23 julho 2015

Quando menos é mais...

Sei que não faz sentido. Como é que menos, pode algum dia, passar a valer mais? Vamos lá deixar de brincar, algo negativo nunca pode vir a ser bom. Certo? Algo que que é menos, que é fraco, mau ou básico jamais pode vir a valer alguma coisa. É ou não é assim?

Normalmente é isto que pensamos. Vivemos com uma carga de “querer mais”, um desejo tão grande de ter as novidades todas, que nem paramos para pensar… E é isso mesmo que tu e eu vamos fazer neste momento. Já paraste para pensar que o teu menos hoje, é mais do que muitos reis e rainhas teriam? Casa de banho, água canalizada e potável, colchão macio, possibilidade de viajar de um lado ao outro da cidade rapidamente…Parecem-nos coisas tão básicas, tão “menos”, mas que na verdade são um “mais” na nossa vida. De facto, somos formatados pela televisão, pelas marcas e pelo ambiente em que vivemos; e formatados para buscar uma satisfação… Ter sempre mais! Querer mais! Temos que consumir sempre mais, ser sempre mais do que os outros… Má ideia!

16 julho 2015

Paz?

A violência em vários extratos sociais foi notícia no passado mês de maio nos diversos meios de comunicação portugueses
O mesmo adjetivo, “violentos”, para adolescentes, adeptos desportivos, agentes da polícia, clientes... Os vídeos repetiam-se, noticiário após noticiário. Entrevistas, reportagens e opiniões acerca de casos isolados, foram-nos entrando pela casa a dentro, como se de uma novidade se tratasse.
E, qual a novidade, afinal? Hoje estamos expostos a cenas violentas, de forma brutal. A violência verbal, psicológica e física nunca foi tão vulgar nem tão banalizada. Não me quero alongar neste ponto, até porque, na edição de maio que dedicámos à família, a Dr.ª Elsa Correia Pereira escreveu acerca deste tópico o interessante artigo “Violência: Sociedade, Media e Família”.