01 março 2006

Morangos sem açucar

Aspecto viçoso, saudável, apetitoso, mas...

Prende aos ecrãs milhares de crianças e adolescentes portugueses. Rende milhões de euros em tudo o que se
possa imaginar. É o fenómeno dos “Morangos com açúcar”. Psicólogos e professores andam preocupados com a influência negativa da novela. Será que eles têm razão? Quisemos ver se, na óptica de Deus, os morangos têm mesmo açúcar… ou não.

Influências
Todos sabemos como os media influenciam as pessoas e até a forma como elas gastam o dinheiro. Está tudo à distância de um clique (no rato ou no comando) … quer sejam coisas boas ou coisas más. É o que acontece aqui. Quase sem se dar por isso, este grupo imaginário de adolescentes, está a mudar, de forma subtil, a cara e o coração dos jovens portugueses.

Sem entrar em exageros, nem extremismos, temos de reconhecer que há coisas positivas… algumas! Os professores interessados em ajudar os alunos, em resolver os problemas da escola, os amigos preocupados uns com os outros, etc. No entanto, se observarmos com mais cuidado, vemos que surgem à mistura assuntos pouco inocentes e muito menos positivos… e aí começa o problema.

Parece, mas não é
 “Os 'certinhos' são ridicularizados, os que não têm escrúpulos, princípios e valores morais e até destes desdenham são os 'heróis', os que obtêm sucesso e aqueles que parecem ter uma vida em cheio. (…) O pecado é apresentado de forma colorida, sedutora, atraente. Escondem-se as suas consequências de frustração, de sofrimento e desgraça.”1 Ou seja, promove-se a cultura da aparência que os media nos tentam vender como o melhor, o mais certo. Estes morangos parecem saborosos, mas são amargos e venenosos.

Modelos
Pensa nisto: imitamos aquilo que vemos… Devemos, acima de tudo, ser imitadores de Deus (Efésios 5:1). Não O vemos, é verdade, mas temos a Sua palavra para descobrir quem Ele é. Lê e prova da pessoa fantástica, perfeita, justa, santa e amorosa que é Deus. Também deves procurar pessoas que sirvam de exemplo para ti. Cristãos maduros com bom testemunho, que espelham Deus através das suas vidas, mesmo não sendo perfeitos (1 Coríntios 11:1). A adolescência é uma fase de incertezas e insegurança. Se tiveres um amigo (ou amiga) que já passou por aí e te pode dar umas “dicas práticas de sobrevivência”, é excelente.

O sabor da vida com Deus não se pode descrever… Nada como provar! Ele quer ser a pessoa mais influente na tua vida. Aceitas o convite?

Ana Ramalho

1 Artigo “Morangos com veneno”, Samuel Pinheiro; Novas de Alegria, Novembro 2005
in revista Boa Semente, secção BSteen, Março 2006

Ataques cardíacos - versão 2006

Será que o risco de um ataque cardíaco pode ser reduzido? A resposta é sim. Na verdade, alguns dos factores de risco podem ser controlados através de medicamentos e de uma vida saudável. Mas para isso é preciso adoptar certas regras. Assim, está nas mãos de cada um contribuir para evitar os problemas cardíacos, controlando ou eliminando estes factores de risco.1

Não vos vou dar uma lição de cardiologia… deixo isso para quem sabe! No entanto, a Bíblia lembra-nos que temos de ter cuidado com o nosso coração, ou seja, com as nossas emoções.

TOMA SEMPRE OS “MEDICAMENTOS”
Tal como para prevenir os ataques cardíacos, precisamos de medicamentos adequados que tratem da nossa saúde emocional. Para isso, temos a Palavra de Deus e o Espírito Santo. Ao “tomarmos” diariamente doses consideráveis da Sua Palavra, estamos a controlar a nossa “tensão emocional”. E quantas vezes o Espírito Santo nos traz paz e calma para enfrentar as mais diversas situações?

VIVE UMA VIDA SAUDÁVEL
O melhor mesmo é termos uma vida de acordo com a vontade de Deus. Passarmos tempo a conversar com Ele, em comunhão… e também estarmos com os nossos irmãos. Saber o nosso lugar neste mundo, como servos e servas de Deus, através de uma vida diferente, uma vida que fale mais do que as nossas palavras.

NÃO CONFIES NAS TUAS EMOÇÕES
“ Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas” (Jr 17:9 a) - Antes de mais precisamos compreender que as nossas emoções são variáveis, como um termómetro que muda conforme a temperatura, por isso, não nos podemos guiar por elas… caso contrário enganamo-nos a nós próprios, e somos “obrigados” a mudar de direcção apenas “porque sentimos”.

NÃO DEIXES QUE AS EMOÇÕES TE DOMINEM
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração” (Pv 4:23) – Somos surpreendidos por diversas situações que geram sofrimento. Às vezes, capítulos da vida bem complicados. O conselho de Salomão é termos cuidado com o nosso coração. Ou seja, trabalharmos as nossas emoções para que elas não nos dominem. Precisamos, antes de mais, estar atentos a nós mesmos e não ter vergonha de pedir ajuda. É fundamental buscarmos ajuda em Deus, sempre. Com Ele conseguimos suportar melhor os problemas. Mas podemos também precisar de ajuda de conselheiros cristãos ou até, se necessário, ter o auxílio de um profissional. O que é fundamental é cuidarmos das nossas emoções.

Por isso, meus amigos, cuidem desses corações… mas não se descuidem com as vossas emoções.

Ana Ramalho


1 Fonte: Canal Saúde, www.sapo.pt

in revista Novas de Alegria, suplemento NAJovem, Março 2006