06 agosto 2013

Mark Driscoll - O que não é o perdão?


Pr. Mark Driscoll (Mars Hill Church - Seattle, EUA)
Fala sobre "O que não é o perdão?". Excerto de mensagem.

Conversa no vale

Desculpa, Jesus. Não percebo.

Disseste que se eu Te seguisse, estarias comigo... mas onde estás Tu agora?

Ainda ontem estava contigo no topo do monte. Não sei como será o Céu, mas se for como aquilo que vivi ali, podia ir já hoje. Era tão bom que nem me apetecia sair de lá! Tu estavas sempre por perto e eu só tinha que fazer o que me pedias. Era fantástico! Quando olhava para tudo o que construímos juntos, sentia-me completa, preenchida, feliz.

Às vezes, de facto, pedias-me para descer um pouco por aquele caminho íngreme, mas nunca pensei que me deixasses vir até aqui a baixo. Vim para aqui porque me pediste. Pensava que querias que construísses mais alguma coisa, mas quando olhei para o lado deixei de Te ver.

3P

Isto pode parecer uma equação matemática… Ou então, talvez um nome de um grupo de música ou até mesmo um modelo de um equipamento qualquer. Mas não é! De certeza que estás a pensar, “então mas afinal o que é o 3P?” Vamos ver isso já a seguir!

No Antigo Testamento, existe um livro que tem o nome de um profeta que foi usado por Deus para chamar à atenção para a corrupção e a desonestidade em que o Seu povo vivia. Um dos grandes problemas dos hebreus era o pensarem que podiam viver como quisessem, desde que praticassem os rituais que a Lei descrevia. Eles faziam sacrifícios para aliviar a consciência e viviam muito mais perto da superstição do que de Deus.

Assim, Deus usou Miqueias para pregar contra esse tipo de vida. Não só porque eram desonestos entre si (o povo), mas porque tinham virado as costas a Deus e trocado um relacionamento com Ele, por coisas que não Lhe agradavam. Em Miqueias 6:8, o profeta explica de caras o que Deus requer aos que realmente O seguem. Não tem nada a ver com rituais, com religiosidade e muito menos com superstições. São 3 Pontos (não confundir com “Os 4 Pontos”!!!) muitos simples e que nos dizem respeito hoje em dia também:

1.    Ser justo – Isto não tem nada a ver com sermos juízes ou advogados, mas com o sermos verdadeiramente justos. O que é isso então? Basicamente, tem a ver com o facto de agirmos com o caráter de Jesus e de agirmos de modo correto, sem querer prejudicar ninguém em tudo o que façamos;

2.    Ser misericordioso – Provavelmente esta é uma coisa que já ouviste, mas será que o tens sido? Ser misericordioso (ou gentil) é mais do que dar uma moeda a quem precisa ou ser bem educado. É lembrarmo-nos da parábola do Bom Samaritano e agir como ele, sem termos nada a ganhar, ajudarmos aqueles que vemos em situações complicadas, apenas e só apenas porque isso foi o que Deus fez (e ainda faz) connosco através de Jesus;

3.    Caminhar em humildade com Deus – Este é capaz de ser o ponto mais difícil… Sabes que normalmente, quando fazemos alguma coisa bem feita, gostamos de ser reconhecidos. Temos a tendência para nos tornarmos vaidosos. Caminhar em humildade não é fingir que não ficamos contentes com elogios, como quando temos boas notas e os professores ou os pais nos dizem que temos feito um bom trabalho. Mas é receber esses elogios, perceber que só os recebemos porque Deus nos tem abençoado e usado. É dar-Lhe graças e pedir-Lhe que continue a dirigir a nossa vida;

Hoje em dia é fácil vivermos ao contrário do que Deus deseja, mas tal como antes, não podemos perder a rota pela qual Ele nos quer guiar. Muitas vezes vais ser difícil, mas lembra-te que o nosso maior exemplo, o Senhor Jesus, viveu assim e quer que vivamos assim também.

“Toda a autoridade no céu e na Terra me foi dada, disse aos discípulos. Portanto, vão e façam discípulos entre todos os povos. Batizem-nos em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Ensinem-lhes a obedecer a todos os mandamentos que vos dei. Fiquem certos de que estou sempre convosco até ao fim do mundo.” (Mateus 28:18-20, OL)


Ricardo Rosa

in revista BSteen, agosto 2013

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

O teste - Aventuras de uma gravidez - 1

Era o terceiro teste de gravidez que fazíamos e não queríamos acreditar: era positivo. Ficámos atónitos. Lemos e relemos as instruções do teste. Depois de meses a tentar engravidar, o teste não podia enganar: vinha um bebé a caminho.
Quando demos a notícia às pessoas mais próximas, as reações foram várias, entre a euforia e a prudência, passando pela alegria e algum ceticismo. A verdade é que até eu não queria acreditar ao início! Foi preciso alguém em explicar que os testes quando usado corretamente e em condições normais, não dão falsos positivos, apenas falsos negativos.
Como em tudo, há sempre quem acredite e quem seja mais cético. A incredulidade não é uma questão nova, mas há casos em que ultrapassa uma mera opinião inofensiva. Tem consequências eternas.
“Depois de ter ressuscitado, Jesus apareceu no domingo de manhãzinha primeiramente a Maria Madalena, de quem antes tinha expulsado sete espíritos maus. Ela foi levar a notícia aos companheiros de Jesus, que estavam muito tristes e a chorar. Quando ouviram dizer que Jesus estava vivo, e que ela o tinha visto, não acreditaram.
Mais tarde, Jesus apareceu de forma diferente a dois discípulos que iam a sair da cidade. Eles foram logo levar a notícia aos outros discípulos, que nem mesmo assim acreditaram.” (Marcos 16:9-13, BPT)
Já antes da cruz, Jesus não foi levado a sério pelo Seu próprio povo, que não O reconheceu como Filho de Deus. “Embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, os judeus não acreditavam nele.” (João 12:37, BPT).
Depois de ressuscitar, Jesus apareceu a vários discípulos de ambos os sexos. Costumamos mencionar a falta de fé de Tomé, mas a verdade é que ele não foi o único a duvidar. Os discípulos na sua maioria só acreditaram quando viram Jesus, apesar de todos os “testes positivos” que lhes foram transmitidos.
Infelizmente este problema não foi apenas daquele tempo. Também hoje, no século XXI, continuamos a desejar “ver para crer”. E mesmo quando vemos Deus operar, transformar, agir, continuamos a adorar o nosso ceticismo.
É mais cómodo alienar a nossa consciência com a ideia de que Deus não existe, porque nunca O vimos, olhar para os milagres que Ele faz como “felizes coincidências” ou forçar argumentos racionais para aquilo que só o poder sobrenatural de Deus pode realizar. Quando decidimos à partida que não acreditamos, nunca iremos acreditar, mesmo com todas as provas à nossa volta a dizer o contrário.
Precisamos colocar a nossa confiança na Palavra de Deus e na pessoa de Jesus Cristo, reconhecendo a nossa frágil condição humana, cheia de lapsos, pecados e fracasso, e aceitando Aquele que nos pode dar um verdadeiro sentido à vida, uma vida que vale a pena.
“Mas a todos quantos o receberam, aos que creem nele, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram de laços de sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas nasceram de Deus.” (João 1:12-13, BPT)


Ana Ramalho Rosa

in revista Novas de Alegria, agosto 2013


Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

01 agosto 2013

Tempo livre

Férias! Que bom! Depois de um ano de estudo intenso (espero eu!), chegou o tempo de descanso. Bom, se não houvesse trabalho/estudo, provavelmente as férias não tinham o mesmo sabor, não achas?

Há quem diga que o trabalho é uma maldição por causa do pecado. ERRADO! Antes de Adão pecar já Deus lhe tinha dado a tarefa de cuidar do jardim (Génesis 2:15). Depois do homem desobedecer a Deus, o trabalho passou a exigir esforço (Génesis 3:17-19).

Sabes, Deus não inventou apenas o trabalho.. também inventou o descanso (podes ler em Génesis 2:2)! Será que Deus estava cansado? Claro que não! Deus criou este princípio para nos ensinar a depender d’Ele, a tirar um tempo especial para descansarmos e dedicarmos a Ele na nossa semana (Génesis 2:3; Êxodo 20:8-10).

Como em todas as coisas, podemos tornar-nos exagerados: hiperativos ou preguiçosos. Deus quer que tenhamos equilíbrio: tempo para estudar, tempo para descansar, tempo para orar, tempo para estar com amigos, tempo para a família, tempo para a igreja. O mais importante é sabermos que Ele nos deu o tempo e a energia que temos para usar bem.

Aprende a descansar: desliga o telemóvel de vez em quando, e aproveita o tempo com a família, a ler ou a passear na rua (sem passar o caminho todo a tagarelar com quem está do outro lado!)... e não sejas “Facebook-dependente”.

Aprende também a confiar em Deus, sempre, mesmo quando vem o desemprego dos pais ou parece que não tens futuro. Faz sempre a tua parte para ajudar em casa e para teres boas notas na escola, mas lembra-te que a tua vida pertence a Deus: descansa n’Ele!

“Não alimentem preocupações seja pelo que for; antes apresentem os vossos cuidados em oração perante Deus, exponham-lhe todas as vossas necessidades, sem esquecer de lhe expressar o vosso agradecimento.” (Filipenses 4:6, OL).

Ana Ramalho Rosa

in revista BSteen, agosto 2013

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico