15 dezembro 2016

Quando menos é mais

Aoshi, 26 anos, negociador de títulos na Bolsa de Tóquio, coloca a chave à porta de casa. Ao entrar, respira fundo e contempla o espaço em vazio, que outrora fora ocupado por várias mobílias estilo chic da Harvey’s. Não se sente desapontado, ao invés, o espaço livre permite-lhe respirar e fazê-lo sentir-se menos preso ao espírito consumista que alastrou pelo seu país.

Por oposição à corrente de consumo desenfreado, o Japão vive atualmente tempos de minimalismo. Divisões amplas menos mobiladas, menos apetrechos tecnológicos, maior simplicidade nas posses. Um caso a ter em conta…

08 dezembro 2016

O Natal futuro

Já falámos sobre o Natal passado, o Natal presente e agora sobra o quê? Se não andas a dormir nas aulas de Língua Portuguesa, sabes que é o futuro. Mas dizer o quê sobre isso? A Ana e o Hugo já disseram praticamente tudo… ou pelo menos assim pode parecer.

Imaginar o Natal futuro não é apenas pensar em como celebrar o próximo Natal. Trata-se de pensar mesmo de vamos ter Natal! Ao ritmo a que as coisas correm, completamente alucinante e sem parar, a sociedade nem toma o gosto às coisas. Vivemos na geração do imediato, da sms, do digital e artificial. E, por causa disso, tornámos o Natal em algo sem sabor. 

07 dezembro 2016

O Natal passado

Uma das sagas mais marcantes da minha adolescência/juventude foram os filmes “Regresso ao futuro” – se não conheces pergunta aos teus pais. A ideia presente era a possibilidade de avançar e retroceder no tempo e mudar o rumo da vida dos personagens. Já pensaste se isso fosse mesmo possível? Podemos voltar atrás para reparar algum erro que cometemos ou avançarmos para conhecermos o futuro? 

Como sugere o título, vamos falar aqui do passado. A verdade é que o que passou, passou... não temos esse poder fantasiado nos filmes de retroceder no tempo, seja para corrigir alguma coisa, seja para reviver momentos tão felizes que gostávamos que nunca mais fossem acabar.

05 dezembro 2016

Lenços de papel & afins

A lista de personalidades que nos deixaram em 2016 é enorme. Só para lembrar três: o humorista português Nicolau Breyner, o escritor e pastor Tim LaHaye, da série de livros Deixados para trás, e Muhammad Ali, pugilista. Mas há mais, muito mais. Pessoas que na sua vida tiveram uma relevância enorme em várias áreas, desde a política ao desporto, passando pela cultura, a medicina, etc.

Não querendo deixar um travo mórbido nesta minha última crónica de 2016, gostaria que refletíssemos na brevidade da vida e das suas distâncias, antes de entrarmos num ano novo, de novas oportunidades e desafios.

02 dezembro 2016

4 razões para partilhar a fé




Os estereótipos que nos vêm à mente, nem sempre muito positivos, acerca do ato de evangelizar ou de testemunhar, levaram-me por isso (e não só), a escrever “partilhar a fé”, pois é uma expressão mais global e abrangente.

Sem mais demoras, vamos ao que interessa: porque é que precisamos testemunhar acerca do que Jesus fez na nossa vida? Isso não é só para “alguns”, nomeadamente, os evangelistas? Os “profissionais”?
 

28 novembro 2016

"Podemos não voltar, mas vamos!"

Li e reli a frase, um dos lemas dos bombeiros. Estava escrita numa rede social, no mural de um amigo, como legenda da foto de um bombeiro. 

Este verão os incêndios foram avassaladores. O calor foi muito, e o fogo, ateado por mãos criminosas ou perturbadas, por descuido ou por outras razões, levou matas, culturas, animais, casas, haveres... e vidas. Uma onda de solidariedade varreu o país e, por todo o lado, apareceram palavras e ações de ajuda às corporações de bombeiros e às regiões mais afetadas.

"Podemos não voltar, mas vamos!". E eles foram, como vão todos os anos, arriscar a vida (“vida por vida” é outro dos seus lemas) para salvar matas, culturas, animais, casas, haveres... e vidas. “Enquanto há vida, há esperança” diz o ditado. O valor da vida humana é tremendo e, mesmo quando tudo o resto cai como um castelo de cartas, a nossa existência continua a ser uma semente de esperança para o futuro.

27 novembro 2016

Devocional "A Caminho do Natal"



Celebrando o Advento do ano de 2016, em presente para que todos nós possamos meditar em Jesus nas próximas semanas.

Recuperar o Advento é mais do que meditar em Jesus no Natal, é recuperar e fortalecer a história da nossa Fé. O meu desafio é que entre hoje, o primeiro dia do advento e dia 25/12, o último dia, possamos desfrutar deste pequeno presente.

DOWNLOAD:
Muito obrigado aos pastores David CatarinoHugo Do NascimentoNuno R. Fernandes e Tiago Neves pelos forewords, à minha esposa Ana Ramalho Rosa pela edição, revisão e paginação e a todos os que de algum modo estiveram envolvidos.
Este devocional pode ser partilhado e impresso, gratuitamente. A citação de quaisquer textos pode ser efetuada desde que mencionando o autor e obra. Proibida a comercialização quer da parte quer do todo deste devocional.

09 novembro 2016

Acabou a festa

Os retiros acabaram há uns meses e provavelmente já sentes uma ressaca. Se calhar, o que calhava bem era mais um “tempo especial”, daqueles em que prometemos mundos e fundos a Deus, dizemos que Lhe vamos dar mais tempo, mais de nós, falar mais Dele aos outros…, mas depois volta tudo ao mesmo?

20 outubro 2016

"Antigamente é que era..."

“Antigamente é que era...” e soltou um suspiro nostálgico antes de debitar o seu amargo de boca pelo aqui e agora. Agarrado ao seu passado, escapava pelo olhar cabisbaixo uma nostalgia doentia. A paixão que outrora lhe dava o vigor e a coragem, fora transformada numa queimada que o deixou em ruínas como o templo de Salomão, em escombros, como ficara Jerusalém depois do povo ser levado em cativeiro. 

Mas, o que se passou? Não foi num estalar de dedos, mas um processo doloroso. Era criança quando partiu de Jerusalém e agora, já velho, regressava à sua terra, mas já nada era como dantes. Onde estava a glória da grande cidade e do seu templo? O povo de Jerusalém pensava que a presença de Deus era garantida e que a Sua glória nunca iria deixar o Templo. Pensava que naquela cidade estaria protegido, independentemente do que fizesse e de como vivesse, mas isso não aconteceu. Não porque Deus os tivesse abandonado por “dá cá aquela palha”, mas porque eles deixaram de viver para Lhe agradar, não quiseram arrepiar caminho apesar de muitos avisos dos profetas, que eles rejeitaram consequentemente. Queriam ter os benefícios mas não o Deus dos benefícios. E Deus, aos poucos, deixou-os à mercê das suas decisões (uma leitura atenta do livro de Ezequiel, capítulos 8 a 11, ajudará a compreender este processo).

13 outubro 2016

O meu mês favorito

Outubro é dos meses que mais gosto. Normalmente, gosto deste mês porque eu faço anos, um grande amigo meu (que podes conhecer no tema de Kapa deste mês) faz anos e o meu filho também faz anos. E fazer anos relembra-me de que celebrar o nascimento de alguém, é basicamente celebrar a vida dessa pessoa.

15 setembro 2016

Shiuuu!

Escolher um tema para esta Krónica foi complicado. A mania do Pokemon Go já deu que falar e não é o melhor assunto para abordar como comparação ao evangelismo. Terrorismo? Não… assustados já estão muitos de vocês com o recomeço das aulas! Séries? A sério!? Já temos falado de algumas e tenho amigos que já se meteram comigo por causa disso. Mas então, vamos falar de quê?

Se calhar é a melhor altura para nos calarmos e ouvirmos Deus. Ouvir o que Ele tem para nos dizer sobre o modo como vivemos, como pensamos, como encaramos todas as coisas, todos os dias. Não se trata de nos tornarmos “santos populares”, mas de nos tornarmos mais como Jesus. Em sermos mansos e humildes (Mateus 11:29) num mundo cada vez mais violento. Em sabermos ouvir em primeiro lugar, antes de explodirmos a cada contrariedade e barafustarmos por isso (Tiago 1:19).

07 setembro 2016

Orlando sem desculpas

Foi um massacre. Um ataque atroz. Um atentado. Uma chacina. 50 mortos e 53 feridos. Um atirador, morto pela polícia. O motivo: seria religioso ou puramente homofóbico? Passeei um pouco por vários sites e blogues, para me por ao corrente das notícias... e depois pensei.

Pensei no caminho que a humanidade está a tomar, de extremos e extremismos, de ódios e orgulhos, quer dos que se dizem religiosos quer dos que se dizem ateus. Pensei nesta nossa garra de querermos ser os donos da verdade e sermos capazes de tudo e qualquer coisa para prová-la e afirmá-la, ao ponto de matarmos outra pessoa. Pensei na escassez de amor incondicional e desinteressado, tal como a Bíblia afirma que faltaria nos últimos dias.

04 setembro 2016

A (des)ilusão da autoajuda

“Autoajuda. Perdoa-te a ti mesmo. Ama-te.” Todas estas estão expressões muito em voga na atualidade. Nunca tanto como hoje, nem na era do Renascimento, se viu um culto à própria pessoa ou ao Humanismo.

O Homem decidiu ser o centro de si mesmo. E tudo o mais que exista, serve para orbitar em torno dele, como um acessório. Esta é uma resposta natural (embora desequilibrada) aos excessos vividos em pleno Séc. XX e às atrocidades dos conflitos armados, problemas económicos e crises humanitárias que o assolaram.

Após épocas marcantes como o advento do laicismo ou o majestoso desenvolvimento da produção industrial em massa, o Homem virou-se para si mesmo. Afinal, porque não o faria? Livrara-se do peso da tradicionalidade religiosa e desenvolvera métodos que o faziam produzir ainda mais e melhor. Os acontecimentos que vieram marcar a humanidade, nas décadas seguintes, como a Grande Depressão, as duas Grandes Guerras ou a proliferação de doenças como o cancro e a SIDA, levaram o ser humano a querer autovalorizar-se e a proteger-se.

23 agosto 2016

Galhos secos

Faltava-me a inspiração para escrever. Olhando à minha volta procurava alguma coisa que me despertasse da minha angústia criativa. Na rua, o vento parecia acalmar as árvores com a sua brisa reconfortante. E olhei para elas, as suas folhas ao vento, os seus ramos.

Logo me lembrei da letra de “Galhos secos”, um tema escrito nos anos 70 pela banda de rock progressivo Exodos, do Brasil, que ganhou um novo fôlego, bem mais do meu agrado, por outro também brasileiro, Paulo César Baruk. A letra é simples, mas tão singela e verdadeira.



10 agosto 2016

Meu querido mês de agosto

Chegou o mês de agosto e anda tudo a pensar nas férias. Pelo menos, eu penso nelas e mais que pensar, quero-as mesmo muito. Tu provavelmente também queres férias. E fazer tudo o resto que não podes ou consegues, durante o ano letivo. Mas se as férias são boas para fazer coisas diferentes, também não são menos boas para pararmos um bocado e darmos uso ao cérebro. 

Por isso, este mês decidi dar-te algumas ideias que vou tentar colocar em prática, não só para desfrutar deste tempo especial, mas também de modo a desintoxicar-me dos meios digitais e aproveitar para aproximar mais de Deus:

08 agosto 2016

Atreve-te a sonhar

Quem não conhece o verso de um célebre poema "O sonho comanda a vida"?! Ter sonhos é das coisas mais fantásticas que existem! Estamos a referir-nos ao desejo profundo de ter, fazer ou ser alguma coisa. Aquela paixão constante e crescente que nos faz lutar e trabalhar arduamente.  Como sabemos, nem sempre temos a possibilidade de concretizar tudo o que desejamos, mas não podemos deixar-nos assaltar pelos extremos.

Muitos vivem com os seus sonhos desfeitos. Uma história recente de promessas quebradas ou expectativas defraudadas não precisa ditar aquilo que verdadeiramente nos sustém ou o resultado final. Por outro lado, o positivismo tantas vezes exposto e difundido pela autoajuda não nos pode cegar ou enganar em relação à realidade. Onde encontrar o ponto de equilíbrio?

21 julho 2016

A arte de bem morrer

A luta pelo direito a uma morte “boa” tem sido trazida a público recentemente.

Mais do que antes, e em parte devido à mobilização de várias figuras públicas numa declaração conjunta, somos confrontados com uma questão. Porque é que uma pessoa não pode escolher se quer ou não viver? E a partir dessa, surgem naturalmente o como, o quando, o onde… A precipitação do ser humano em querer dominar a morte, é uma consequência prática da degeneração que vem sendo produzida pelo pecado, dia após dia, ano após ano, década após década. E como? Pela quebra de proximidade gerada no Éden, o Homem passou a lidar com sentimentos, pensamentos ou momentos de intensa carga negativa (Génesis 3:17-19). Instalaram-se a mentira, o homicídio (Génesis 4:3-8), a vingança (Génesis 4:23-24)…

20 julho 2016

O culto da violência


Zombies, vampiros, toneladas de sangue e de pessoas a morrer. Não existe promoção mais fácil para obter fãs nos dias de hoje. Podemos fechar os olhos, tapar os ouvidos e cantar para dentro, fingindo que nada disso é verdade. Mas estamos apenas a enganar-nos a nós próprios.

O mundo em que vivemos não resiste a saber as notícias na hora. E como consequência, tudo o que sejam atentados, desastres e catástrofes, aparecem de imediato e (muitas vezes) com imagens que ferem o coração e a mente das pessoas. E como se isso não chegasse, a indústria do cinema e dos videojogos produz cada vez mais filmes e jogos sangrentos, baseado no terror e no oculto. Existe uma espécie de culto à violência e não dá ar que abrandar ou desaparecer.

09 julho 2016

Marcha lenta

Era o caos no trânsito. Uma marcha lenta contra alguma coisa que descontentava quem por isso marchava... e, assim, quem queria andar, acabava por parar ou marchar a “passo de caracol”. Na rádio ouviam-se os “senhores do trânsito” a falar de “caos”, de procurar “alternativas” e de filas a chegar aos dois dígitos de quilómetros. A marcha, que lá ia mais lenta que silenciosa, prosseguia sem “dar cavaco” ao transtorno alheio, ou mesmo pensando que ele (o transtorno) faria mudar alguma coisa.

06 julho 2016

Muitas guerras, nenhum trono

É verdade, a série que anda a mexer com a atenção de várias pessoas está de volta. E com ela voltam os dilemas, a ação, o suspense e as quantidades gigantes de sangue, gente com pouca roupa e ainda mais gente a morrer. Fixe, certo? Não…

O fenómeno da Guerra dos Tronos tem criado fãs e mais fãs e mais fãs. Aparentemente, o consumo fácil de violência tem agora como bónus o da nudez e do sexo. A tua pergunta vai ser certamente: “Então, mas qual é o problema?”. Vamos por partes…

23 junho 2016

Um desconforto necessário

Era uma época áurea. Havia um ambiente fantástico. Embora houvessem contrariedades, as vitórias e a operação sobrenatural de Deus só davam mais força à verdade que proclamavam – o Mestre estava vivo e desejava salvar, de uma vida sem sabor com um destino infeliz, aqueles que cressem. Nos relatos de Lucas, nos primeiros capítulos do livro de Atos dos Apóstolos, percebemos isso mesmo. Estavam ali, em Jerusalém e arredores, felizes com aquilo que Deus estava a fazer.

A forma de pensar dos discípulos, ainda toldada pelas tradições com que lidaram quase toda a vida, fazia-os olhar de lado ou até ignorar aqueles que eram diferentes, que não faziam parte do povo israelita e/ou não seguiam os seus preceitos religiosos. Durante cerca de três anos tinham acompanhado Jesus. Ele cruzou-Se com gente bem diferente que O procurava, e nunca rejeitou ninguém, antes acolheu. Tinha sido um tempo de aprendizagem, é certo, mas muito ainda o Espírito Santo teria que fazer nas suas mentes e nos seus corações.

15 junho 2016

Não mata, mas mói…

Já diz o ditado popular, “não mata mas mói”. Normalmente, aplicamos esse ditado quando passamos por algo que não nos manda totalmente abaixo, mas que ainda assim consegue causar alguns estragos.

Por vezes, no nosso percurso de vida, passamos por momentos assim. Eu passei um em outubro do ano passado, quando o meu filho andou doente durante duas semanas. Problemas sucessivos, cansaço acumulado, muito stress e pimba! Não matou, mas moeu (e de que maneira).

09 maio 2016

O teste do poder

“O poder revela o homem.” – frase de Sófocles, poeta da Grécia Antiga. Não sei se Abraham Lincoln, Presidente dos EUA, se inspirou nesse pensador da Antiguidade quando disse: “Quase todos os homens são capazes de superar a adversidade, mas, se se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-se-lhe poder.”

Ambas as afirmações estão carregas de significado. Basta percorrermos os corredores da História, para nos depararmos com histórias, com testemunhos e relatos, quer pela positiva quer pela negativa, acerca do teste do poder. O poder é o exame dos exames ao nosso caráter. O lugar de poder, por mais efémero que seja, é o lugar da prova, do tira teimas. É aí que vemos ou que descobrimos onde está enraizado o nosso caráter. Seja sobre uma família, uma aldeia, uma cidade, uma empresa, uma nação, é um espelho de quem de facto somos, agora transparente a todos, sem máscaras.

04 maio 2016

Deus não tem medo da Ciência



Normalmente, para alguém da tua idade, ter que lidar com a pressão dos estudos e dos colegas é algo complicado. Não são poucas as vezes que, por causa da matéria que dás em Físico-química ou em Ciências da Natureza, te podes ver no meio de um dilema. Se acreditas em Deus, como é que podes ter que aprender matéria que (aparentemente ou não) vai contra a Sua Palavra?

29 abril 2016

French fries

Has it ever happened to you to walk through the kitchen, when your mother is preparing dinner, "stop" next to a platter overflowing with deliciously looking French fries, and can not resist taking one, just for snacking?

And isn’t it true that sometimes, when we are already tasting them, we find that they are insipid and tasteless...  our mother didn’t put any salt yet!!! I have to admit that too much salt is bad for your health, but food without salt.. it’s not so good. It seams something is missing, don’t you think? It seems that the food has no taste or has a strange taste.

Des frites

At-il jamais t'arrivé de traverser la cuisine, quand ta mère prépare le dîner, arrêté à côté d'un plateau débordant de frites, d’aspect délicieux, et ne peut pas résister à prendre une, juste pour grignoter ?

Et il est vrai que parfois, quand l’on mord déjà, on trouve que est terne... notre mère n'a pas mettre du sel !!! Je dois admettre que trop de sel est mauvais pour la santé, mais la nourriture sans sel… Il semble que manquer quelque chose, vous ne pensez pas? Il semble que la nourriture n'a pas de goût où a un goût étrange.

13 abril 2016

Mudanças

Como podes perceber, só de olhar para a capa da revista, a BSteen mudou! Sabes, não é fácil mudar e muitas vezes isso provoca algumas dores. Sobretudo quando estamos a crescer. É isso que está a acontecer com a BSteen

Desde o final de 2015 que temos investido com força em ter uma revista mais atrativa, mais próxima de ti, com um design ainda mais atrativo. Temos arriscado também nas redes sociais, onde todos os dias existe uma novidade, seja no Facebook, no Twitter ou no Youtube. A equipa cresceu e hoje somos mais de 30 pessoas envolvidas em várias áreas. Desde a revista à cobertura de eventos com a BSteen Live, passando pela WEBSteen (onde trazemos conteúdos através das redes sociais) e terminando numa nova aventura (que começará em breve) chamada Campus BSteen. Todos os meses, estes voluntários dão horas do seu dia, única e exclusivamente com o desejo de amar Deus e fazê-Lo conhecido ao próximo.


12 abril 2016

Cartão vermelho ao Placard

O problema é geral e preocupa pais e educadores – menores viciado no Placard. Embora a Bíblia não tenha o mandamento “não jogarás”, há três aspetos importantes a considerar neste caso. 

Em primeiro lugar, quando algo nos vicia toma o primeiro lugar na nossa vida - que deve ser o lugar de Deus (e isto está claro nos 10 mandamentos). 

Depois, o jogo é uma forma de conseguir sustento fora dos meios apresentados por Deus (trabalho e generosidade). Basta ler o Sermão do Monte para compreender que Deus cuida de nós e que o dinheiro (interessante que Jesus fala do dinheiro e não de Satanás) pode tornar-se um deus por oposição a Deus. Não temos sorte, temos Deus (que é bem melhor!). 

Finalmente, a ganância é pecado. O problema não é ser ambicioso, mas ser dominado pela ambição e pelo desejo de ter mais - neste caso vemos os adolescentes abdicarem do almoço para jogar. Jesus liberta-nos para vivermos na Sua dependência e em obediência amorosa, e não sermos escravos seja daquilo que for.

Ana Ramalho Rosa

in revista Novas de Alegria, abril 2016. Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico



08 abril 2016

O valor da Palavra

“Palavras leva-as o vento”, afirma o adágio popular. Antigamente bastava a palavra para alguma coisa ficar acertada, arrumada. Hoje, apalavramos muito mas temos poucas certezas de que o compromisso das palavras seja certo. Num mundo tão cheio de comunicação, o que não faltam são estas – as palavras. Ditas ao desbarato, usadas para chamar à atenção, para criticar ou para nos levar a ficar com “a pulga atrás da orelha”.

“É preciso reivindicar o valor da palavra, poderosa ferramenta que pode mudar o nosso mundo, mesmo nesta época de satélites e computadores”, assegurou William Golding, escritor inglês. Golding refere-se àquilo que é dito, ao seu valor e importância. Ouso alterar uma palavra no início da citação, que muda todo o seu sentido. Diria então que “é preciso reivindicar o valor da Palavra (...)”. A palavra “Palavra” (com P maiúsculo) diz-nos muito mais do que um conjunto de sílabas com um determinado significado, num determinado contexto.

22 março 2016

Bolas de sabão

Tem muitos brinquedos e livros, mas não há coisa que o meu filho mais goste do que bolas de sabão. Ele corre e pula, enquanto ri e rebenta as bolinhas de sabão feitas por quem tem paciência, minutos e minutos seguidos.

Num sopro, criamo-las, elas voam e, logo mais, desfazem-se nos nossos dedos ou simplesmente esmorecem no ar. As bolas de sabão divertem-nos e voam enquanto espalham os reflexos de tudo à sua volta, até se tornarem num nada.

23 fevereiro 2016

Obesidade digital, anorexia espiritual

Bolsas, resultados desportivos, novidades tecnológicas, acontecimentos marcantes… Tudo é reportado na hora, numa sociedade híper-informatizada e cada vez mais tecnodependente.

Hoje em dia, tal como argumentado na série “Sob Suspeita”, o maior bem que se pode transacionar não é o ouro, títulos de dívida ou qualquer bem material. É a informação – a aglomeração de dados. E, na ânsia de vivermos tão atualizados, por vezes somos confundidos com demasiada informação contraditória.

10 fevereiro 2016

O que é que me dizes, Jamie Oliver?

Conhecido mais para uns do que para outros, o chef britânico Jamie Oliver “iniciou há 10 anos uma muito pública luta contra a obesidade. Desde tentar, tanto no Reino Unido como nos EUA, mudar as ementas das cantinas escolares até encontrar-se com governantes no sentido de incentivar medidas de controlo do consumo de produtos processados, o cozinheiro de 40 anos tem como missão mudar os hábitos alimentares de milhares”, refere o Jornal de Notícias.

Esta “batalha” que o famoso cozinheiro empreendeu, agora através também de um programa televisivo, é baseada na preocupação de termos uma alimentação sadia, num mundo tão cheio de comida de “plástico”. E, de facto, ter uma alimentação saudável é... saudável, mas nem todos a fazemos, pelos mais diversos motivos. E, quando falamos da maneira como alimentamos o espírito e a alma, poderemos dizer exatamente a mesma coisa.

14 janeiro 2016

Atentados em Paris


“Alegrem-se com os que estão alegres e chorem com os que choram”. (Romanos 12:15, BPT) É este o conselho dado por Paulo à igreja em Roma, falando sobre as exigências da vida Cristã. Um conselho que abrange todo o ser humano. Os atentados de Paris foram um assalto à dignidade humana. Produto de um ódio desmedido, de uma prisão ideológica e espiritual. Contra este encarceramento que nega toda a vida e se opõe à procura da felicidade (tão bem consagrada como direito na Declaração de Independência dos EUA), Jesus apresenta-Se como o caminho a ser percorrido por cada um de nós, como a verdade a ser conhecida por todos os que buscam um sentido para a vida e como o exemplo de vida a ser imitado incondicionalmente (1 Coríntios 11:1). Jesus que nos ensina o amor incondicional ao próximo como réplica do amor de Deus por nós, é Aquele que nos leva a rir com os que riem, mas também a chorar com os que choram.

Ricardo Rosa

in revista Novas de Alegria, janeiro 2016. Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

07 janeiro 2016

Ano Novo, vida não tão nova

Costumamos dizer muitas vezes, “Ano Novo, vida nova”. Ultimamente, este ditado popular levou-me a pensar de facto, se cada vez que muda o ano, é suposto a nossa vida mudar. E tu? O que achas? Enquanto não me respondes, ficas a conhecer aquilo que penso em relação ao assunto…

À medida que o tempo passa, envelhecemos. Passamos por fases da vida diferentes, cada uma com as suas características. Desde o pré-adolescente que ainda não deixou de ser criança, ao adolescente rebelde e das causas, até ao jovem preocupado com o seu futuro… Isto para ficarmos aqui nas idades mais baixas! Este envelhecimento não é mau, aliás até é muito bom, é sinal de que vais crescendo e amadurecendo, física, emocional e (sobretudo esta parte não pode falhar) espiritualmente. 

05 janeiro 2016

Cento e vinte

120 – o número que apareceu naquela madrugada, já era sábado, talvez uma e meia da manhã. No calor das notícias, rasgavam-se nos canais informativos os dissabores de um ato atroz, impensável e inacreditável.

120 era, naquele momento, a contagem que se fazia das vítimas mortais que na chamada Cidade da Luz, faziam parte de um cenário das mais densas trevas. Número que viria ser maior, na passagem do dia. Num crescente que preferíamos não ter começado. Por uma causa sem justificação. Por um nome que poderia ser outro qualquer.