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“Tá a escaldar!”

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Falar sobre intimidade e sexualidade com adolescentes é sempre uma aventura. E se lhe acrescentarmos o facto de serem cristãos, então é algo só mesmo para pessoal com coragem (e loucura) para isso. É qualquer coisa na linha de querer rebentar com a Death Star do Darth Vader, armado com um palito e sem saber bem se não aparecem Stormtroopers a mais para nossa nave.

Já sei que existe gente que discorda do que escrevi acima. Mas faz lá um exercício de reflexão e pensa: quantas vezes é que já falaram contigo sobre temas “quentes”, de modo direto (e direto não é falar sujo, nem com termos ordinários), esclarecido (sem histórias que tu percebes logo que não encaixam no que procuras saber) e biblicamente são (isto é, com base nas Escrituras e naquilo que Deus verdadeiramente diz)?

“Já não há canções de amor como havia antigamente”1

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O refrão, saído das mãos do conhecido letrista Carlos Tê, dá a tónica à música e interpretação do (ainda) mais conhecido Rui Veloso.  Como já lemos algures nesta revista, o amor está em crise — e como está em crise as palavras para expressá-lo também o estão. Não falo do amor egoísta mas do amor comprometido, do amor que tudo sofre, espera, suporta (1 Coríntios 13). 

A paixão momentânea amadurecia para um amor para a vida, mesmo com imperfeições, mas é hoje substituída por uma coleção de amores e desamores. O desapego e o egoísmo andam de mãos dadas nas relações, que depois se tornam “ralações” e terminam quase sempre com dor, além das marcas perversas que ficam nos próprios, nos filhos e no circulo de familiares e amigos. Como reza o mesmo poema “Já não há canções de amor por não haver quem acredite.”1 O psiquiatra e escritor espanhol Enrique Rojas, numa entrevista ao jornal Público, afirmou: "O grande erro do século XX foi acharmos que o amor era só um sentimento, que vai e vem.…

Sede de algo mais que títulos

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Hoje somos continuamente bombardeados com notícias, updades de estados, atualizações de dados, o que quer que lhe chamemos… é a vida ao limite na era da informação no imediato.
Isso não será mau de todo, muito embora o reconhecido professor e consultor Peter Drucker fosse da opinião que “Quanto menos dados precisarmos, melhor a informação”. A ideia de Drucker partia de um ponto essencial… estamos mais bem informados, se tivermos menos quantidade de dados a flutuar à nossa volta. Basta a quantidade certa, fulcral e fundamental. Tudo o resto é “entulho para o cérebro, barulho que vai distrair o nosso órgão responsável por armazenar e gerir a informação.

5 erros comuns na Comunicação de Eventos

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1) NÃO ANUNCIAR O EVENTO ATEMPADAMENTE - Nem 8 nem 80, mas se quer que as pessoas reservem nas suas agendas os dias do evento, faça-o com a maior brevidade possível. Para isso, antes da comunicação, há toda a preparação do evento que deve ser feita também com tempo. Quanto maior a abrangência (local, regional, nacional ou global), maior a antecipação. Não é por acaso que grandes eventos internacionais são anunciados com 1 ano ou mais de antecedência. Alguns são preparados com 2 e 3 anos de antecedência para que a primeira comunicação com datas, locais e principais oradores, seja real e fidedigna.

Salvador

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Salvou-nos a honra. Levou-nos ao rubro. Fez o (quase) impossível. Foi assim que, depois quase 50 tentativas, conseguimos. Muitos anos depois dos tempos áureos do Festival da Canção, naquela época em que havia um e depois dois canais televisivos, na qual o país parava para ver a competição — a nacional e a europeia — aconteceu outra vez. E ganhámos.

Durante uns tempos o povo andou feliz. A vitória do Salvador somou-se a outros eventos que marcaram alguns por motivos de devoção religiosa e/ou clubística... outros, nem por isso. A verdade é que todos estes acontecimentos deram um alento à nação, se bem que passageiro, até voltarmos às rotinas e problemas diários da vida, do país e do mundo.

A canção que o Salvador interpretou de forma fantástica, escrita pela irmã, Luísa Sobral, fez-me pensar no “meu” Salvador.

Jesus, Maomé e Buda sentaram-se a falar…

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…e basicamente chegaram todos à mesma conclusão. Se os três se apresentam como máximo exemplo de vida ou como mensageiros de Deus, então alguma coisa não bate bem. Começaram então a debater alguns pontos para ver onde chegava: pecado, unidade com Deus, etc. Jesus deixou-os falar…
BUDA… QUE ALGUÉM TE ACUDA! Uma das coisas que havia que resolver, era a questão do pecado. Sim, porque o pecado é uma coisa séria e não se resolve com brincadeiras. Afeta a toda a Criação de Deus, mesmo tendo sido ela a meter-se nessa alhada. A questão é que Deus ama tanto o ser humano, que não o quer deixar separado de Si e perdido pela eternidade. Para Buda, a coisa resolve-se com uns quantos ciclos de reencarnações (tipo máquina de lavar roupa, chamado Samsara), no qual o que fazes tem sempre uma reação (Karma) e que só acaba quando te libertas de todas as coisas que te “prendem” ao mundo que te rodeia através da meditação e de uma vida de desprendimento. A isso chama-se o Nirvana. Uma ideia muito gira, mas …

Santos impopulares

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Quando o pessoal da minha turma soube que eu era Cristão, começaram a gozar comigo. Por isso, uma vez, desafiaram-me para fazer algo extremamente parvo. E eu, para não me sentir excluído, decidi ir na onda. Achei que a coisa não era assim tão má, afinal é para mostrar aos colegas da escola que eu sou normal. Tipo, sou Cristão mas não sou maluco. Não ando a bater com um chicote nas costas, nem me prego numa cruz como a malta lá das Filipinas… 

Não me lembro ao certo que vez foi, porque foram várias, mas lembro-me que o que aconteceu comigo foi que me fui tornando um popular santo lá na escola. Os colegas riam-se das minhas piadas, até me tratavam por “senhor prior”. O pior era que a procissão ainda ia no adro e o meu relacionamento com Deus estava a estragar-se. No fundo, eu andava a trocar as prioridades. Seguir Jesus? Nah, eu queria era seguir o que me a minha desinspiração humana me dizia. A partir de certa altura, a Bíblia passou a servir para não deixar buracos livres lá no armário…