31 outubro 2008

De que lado estou?

Num mundo de pressa constante, decisões, alternativas, qual o meu papel como serva de Deus? Será que Ele fica feliz com a minha intenção e forma de servir? Será que O sirvo como um Pai, um Amigo?

Todas estas questões vieram ao meu coração, em especial, quando observei uma pequena parábola que Jesus usou.


És trabalhador sábio e fiel ao Senhor? Confiei-te a administração da minha casa, a alimentação dos meus filhos dia após dia? Portanto abençoado serás se, quando voltar, te encontrar a fazer sempre fielmente o teu trabalho. Tais trabalhadores porei eu sobre o que tenho.
Mas se fores mau e disseres contigo próprio que o Senhor não há-de voltar tão depressa e começares a maltratar os teus companheiros, fazendo uma vida de luxo e libertina, o teu Senhor, quando chegar sem aviso e sem que o esperes, castigar-te-á severamente e te dará a condenação reservada aos fingidos, mandando-te para onde haverá choro e lamentos de desespero.

(Mateus 24:45-51, versão "O Livro")
Jesus estava a falar com os discípulos acerca da Sua segunda vinda, a pedido deles mesmos. Esta pequena parábola tem um duplo alvo: os discípulos no seu geral e os líderes em particular.

Verificamos que Jesus não está a falar de dois servos distintos: o servo A é prudente e o servo B é infiel. Mas, é como se Ele perguntasse: qual é o vosso perfil? Que descrição vos identifica? Ele deseja uma decisão perante a "lista" de atributos.

Ou estou a servir com fidelidade; submissa de coração ao meu Mestre; com coragem para ajudar o fraco; amor para reprovar o erro; ajudando os outros com a Palavra, a vida e o exemplo; como se Ele estivesse fisicamente presente, enquanto espero conscientemente a Sua vinda.

Ou vivo um cristianismo efémero, baseado nos meus interesses, no meu sucesso pessoal, mesmo que isso me leve a vender a verdade, e me deixe acomodar a um sistema corrupto e orgulhoso, esquecendo que Ele vem... como os fariseus da época, aos quais Jesus Se refere no capítulo anterior.

Não posso estar nos dois lados ao mesmo tempo.

Quando entregamos a nossa vida a Cristo, cedemos os nossos direitos, mas no caminho, podemos esquecer quem é o nosso Senhor e Mestre. Esquecemos que somos mordomos de algo precioso, que Ele nos tem dado: tudo o que temos e somos, todas as pessoas que lideramos ou que servimos. Nada é nosso... mas tantas vezes esquecemos.

Precisamos da graça de Deus, continuamente, para sermos discípulos e servos.

Maranata! Ora vem Senhor Jesus.

21 outubro 2008

A fome não está em crise


A crise passou do carro para o prato. Esbarrou nos ricos e nos pobres. O mundo atravessa um momento de tensão. Se há coisa que está em crescimento é a fome.


CRISE GLOBAL
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (dados de Outubro de 2007), o número de pobres em Portugal chega aos dois milhões, ou seja, um terço da população entre os 16 e os 64 anos.1 Onde há pobreza, há fome.

Há alguns meses um amigo meu comentou acerca de alguns assaltos a apartamentos, numa pacata cidade portuguesa. O que levavam os ladrões? Comida.

Na mesma altura, estava a decorrer em Roma uma cimeira da organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura (FAO). O alvo dessa reunião era discutir a crise alimentar que está a afectar os países mais pobres."Vemos os mercados cheios de produtos e gente que não tem dinheiro para os comprar", disse a directora do Programa Alimentar Mundial (PAM) Josette Sheeran. Segundo ela, os objectivos do PAM passam cada vez mais por dar as populações dinheiro em vez de alimentos.2

A fome aperta no mundo inteiro. Aquilo que devia ser básico para todos, acaba por ser o “luxo de alguns”.


A OUTRA FOME
Mas se há fome física, é certo, também há fome da alma. Aí, novamente quem vence é a fome. O fastio da boca não aplaca a fome interior.

Pagamos para nos satisfazerem uns minutos, umas horas, mas acabamos insatisfeitos. O mercado do entretenimento não é suficiente para saciar-nos. O restaurante do luxo é efémero.

Acabamos muitas vezes a pensar, no final do dia, quando acharemos uma fonte que nos satisfaça em pleno. De facto, sentimo-nos consumidores insaciáveis, e infelizes por isso.


O OUTRO PÃO
Deus olhou para a humanidade e ofereceu Aquele que pode satisfazer a nossa necessidade interior: Jesus. “O pão verdadeiro é uma pessoa: é aquele que foi enviado do céu por Deus e que dá a vida ao mundo. (...) Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá fome. Quem crê em mim nunca terá sede.” (João 10:33-35 – versão “O Livro”).

Jesus é um “banquete” oferecido pelo Pai para preencher o vazio interior de cada ser humano. Quem “prova” é saciado plenamente. Ele é a resposta total e eficaz para a fome espiritual de cada homem, de cada mulher. Jesus produz mudança, transformando o interior morto, numa nova vida, numa nova natureza.

Embora Jesus seja a única forma permanente de satisfação interior, somos convidados a recebê-Lo ou rejeitá-Lo, determinando a satisfação ou o sofrimento eterno. A escolha é sempre nossa. Essa fome pode terminar.

Ana Ramalho

1 diario.iol.pt, 30 de Abril de 2008
2 Público, 4 de Junho de 2008

Artigo Publicado na Revista Novas de Alegria, Setembro 2008. www.capu.pt

04 outubro 2008

BÍBLIA SAGRADA - O Livro para Todos

É um livro brilhante, maravilhoso e sobrenatural. De tão relevante que tem sido ao longo dos Séculos é chamado “O Livro”. Acessível na actualidade em diversas línguas, versões e formatos, o “Livro dos livros” tem transformado vidas e marcado a História.

A bíblia na história de C. S. Lewis
C. S. Lewis, autor de “As Crónicas de Nárnia”, foi influenciado pelo Livro de Deus no seu processo de conversão. Desde a adolescência que Lewis se considerava ateu mas, com cerca de 31 anos, iniciou a sua caminhada na fé em Deus, após ser desafiado por várias perguntas nas aulas de filosofia. Começa a ler o Novo Testamento em grego e, dois anos mais tarde, assume a sua conversão a Cristo. Foi professor nas Universidades de Cambridge e Oxford, em Inglaterra, escreveu mais de 40 livros e é considerado um dos maiores pensadores cristãos do Século passado.1

A bíblia na história da ilha da madeira
Em meados do Século XIX, a Ilha da Madeira foi influenciada por um casal que amava Deus, as pessoas e a Bíblia - Robert e Margret Kalley. Estabeleceram-se no Funchal, em 1838. Quando Robert Kalley2, um médico e missionário, chega àquela ilha tradicionalmente católica, encontra cerca de 140 sacerdotes da Igreja Romana e apenas oitenta Bíblias. Em três anos, Kalley consegue introduzir ali três mil livros religiosos em português, editados em Londres – entre Bíblias, Evangelhos e alguns dos livros do Antigo Testamento. Fundou a primeira rede de escolas em Portugal que ofereciam gratuitamente a instrução primária a crianças e adultos, com 20 estabelecimentos de ensino e cerca de 2000 alunos. Abriu um hospital e iniciou um trabalho de missão.
Em 1845 funda, ilegalmente, a primeira congregação protestante portuguesa, a Igreja Presbiteriana Portuguesa, pois as igrejas protestantes eram proibidas. Kalley passa 5 meses na prisão e a Igreja Presbiteriana é perseguida pelas autoridades locais. O casal fugiu para os Estados Unidos e cerca de 2000 portugueses foram expulsos da ilha pelas autoridades madeirenses, refugiando-se em Trinidad, Tobago, nas Bermudas e nos Estados Unidos.

A bíblia noutras histórias
Após anos perdidos no mundo das drogas, muitos dão hoje testemunho da transformação operada por Deus. O livro “Eles Venceram – Histórias Reais de Ex-Toxicodependentes” conta como, no processo de libertação das drogas do Luís Viçoso, Deus usou pessoas para ajudá-lo num dos centros do Desafio Jovem. Ele “registava tudo o que o marcava em folhas e na sua Bíblia preta”.3
Poderíamos dedicar milhares de páginas a relatar histórias de homens, mulheres, jovens e crianças dos mais diversos extractos sociais, que foram influenciados pela Bíblia.
A Palavra de Deus é para todos e está disponível em várias línguas e dialectos. No passado nem sempre foi assim, como podemos constatar nos dois artigos que se seguem. No entanto, hoje ainda há gente que desconhece a mensagem de liberdade e vida contida no “Livro dos Livros”.

a bíblia e a minha história
Ler a Bíblia levou a minha mãe, ainda jovem, a descobrir Deus e a preencher o vazio que a sua religião tradicional não satisfazia. Isso viria a influenciar a minha própria descoberta espiritual. Foi através da Bíblia que experimentei o caminho para Deus: Jesus Cristo.
A Palavra de Deus continua, hoje, a mudar a minha vida. Dependo da Palavra de Deus para alimentar o meu interior, moldar-me, ensinar-me, consolar-me, motivar-me.
Mas não posso reter esse tesouro nas minhas mãos. Preciso passá-lo a outros que estão longe de Deus e da vida que Ele planeou para a plena satisfação de cada ser humano à face da Terra.
A Palavra de Deus é para todos... e todos precisamos comunicá-la ao Mundo, para que muitas histórias de vida sejam transformadas.

Ana Ramalho

1 Gigantes da Fé – espiritualidade e teologia na igreja cristã, Franklin Ferreira, Vida;
2 Madeirenses Errantes, Ferreira Fernandes, Oficina do Livro; www.wikipedia.org; pioneiroprotestante.blogspot.com;

3 Eles Venceram – Histórias Reais de Ex-Toxicodependentes, Coordenação João Martins, Encontro Editora.

in revista Novas de Alegria, Outubro 2008

03 outubro 2008

Pensadores precisam-se!

“Reflectir” e “pensar” são das palavras mais empoeiradas, na actualidade.
Formar pensadores exige tempo. Nos dias que correm, tirar tempo para meditar antes de decidir é considerado quase um “sacrilégio”. A mensagem que nos chega é a da rapidez, do imediatismo, do já, aqui e agora.
Augusto Cury caracteriza bem o nosso tempo. “É a geração que quer tudo no imediato, pronto, sem ser necessário elaborar nada, sem ser preciso batalhar para conquistar. É a geração que não sabe unir a disciplina aos sonhos, que procura usar processos ‘mágicos’ para lidar com as suas frustrações, que tem dificuldade em pensar antes de agir.”1

pensadores
Os pensadores não consomem tudo, movidos apenas pela beleza passageira, pelas emoções e a vida dos resultados a curto prazo. Eles olham para além do espelho, além das comparações com o padrão hiper-exigente do mundo e do seu grupo de pares. Eles observam a beleza que vêem na alma.
Os pensadores querem ir além da superfície. Eles aprofundam-se. Eles gerem aquilo que lêem, vêem e escutam e criam as suas próprias ideias, baseados nas convicções que têm construído ao longo da vida.
A nossa sociedade promove cada vez mais os “fazedores” e menos os pensadores. Porquê?

o maior dos pensadores
Há cerca de dois mil anos, um homem desafiou os parâmetros sociais, religiosos e intelectuais da Sua época. Uma vida exemplar, do princípio ao fim. Uma morte eficaz, vencida ao 3º dia para nos dar liberdade. Liberdade de pensar. Liberdade de amar. Liberdade de viver do modo como Deus  planeou que vivêssemos – desde o início.
Pensemos nos relatos de Mateus, Marcos, Lucas e João –contemporâneos e companheiros de Cristo. Ao lê-los, verificamos como a Sua capacidade de apresentar princípios, ilustrações e sublinhar verdades deixou esperança aos simples, despertou curiosidade em alguns e desmoronou os argumentos dos religiosos.
Cristo veio abrir as janelas do coração do homem, através do Seu amor, e soltar as mentes presas a pensamentos sujos, negativos e escravizantes, que limitam a visão, o amor e a vida.
Ele deseja que cada ser humano seja livre do pecado, que domina o desejo e a mente. Ele quer que cada pessoa experimente, a cada dia, uma proximidade e intimidade com a Sua Palavra e com Ele, para que possa continuar a transformar-nos.
Jesus Cristo pôs os Seus contemporâneos a pensar e desafiou-os a mudar. Naquele tempo isso custou-Lhe a vida. E no nosso? Talvez seja precisamente isso que hoje rejeitamos, movidos pelo pragmatismo exagerado, mas Ele anseia mudar a nossa natureza. De robots comandados pelos desejos e estímulos errados, para pensadores livres para serem transformados - continuamente.
Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo. (1 Coríntios 2:16).
“E nós cristãos, sem véu de espécie alguma sobre os nossos rostos, somos como espelhos que reflectem a glória de Deus. E vamo-nos tornando cada vez mais semelhantes à imagem do Senhor, a qual reflectimos também cada vez mais fielmente.” (2 Coríntios 3:18 – Versão “O Livro”).

Ana Ramalho 


1 Augusto Cury; Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes; Pergaminho

in revista Novas de Alegria, Outubro 2008

01 outubro 2008

A brincar, a brincar... Gravidez na adolescência

O tema desta BSteen é a Gravidez na Adolescência. O facto é que, a brincar, a brincar, podemos ser mães ou pais prematuros. E isto tem a ver, em primeiro lugar, não com a gravidez propriamente dita, mas com o modo como vemos e vivemos a sexualidade na nossa adolescência.

Abraçados, de porta fechada, a sedução vai conquistando terreno, até tomar conta deles. Minutos mais tarde, ouve-se a porta da rua a abrir. Tentam disfarçar e esticam a roupa da cama. Como se nada tivesse acontecido, escondem os vestígios do momento de prazer e dissimulam: ele pega num livro, ela vai para o computador. A mãe bate à porta e entra. “Está tudo bem”, pensam, “Não fomos apanhados…”. No dia seguinte, voltam à escola e combinam um próximo encontro para “estudar”. “Não te preocupes” diz-lhe ele ao ouvido “Eu vou sempre prevenido!”
Esta e outras cenas entram-nos pela casa a dentro todos os dias na MTV, nas séries da moda, na publicidade, na novela Morangos com açúcar, etc.
Aquilo que vemos parece bonito e sedutor mas, visto e revisto, deixa sempre marcas em nós – quer sejam boas, quer sejam negativas. Isto acontece ainda mais na adolescência – fase em que estamos a construir a nossa identidade, a nossa personalidade.
A gravidez, o aborto, as doenças sexualmente transmitidas (como a SIDA) são alguns dos resultados por levar a sexualidade como uma brincadeira, por puro prazer do momento… A brincar, a brincar, podemos ser mães ou pais prematuros. Depois há a culpa, a desilusão e os traumas emocionais consequentes. Em primeiro lugar, precisamos pensar na causa de tudo isto: o modo como vemos, alimentamos e vivemos a sexualidade na nossa adolescência.

TUDO O QUE DEUS CRIOU É BOM
Deus criou Adão e depois Eva. É claro, na Palavra de Deus diz que eles deveriam multiplicar-se, ou seja, procriar1. O Criador fez o homem e a mulher completos, incluindo a área da sua sexualidade…. E tudo o que Deus cria é bom2!
A grande questão está no modo como nós usamos aquilo que Deus nos dá. Podemos teimar e fazer as coisas à nossa maneira, sem nos importarmos com a opinião de Deus, explicada pelos nossos líderes, pais ou professores de Escola Dominical… mas será que essa é a melhor opção?
Vamos ver um pouco do plano de Deus (o fabricante) para essa área tão importante e delicada da nossa vida, no livro de instruções (a Bíblia). Melhor que tu e que eu, quem nos criou pode-nos ajudar, não achas?

INSTINTO FATAL
Quanto mais nos deixamos influenciar por uma sexualidade fácil e sem compromisso, do tipo “segue o que sentes e esquece as consequências”, mais nos vamos tornar “presas fáceis” do sistema que usa, abusa e depois deita fora. Nem tudo o que é bonito na TV permanece bonito na vida real, a longo prazo. A nossa vida não é um conjunto de momentos isolados. Cada acção e decisão tem consequências.
O ser humano não é um animal irracional. Possui afectos, vontade, emoções, raciocínio lógico e capacidade criativa. Se nos deixarmos controlar pelos nossos instintos – seja em que área for – estamos a ir contra aquilo que Deus deseja de nós. As nossas hormonas estão ao rubro na adolescência, por isso, precisamos precaver-nos.
O que a Bíblia condena não é o relacionamento íntimo mas quando este acontece fora da vontade de Deus, ou seja, sem o compromisso do casamento3. Como cristãos, precisamos ficar agarrados a Deus para nos ajudar a ter auto-controlo (um dos aspectos do Fruto do Espírito, como podes ver em Gálatas 5:22-23) e não nos deixarmos dominar pelos nossos instintos (a que a Bíblia chama “a nossa carne” ou “instintos carnais”). A Miriam Vicente deixa dicas muito importantes para nos prevenirmos.

ESPERAR PELO CASAMENTO?!
Deus quer que sejamos completos com outra pessoa do sexo oposto, dentro do espaço que Ele criou para isso – o casamento4. Deus disse a Adão e Eva “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne” (Génesis 2:24)… mas nem Adão nem Eva tinham pais!!! É mesmo fantástico ver como o nosso Criador quis deixar claro, desde o princípio, de como deveria funcionar o casamento.
Infelizmente, hoje o casamento, na visão da sociedade, está cada vez mais longe de ser visto como algo bom e positivo, muito menos para a vida inteira. Mas, quando levado à risca em todas as áreas como Deus planeou, o casamento é o ponto alto da relação de duas pessoas do sexo oposto. Ele quer que homem e mulher, no casamento, vivam o compromisso de se amarem para a vida, serem companheiros e tenham intimidade em todas as áreas - não apenas na sexual – até ao final das suas vidas5.

EU SEI O QUE FAÇO!
“Amor e uma cabana” é uma frase bonita… mas para avançar para uma relação séria e para a vida (o casamento) deves saber bem aquilo que estás a fazer… e tens tempo para isso!
O projecto do casamento é uma fase importantíssima. O que é isso?! O namoro deve ser pensado como um projecto do casamento, e não como um divertimento. Essa é a fase ideal para conheceres as expectativas, lutas, temperamento, reacções e modo de vida da outra pessoa. Aproveita bem esse tempo, antes de decidir…
Não há uma idade específica de limite mínimo ou máximo para casar, no entanto, existem princípios. Casar implica ter capacidade de sustento financeiro e maturidade para a adaptação à outra pessoa, poder ter e criar os filhos, etc. Paulo refere isso mesmo em 1 Coríntios 7:36, quando fala das mulheres solteiras que tenham passado a idade de casar. Espera pelo tempo de Deus6, Ele é fiel!
Ao mesmo tempo, biblicamente, devemos procurar alguém para namorar e casar que tenha os mesmos princípios de fé que nós7. Porquê? Se o casamento é uma união total, então é importante que em todas as áreas haja harmonia.
Entregar toda a nossa intimidade por um momento de prazer pode saber bem na altura… mas não achas que é algo valioso demais para entregar “de mão beijada”? Deus pensou nisso tudo, por isso Ele criou o casamento. E Deus sabe o que faz!

Ana Ramalho

Fontes:
A Sexualidade à Luz da Bíblia, Cláudio Lysias, www.ejesus.com.br; Conhecendo a Adolescência,  www2.uol.com.br/bibliaworld; Sexo: A verdade nua,  Brenton Stacey, www.quadrangularestoril.com.br; Sexualidade: uma perspectiva cristã, Dr. Apolos Landa, http://tilz.tearfund.org;


1 Génesis 1:28 2 Génesis 1:27-31 3 Deuteronómio 22:20,21,28,29 4 Mateus 19:3-11 5 1 Coríntios 7:4 6 Eclesiastes 3:1 7 Êxodo 38:12-16; 2 Coríntios 6:14

in revista BSteen, Outubro 2008