08 janeiro 2012

Bebé operado 18 vezes depois de engolir pilha (1)

“Rauch Emmett teve sintomas semelhantes aos de uma gripe depois de ter engolido uma pilha de lítio do tamanho de uma moeda de 20 cêntimos. A febre alta, a perda de apetite, a tosse e uma congestão não faziam crer aos pais e à pediatra que o menino tinha o esófago perfurado, dois buracos na traqueia e os pulmões seriamente danificados.”1

Como é que uma pilha – um objeto tão pequeno – cria um problema tão grande? Bom, se calhar é porque não fomos feitos para comer pilhas... aliás, mesmo dentro da alimentação “normal”, há certos alimentos que devemos evitar, porque nos fazem mal quando os comemos em excesso. A verdade é que, como alguém disse, “somos aquilo que comemos”. Ou seja, a nossa saúde física depende, em parte, daquilo que nos alimenta.

O mesmo acontece com a nossa “dieta da alma”. Ou seja, aquilo que vemos, ouvimos e lemos. Não precisamos “engolir” certas coisas para saber que são negativas para a nossa saúde espiritual. Se o tipo de amigos, conversas, piadas e lugares mais comuns no nosso dia a dia nos dão uns “aperitivos” com malícia, fumo, bebida e pouca preocupação quanto ao futuro, achas que isso não nos vai afetar  - nunca, jamais? Se passamos muito tempo a ver certo tipo de programas e telediscos que nos dão um “prato cheio” de prazer sem regras, consumismo e rebeldia, que tipo de pessoas nos vamos tornar?

Sabes, muitas vezes não levamos o nosso relacionamento com Deus a sério. Nos retiros, sim. No louvor de domingo, até nos envolvemos. Pregação? Não. Ler a Palavra e falar com Deus no dia a dia? “Isso é para os irmãos idosos”, pensamos. Viver como Deus quer? “Só quando os meus pais estiverem a ver”. “Picamos o ponto” ao domingo e vivemos como nos apetece o resto do tempo. “Comemos” as mesmas novelas, as minhas piadas pouco ingénuas, as mesmas músicas (sem sabermos que letras estamos a cantar), os mesmos livros, a mesma forma de pensar e viver que toda a gente. Vendemos a nossa identidade (somos filhos de Deus, fazemos parte de um Reino com um Rei e uma lei diferente) por um prato de “vive o momento”.

Não nos podemos isolar, mas há que fazer escolhas. Quando nos metermos “na boca do lobo” o mais certo é acabarmos como refeição... e Deus não quer isso para nós. Jesus, quando foi tentado, defendeu-Se sempre com a Palavra de Deus. Numa das situações, disse “Porque as Escrituras dizem: 'Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus’.” (Mateus 4:4, versão “O Livro”)

Alimenta-te da Palavra de Deus. Cresce na amizade com o teu Pai do Céu. Cria bons relacionamentos com pessoas que te possam fazer crescer e ajudar. Preocupa-te com as pessoas à tua volta, sê como Jesus na vida delas... mas vigia o teu coração – a alimentação da tua alma.

E já agora: o que é que “comeste” hoje?

Estou contigo!

Ana Ramalho



1 www.jn.pt

in revista BSteen, janeiro 2012

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

03 janeiro 2012

TDT

“A partir de janeiro, se não tiver TDT não vê Televisão” – esta mensagem passou-nos pelos olhos e soou aos nossos ouvidos de forma persistente nos últimos meses.
Já nos habituámos à “companhia” da “caixinha que mudou o mundo”. Agora, quem não tem TV paga e não quer perder os quatro canais em sinal aberto, tem que transitar para a Televisão Digital Terrestre. Se não temos o nosso televisor preparado para receber sinal digital, temos que comprar um descodificador. Caso contrário, ligamos a TV e... “chuva”!
Não estou a fazer campanha pela TDT, mas toda esta mudança fez-me pensar no investimento, cuidado e atualização que outro tipo de ligações precisam ter.
Quanto tempo invisto nos relacionamentos? Que cuidado tenho com as pessoas à minha volta? Atualizo-me regularmente, com interesse genuíno e não para satisfação da minha curiosidade, acerca do estado da mente, saúde e coração dos meus amigos e familiares? Quantas pessoas tenho “sintonizadas” na minha vida que ainda não conhecem o amor de Deus?
Na verdade, neste corre-corre da vida moderna acabamos por viver tão centrados em nós mesmos e nos nossos compromissos que, se não temos uma atitude refletida e pensada, deixamos que dezenas de oportunidades nos passem ao lado – pessoas. Já não conhecemos os vizinhos, nem sabemos o nome da pessoa que nos atende na caixa do hipermercado. Mesmo com os que nos são mais próximos, deixamos que o tempo e os afazeres construam a distância, se não nos preocuparmos intencionalmente.
Mas isso também tem a ver com outro tipo de relacionamento – de ligação – que acaba por influenciar todos os outros. Quanto tempo invisto no meu relacionamento com Deus – em particular e em conjunto com outros cristãos? Que cuidado tenho para ter a minha amizade com o Pai “em dia”, atualizada? Abro mesmo o meu coração quando falo com Ele? Escuto com atenção a Sua Palavra, com o desejo e a disponibilidade para deixá-Lo trabalhar no meu sentir, no meu caráter, no meu pensar e agir?
Deus já investiu em mim – Jesus deu-Se no meu lugar para me substituir, pagando o preço de todas as minhas más decisões. Deus cuida de mim – quando eu me entrego a Ele de alma coração, de agenda e carteira, em tudo e em todo o tempo. Ele está sempre atualizado – tem a resposta, o conselho, a repreensão, o conforto ou o confronto, a cura ou a paciência ideal, atempada e libertadora que eu preciso para viver naquela alegria que Ele me dá, no Caminho e na forma que é mais saudável para a minha vida.
Cristo é o único que consegue suprir verdadeiramente todas as minhas e as suas necessidades, e mostrar-nos que na nossa incapacidade, Ele continua capaz, poderoso e tremendamente amoroso para nos ensinar, abençoar, ajudar, curar, libertar e, acima de tudo, salvar. É o único que nos ajuda a ver o mundo e a nós mesmos em alta definição, como ele é, sem manipulação, exagero ou meias-verdades.
Jesus “descodificou-nos” quem é Deus. A Palavra de Deus é o manual da vida, é a história da nossa história com Deus, como humanidade no geral e em tantos exemplos no particular. A nós basta-nos receber Cristo, ligar-nos a esta Palavra transformadora e permitirmos a Sua liderança, todos os dias. Esta ligação maravilhosa é a única que nos traz satisfação total interior e nos ensina a lidar com todas as outras ligações – família, amigos, autoridades, negócios, relações laborais, etc.
“Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que estiver unido comigo dá muito fruto porque sem mim nada podem fazer.” (João 15:5, versão “A Bíblia para todos”)


Ana Ramalho Rosa

in revista Novas de Alegria, janeiro 2012


Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico