosa, nem agir imprudentemente. Antes pelo contrário, deve procurar reflectir e purificar a sua consciência perante Deus. Selar os lábios para a injúria aos homens, mas confessar com o coração e espírito ao Senhor que é fiel e justo para nos perdoar e restaurar[10]. Mas a atitude certa tem que vir do nosso íntimo e esta só pode ser uma… O desejo de reconciliação verdadeira com Deus e o pedido para que Ele nos remova as redes e laços do mal que nos atrapalham.

O cepticismo perante Deus é algo danoso. O endurecimento do coração pode levar a caminhos sem retorno, nos quais Deus não tem prazer[11]. Quando questionam quem mostrará o que é bom, o que é correcto, o que é justo; aqueles que duvidam da justiça e correcção de Deus estão a dar o coração à dúvida, ao relativismo, à falta de certezas absolutas e imutáveis. Tudo passa a ser relativo, o que é bom hoje, amanhã já pode não o ser! A divagação do pensamento vai adaptar os padrões morais consoante as épocas; se o Homem entender que a perversão da vida é boa, então a falta delimites e de barreiras, pode levar a que se extinga por si mesmo e para si mesmo[12].

Mas David confia em Deus, clama para que Ele faça brilhar sobre o Homem a luz da Sua majestade, da sua justiça, da santidade e pureza divinas. Uma luz que brilha e revela o que de escuro existe, para que possa ser removido e extirpado. Tal como em Números[1], o brilho de Deus nos sacerdotes indica a Sua presença no meio do povo, por meio da Sua benção. O rei terrestre pede ao Rei divino que se manifeste no nosso meio, que se faça notar a todos. Sejam eles justos ou injustos…

Não existem dúvidas no coração de David, ainda que os bens materiais e ocasiões de festa se multipliquem, a verdadeira alegria está no firmar a vida em Deus. É mais alegre um só com Deus, do que vários juntos e com as suas propriedades abastadas, mas onde não existe presença do Pai, traço do Filho ou ardor do Espírito Santo.

Quem teme a Deus pode dormir em paz, porque a paz que Cristo nos dá, é diferente da calma sensorial que o mundo nos oferece[2]. A intimidade com Deus gera paz, segurança, confiança n’Ele e no Seu amor. Deitar a cabeça e pensar que o Rei dos reis (que rege todo o Universo, que criou Céus e Terra com as Suas palavras, que livra o Seu povo das mãos opressoras e tiranas dos inimigos) está vivo e age em nosso favor, deve levar-nos a ser como a flor nascida no topo da montanha, sustentada por uma raiz forte. Venham ventos furiosos ou brisas frias e pacíficas, nada a vai mover até o Senhor o desejar.

Ricardo Rosa


[1] - Figura ilustrativa de outra, nomeadamente na Bíblia, um tipo é uma espécie de “sombra” ou “um evento, pessoa ou objecto que por sua natureza e significado prefigura ou prenuncia algum evento posterior, pessoa ou objecto”.
[2] - 2º Samuel 7:14 - 16
[3] - Mateus 1:6
[4] - 2º Samuel 24:17
[5] - 2º Samuel 12:1-23
[6] - Êxodo 32:1-5
[7] - Oséias 9:10
[8] - Salmo 1:1-2
[9] - Efésios 4:26
[10] - 1ª João 1:9
[11] - Marcos 3:29
[12] - Romanos 1:21-32
[13] - Números 6:23-27
[14] - João 14:27

20 junho 2012

Salmologia 3#

Os problemas familiares de David sempre lhe deram "água pela barba". Esta acaba por ser uma consequência (quase) natural do seu problema com os relacionamentos. Por vezes, relacionava-se bem demais (que o diga Bate-Seba)[1]; outras de modo péssimo (Urias foi prova disso)[2].

No meio da aflição movida paciente e planeadamente por Absalão[3], que por acaso era um dos seus filhos, David volta-se (novamente) para Deus. Este é o exemplo mor de David para toda a raça humana. Não se trata de um pecar-humilhar contínuo e sem arrependimento sincero. Trata-se de admitir que falha, que também é homem, que mesmo sendo “segundo o coração de Deus”[4], peca e necessita de fazer o retorno ao caminho para a porta estreita.

O discurso bélico traz à memória as conquistas do rei David, os actos heróicos em batalha, a sabedoria militar. Era um rei acostumado aos tempos de guerra, mas ciente de que o verdadeiro escudo é Deus. É em Deus que David vê a sua segurança, o “andar de cabeça erguida” é apenas para quem está seguro, confiante e sem nada a temer. A confiança dele não vem pelo número de soldados que se contam no seu exército; vem porque contra a vontade e misericórdia de Deus, todos os exércitos do mundo são poucos. Existe uma relação tão estreita, tão íntima e tão certeira, que David sabe que pode clamar e que Deus não o deixará sem resposta. A fé está em prática, é exercitada como se fosse um músculo. Não existe espaço para o laxismo ou para a dependência de si mesmo. O descanso do salmista é viver na presença de Deus, mesmo nas situações mais complicadas[5], onde o inimigo parecer estar em vantagem; Deus é o sustentador e protector; criador e juiz.

Não é errado clamar a acção de Deus, errado é clamar e não esperar por ela. Ou então desejar que ela seja levada a cabo por motivos maus, egoístas ou vingativos. David sabe disso, clama a Deus pela sua acção protectora. Em qualquer embate ou frente a frente, quando agredidos somos forçados a defender-nos. A mão de Absalão pode tentar desferir o soco, mas a mão divina repele essa tentativa. A ideia do salmista não é deixar literalmente os inimigos no dentista, é expressar simplesmente algo… A sua aflição tem fim no livramento de Deus, que surge (quase sempre, senão mesmo sempre) sempre como um K.O. em grande estilo. Ele não compromete a nossa fé, nem aniquila a nossa esperança. Deus dá o troco inteiro à moeda falsa com que tentam pagar a quem é Sua propriedade[6].
Se Jonas diz que do Senhor vem a salvação, David ensina-nos que do Senhor vem o livramento. E com ele o descanso e a bênção da paz e da harmonia no povo. Deus pode ser o Deus dos exércitos[7], mas deseja dar paz aos Seus filhos e filhas.

Ricardo Rosa

[1] - 2º Samuel 11:4
[2] - 2º Samuel 11:14-22
[3] - 2º Samuel 15:1-12
[4] - 1º Samuel 16:7
[5] - Salmo 91:1-2
[6] - Deuteronómio 32:35-36
[7] - Salmos 46:11

08 junho 2012

Parece... mas não é!

Há uns tempos, a PSP de Sintra apanhou um condutor que usava uma sirene idêntica às das viaturas da polícia, folhas timbradas com vários logótipos de órgãos de polícia criminal e um terminal de rádio portátil. O senhor não conseguiu explicar para que queria aquilo, foi detido e teve que pagar uma multa... 1

Para que é que quereria ele “parecer” das forças de segurança? Imagina o que poderia fazer, fingindo ser polícia? Quantas pessoas poderia enganar? Na realidade, há muitas coisas e pessoas que parecem... mas não são. Peças que parecem de ouro, mas têm apenas um banho dourado. Quadros falsificados que são vendidos como grandes obras de arte. Pessoas que não são aquilo que parecem à primeira vista.

Jesus explicou que há pessoas que parecem cristãs mas não o são verdadeiramente. E como é que Ele disse que as podíamos “descobrir”? Pelas suas atitudes. Ele compara o fruto das árvores ao nosso caráter. Uma árvore pode ser muito vistosa, com folhas bem verdes, mas se o fruto dessa árvore for amargo ou estiver estragado, não presta para comer. Da mesma maneira, a nossa vida cristã pode ser cheia de ações exteriores muito “espirituais”, quando estamos no culto, e até podemos usar uma linguagem tão cheia de termos bíblicos que ninguém nos entende e dizem “é tão espiritual!!!!”... mas não existem frutos de uma vida transformada por Deus.

Embora Deus seja o único que conhece os nossos corações, onde nascem os pensamentos e intenções do que fazemos, Jesus mandou olhar para as atitudes – o nosso caráter, o nosso estilo de vida completo, sozinhos ou acompanhados, com os nossos amigos cristãos ou com aqueles que ainda não conhecem Jesus. Não podemos apenas parecer, temos que ser e ao sermos também vamos mostrar essa nossa natureza transformada por Cristo no dia a dia.

Jesus avisou: “Cuidado com os falsos profetas! Vêm ter convosco como se fossem ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. É pelos seus frutos que os hão de reconhecer. Porventura podem colher-se uvas das silvas ou figos dos cardos? Portanto, a árvore boa dá bons frutos e a árvore má dá maus frutos. Assim pois, uma árvore boa não pode dar maus frutos e uma árvore má não pode dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bons frutos corta-se e deita-se ao fogo. Portanto, é pelas suas ações que poderão reconhecer os falsos profetas. Nem todos aqueles que me dizem: ‘Senhor, Senhor!’ entrarão no reino dos céus, mas apenas os que fazem a vontade de Meu Pai que está nos céus. Quando aquele dia chegar, haverá muitos que Me hão de dizer: ‘Senhor, Senhor, não profetizámos nós em Teu nome? Não fizemos numerosos milagres em Teu nome? Não chegámos a expulsar demónios em Teu nome?’ Eu então hei de declarar-lhes: ‘Nunca vos conheci. Afastem-se de Mim, seus malfeitores!’” (Mateus 7:15-23, versão “A Bíblia para Todos”)

Estou contigo!

Ana Ramalho

1www.publico.pt

in revista BSteen, junho 2012


Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

04 junho 2012

Salmologia 2#

O princípio da rebelião contra Deus foi instituído por Satanás e disseminado pelo Homem. Temos a tendência de culpar o diabo por tudo e de lhe fazer as costas largas. Mas muitas vezes, é a própria vontade humana a liderar as coisas. A questão que o salmista faz é pertinente. “Porque se revoltam os povos?”, porque existe a tendência de abraçar  o espírito de rebelião? Qual é a vantagem da insurreição? Parece uma espécie de birra de criança pequena, um amuo.

Esta rebeldia não se vê só pelo falar, vê-se até mais pelo fazer. A série de valores que a sociedade tende em defender cada vez mais é conflituante com Deus. Se antes Deus era o centro da vida em sociedade, foi empurrado para o lado. Ficaram apenas os Seus valores, que agora parecem ser antiquados e obsoletos, que não agradam, que não estão a par e passo dos valores da sociedade pós-moderna. Mesmo os valores de Deus vão sendo empurrados, riscados, apagados, rasurados, na tentativa de apagar da memória do Homem a existência de Deus. A criatura mais excelsa da Criação passou a assumir-se como escrava e vitimizada… Quem se assume assim, quer assinar uma sentença de morte impossível. Quer fechar a cadeado a imensidão do interminável.

Mas o Homem não leva os seus intentos singulares adiante, não porque não tente, mas porque lhe é impossível. Torna-se vão resistir à majestade de Deus, tornada carne e osso em Cristo. Estamos acostumados a interiorizar a imagem de um Jesus bébé ou do Messias crucificado; não contemplamos a soberania e o poderio com que Ele reinará[1] e julgará as nações[2]. Jesus é reconhecido como o Filho, uma das três pessoas do Deus tri-uno, um dos agentes da Trindade. Ele não foi criado, mas antes foi conjuntamente o Criador de todas as coisas que existem[3]. O mote para esse reconhecimento é dado pelo próprio Deus no versículo 7 e o Pai mesmo entregará nas mãos do Filho todo o poder para reinar em justiça e julgar todos os homens, mulheres, povos e nações[4].

O anúncio da soberania de Cristo para as nações não é vazio de significado. O salmista não escreve por escrever, mas escreve como um pré-aviso do que virá. Deus conhece o coração do Homem e deseja que o ser humano se arrependa do pecado e seja restaurado em comunhão com Ele. Os reis e governantes são os primeiros a ser chamados ao arrependimento, porque aqueles que governam devem dar o exemplo, para que os seus governados possam seguir-se numa atitude de humildade. O propósito não é uma reconciliação com base no medo, mas antes uma reconciliação com base na alegria de pertencer à família divina e de poder amar a Deus. Uma alegria respeitadora do Seu poder e majestade, da Sua realeza e mão forte.

O salmo 2 é um aviso com ecos vindos de à mais de mil anos, mas que continua a fazer-se ouvir hoje. Todos somos chamados ao arrependimento, a deixar de lado a atitude centrada em nós mesmos, a sermos reconciliados com Deus através do sacrifício de Jesus.  Tudo por isto por um simples motivo…

“Deus amou tanto o mundo que deu o seu único Filho para que todo aquele que nele crê não se perca espiritualmente, mas tenha a vida eterna.  Deus não mandou o seu Filho para condenar o mundo, mas para o salvar. Para os que confiam nele como Salvador não há condenação eterna. Mas os que não confiam nele já estão julgados e condenados por não crerem no Filho único de Deus.” João 3:16-18 (versão “O Livro”)



Ricardo Rosa


[1] - Zacarias 14.9
[2] - Romanos 2:16
[3] - Colossenses 1:16-17
[4] - João 5:22

01 junho 2012

Estranho, esquisito, bizarro.

“Quando a esmola é muita, o pobre desconfia”, diz o povo. Quando as coisas são fáceis, simples, gratuitas e não exigem esforço, suspeitamos. É estranho, esquisito, bizarro.
Ao longo da vida colecionámos promessas incumpridas intencionalmente e compromissos que, apesar do esforço, foram diluídos no tempo, ficaram-se pelo esquecimento. E não falo de coisas simples e pequenas, mas das grandes responsabilidades que assumiram para connosco.
Governantes, pais, professores, patrões... As figuras que nos deveriam ter sido por exemplo e modelo, mesmo fazendo o seu melhor, foram-no de maneira humanamente imperfeita. Mas, em alguns casos, extremaram-se ao ponto de nos negligenciarem, abandonarem, enganarem ou maltratarem. Essa coletânea de falhanços marcou-nos. Em alguns casos, lidámos bem com isso. Outros, alimentaram o nosso ceticismo e tornámo-nos extramente incrédulos no que toca a confiar nos outros.
Respeito, responsabilidade, amor e perdão tornaram-se características relacionais estranhas, esquisitas, bizarras. De pé atrás com a vida, construímos um ninho ilusório centrado na nossa (in)segurança. Quando demos por ela, descobrimos o inevitável – muitas vezes nós também prometemos e não cumprimos, quer queiramos, quer não. Mesmo no nosso maior esforço e dedicação, somos tremendamente limitados na nossa imperfeição.
Porquê? Porque escolhemos, não muito depois de começarmos a palmilhar este planeta, limitarmo-nos à nossa independência. Antes que o homem fosse desiludido pelo homem, ele decidiu iludir-se com a ideia de que sem Deus tudo seria melhor. Ele quis ser senhor e rei de si mesmo... mas o resultado, pelos vistos, não tem sido muito bom...
Hoje, continuamos a colher a (des)ilusão que semeámos, numa sociedade complexa, na qual a beleza da imagem e semelhança de Deus com que fomos criados, precisa ser restaurada pela purificação do nosso espírito, alma e corpo. Precisamos ver Deus como Ele é e não “colá-Lo” a uma fotografia tosca de um tirano sedento de poder e bajulação, à imagem reprobatória dos atores das nossas desilusões.
Pode parecer estranho, esquisito ou bizarro, mas Deus agiu em nosso favor, sem que tenhamos feito algo bom para atrair a Sua atenção – muito pelo contrário. Na Sua justiça, Ele enviou alguém para pagar o preço da nossa rebeldia. Na Sua santidade, Ele preparou um plano para nos tornar santos, no meio desta invenção inconstante e apodrecida chamada sociedade. Na Sua misericórdia, Ele dá oportunidades de ouro para quem O tratou como nada. No Seu amor, Ele revela mais do que afeição – Ele deseja que nos voltemos para Ele, totalmente, para sermos veículos da Sua graça e compaixão.
Neste mundo de recompensas e penalizações, é estranho, esquisito e bizarro pensar que “Deus amou de tal modo o mundo que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crer não se perca, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16, versão “A Bíblia para Todos”), mas a verdade é que Ele continua com a porta aberta para nos receber.
Para começar um caminho novo, com uma natureza transformada por Deus, basta expressar esse desejo numa simples oração de arrependimento pela nossa estranha, esquisita e bizarra forma de vida.


Ana Ramalho Rosa

in revista Novas de Alegria, junho 2012

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico