08 maio 2013

Candeeiros sem interruptores

O meu pai é eletricista. Passei a vida toda a vê-lo reparar máquinas, televisões, etc. Na oficina dele haviam muitas peças e material elétrico.

Fios, lâmpadas e interruptores são coisas banais, não achas? Pois é... mas imagina o que aconteceria se os candeeiros lá de casa não tivessem interruptores e estivessem sempre ligados? Tinhas que por uma venda nos olhos para conseguires dormir e o teu pai tinha que ir ao hospital quando a conta da luz chegasse...

Quando Jesus falou acerca de sermos a luz do mundo ainda não havia eletricidade. Haviam outras maneiras de iluminar as casa, especialmente as lamparinas.

“Vocês são a luz do mundo. Uma cidade situada no alto de um monte não se pode esconder. Também não se acende um candeeiro para o pôr debaixo da caixa. Pelo contrário, põe-se mas é num lugar em que alumie bem a todos os que estiverem em casa. Do mesmo modo, façam brilhar a vossa luz diante de toda a gente, para que vejam as vossas boas ações e deem louvores ao vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:14-16, BPT)

Ser a luz do mundo significa mostrar no nosso dia a dia quem somos: seguidores de Jesus. E, só podemos ser luz, ligados a Ele, todos os dias. Não podemos “ligar-nos” quando estamos entre outros cristãos e “desligar-nos” ao lado de outras pessoas ou quando nos apetece.

Tal como a luz é bem visível no meio do escuro, as pessoas que vivem no meio de tantas coisas más, que não conhecem Deus, precisam vê-l’O na nossa maneira de ser e viver. Precisamos marcar a diferença, todos os dias.

Cada um de nós é uma pequena luz, que reflete Jesus, mas quando nos juntamos (igreja local), somos como as muitas luzes de uma cidade que, no meio de uma paisagem noturna, chama à atenção. Que a minha vida e a tua vida possam chamar à atenção não para nós mesmos, mas para Aquele que nos salvou... porque é Ele que merece todas as palmas e elogios, não achas?

Estou contigo!

Ana Ramalho Rosa


in revista BSteen, maio 2013

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

06 maio 2013

“O mar pode dar-nos paz”(1)

Numa manhã, enquanto lia o resumo dos jornais, fui despertada pelo título acima. No site do Diário de Notícias um pediatra “tem bem noção que se pode e deve aproveitar a ‘nossa enorme costa’ para alcançar algo que ‘nós temos cada vez menos, que é paz’.(1)
Como vivi quase toda a minha vida a 10 minutos da praia, sempre gostei de estar perto do mar, mesmo no inverno. Para mim, um bom livro, uma esplanada e o mar são dos melhores ingredientes para uma tarde perfeita.
No entanto, a paz que temos cada vez menos, nem sempre se encontra na paisagem costeira. Vêm as ondas bravias de setembro. As tempestades de inverno dão à costa vagas imensas. Pescadores corajosos, em alto mar, desdobram-se para vencer as tempestades enquanto tentam salvaguardar as suas vidas e o seu ganha-pão. O mar pode transmitir paz na bonança, mas atira-nos a adrenalina e o pavor para altos níveis quando a tempestade vem.
Nestes dias de grandes perturbações sociais, económicas e pessoais, precisamos de paz a sério, independentemente das ondas da vida. Uma paz que não seja fruto de algo exterior como a calmaria marítima ou comprimidos, nem de uma falsa paz interior, pela autoajuda ou outras soluções precárias.
Essa paz precisa ser permanente, eterna, firme, segura e completa. Aos Seus seguidores, Jesus prometeu e promete que em relação ao presente e ao futuro eterno “a paz vos deixo, a minha paz vos dou. Mas não a dou como a dá o mundo. Não se preocupem nem tenham medo.” (João 14:27, BPT).
A paz que o Pai de amor planta em nós, desde que reconhecemos a nossa condição de pecadores, aceitamos que Jesus pagou o nosso pecado, e começamos uma nova vida no poder do Seu Espírito, faz-nos também ser pacificadores. Jesus explicou “felizes, aqueles que se esforçam pela paz, porque serão chamados filhos de Deus.” (Mateus 5:9, OL)
Essa conquista não se faz apenas com boas intenções, mas através duma predisposição em deixar Deus, através da Sua Palavra e do Seu Espírito Santo, produzir em nós entre outras importantes características, a paz. Paulo diz que o Reino de Deus “é questão de justiça, paz e alegria no Espírito Santo.” (Romanos 14:17, BPT) e que “o fruto que o Espírito produz em nós é: o amor, a alegria, a paz, a paciência, a bondade, a delicadeza no trato com os outros, a fidelidade, a brandura, o domínio de si próprio.” (Gálatas 5:22, OL)
Os mares da vida podem ser turbulentos. As vagas do dia-a-dia um desafio contínuo. A costa pode estar calma por momentos. Mas a paz de Deus é constante, permanente e eterna. É Ele quem garante essa paz, como diz a Palavra de Deus “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.” (Isaías 26:3, ARC).
Mas antes de ter a paz de Deus precisamos estar em paz com Deus. Jesus já conquistou essa paz para nós. Quando nos rendemos de alma e de coração a Ele e reconhecemos a nossa necessidade de uma vida nova, uma vida em paz e de paz, Ele está pronto para o fazer.
Ana Ramalho Rosa


1 “O mar pode dar-nos paz”, Diário de Notícias, 14 de janeiro de 2013, www.dn.pt, consultado a 14 de janeiro de 2013.

in revista Novas de Alegria, maio 2013

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico