29 janeiro 2014

Acreditas?

Boatos, rumores, mexericos. Nos corredores das empresas, da política, da comunicação social e das redes sociais, fala-se muito e de muita coisa... mas nem sempre a história que nos é contada corresponde a toda a verdade, quando não é uma autêntica invenção.
Há tempos atrás circulou da internet uma história acerca de um pastor norte-americano que se fez passar por sem-abrigo no dia em que tomava posse como novo pastor numa determinada igreja. A “notícia” vinha acompanhada de uma imagem híper realista de um sem-abrigo identificado como o referido pastor. Muitas pessoas partilharam a história nas redes sociais, inocentemente, sem verificar fontes.
Após alguma pesquisa, descobri que se tratava apenas de uma “parábola” contada pelo pastor, inspirada por uma história, essa sim verídica, de um pastor que passou uma semana a viver como sem-abrigo. E a foto não correspondia à pessoa em questão.
Precisamos ter muita atenção, pois nem tudo o que se diz pode corresponder à verdade... e Lucas, o médico-repórter, sabia disso.
Excelentíssimo Teófilo: Escreveram-se já várias narrativas sobre Cristo, em que se usaram relatos que nos foram feitos pelos que viram o que aconteceu desde o início e que se tornaram mensageiros da boa nova de Deus. Pareceu-me, contudo, que seria bom ordenar todos esses relatos, dos mais antigos aos mais recentes, e, após um exame completo, dar-te este resumo desses factos que aconteceram no nosso meio,  para fortalecer a tua confiança na verdade de tudo o que te foi ensinado.” (Lucas 1:1-4, OL)
Ao fazer uma investigação pormenorizada acerca de vida de Cristo, Lucas trouxe até Teófilo um relato cheio de provas, com recurso a testemunhas oculares, etc. Um “exame completo”.
De facto as boas notícias dos Evangelhos são incríveis demais! Temos um Salvador amoroso o suficiente para viver em nosso lugar, mas sem pecar; poderoso o suficiente para vencer o pecado e a morte em nosso lugar; compassivo o suficiente para dar a vida até por aqueles que O mataram.
João explica “Jesus fez ainda diante dos seus discípulos muitos outros sinais que não vêm neste livro. Estes foram aqui contados para que creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham vida no seu nome.” (João 20:30-31, BPT)
Assim, quando lemos o registo de Lucas ou João, assim como dos outros dois evangelistas, somos confrontados com pormenores da vida, palavras e ação de Jesus com o objetivo de conhecermos os factos, mas também a pessoa que sendo Deus Se fez homem para palmilhar este mundo e dar a vida no nosso lugar; e, ao conhecê-Lo, colocar a nossa fé inteiramente n’Ele, reconhecendo-O como Filho de Deus, Salvador e Senhor das nossas vidas. Não são boatos rasos, nem histórias sincretistas, notícias adocicadas ou relatos especulativos, mas um registo de factos e testemunhos.
Desde aquele tempo até aos dias de hoje, milhares de cristãos têm servido de testemunhas daquilo que Cristo continua a fazer. E milhares continuam a aceitar o desafio proposto por João: ao crer em Cristo, recebem a verdadeira vida, entram no único caminho para o Pai, e conhecem a maravilhosa verdade que liberta.
E nesta boa notícia podemos acreditar, sem reservas.


Ana Ramalho Rosa

in revista Novas de Alegria, janeiro 2014

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

O CICLO VICIOSO - Promessas quebradas, sonhos desfeitos

Um novo ano surge e com ele a expectativa de uma nova oportunidade. A mudança de um ano para o outro parece carregar em si a esperança de fazer melhor, ser melhor, esperar melhor. A verdade é que, se formos honestos, muitas das nossas decisões do ano anterior ficaram pelo caminho, algumas expectativas saíram furadas e acontecimentos inesperados deixaram-nos apeados na estação da desesperança.

Por vezes somos assaltados pelos extremos. Uma história recente de promessas quebradas ou sonhos desfeitos não precisa ditar aquilo que verdadeiramente nos sustém nesta jornada. Temos Deus na nossa vida e Ele cuida de nós em todas as situações.

Por outro lado, o “triunfalismo” não nos pode cegar ou enganar. Biblicamente não podemos justificar, de forma honesta, que seguirmos Jesus nos livra de passar por tribulações, ter doenças ou sofrer injustiças. Mas também não podemos viver agarrados à ideia de que estamos aqui apenas para sofrer, como se a nossa salvação ou a misericórdia de Deus dependessem da nossa penitência voluntária ou involuntária.

UMA GALERIA MUITO ESPECIAL
No capítulo 11 da Epístola aos Hebreus temos registada aquela que é conhecida como a “Galeria dos Heróis da Fé”. A primeira parte descreve o modo como vários homens e mulheres confiaram em Deus e viram o Seu livramento durante o tempo em que viveram. Eles, “por meio da fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram forças, tornaram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros.” (Hebreus 11:33-34, AA)

Ao lermos até ao versículo 34, ficamos deslumbrados! Queremos ser como Abel, Noé, Abraão, Sara, José, Moisés, e tantos outros que, por confiarem em Deus, viram acontecer grandes coisas... Ou ficamos frustrados por mantermos a nossa confiança em Deus mas parecer que vivemos o oposto desses “heróis”. A cura daquele temor parece impossível, o regresso do filho que desapareceu nunca acontece, o desemprego teima em não nos largar, as marcas de uma relação violenta aprisionam o coração, dia após dia.

Questionamos o que fizemos para merecer isto ou para não merecer aquilo. Perguntamos a Deus porque não nos identificamos com o discurso de que só temos vitórias e conquistas... Seremos crentes falhados? Será que Deus Se esqueceu de nós? Se realmente não estamos a sofrer a consequência das nossas más escolhas, as perguntas surgem legitimamente, uma após outra... mas há esperança!

HERÓIS IMPROVÁVEIS
Ainda bem que o escritor da Carta aos Hebreus não ficou pelo versículo 34, mas continuou a escrever! “As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e ainda cadeias e prisões. Foram apedrejados e tentados; foram serrados ao meio; morreram ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra.” (Hebreus 11:35-38 AA)

Se estamos a passar pelas tempestades mais atrozes, a suportar um inimaginável sofrimento, a lidar com uma profunda desilusão, não estamos sozinhos. Estes outros “heróis improváveis” passaram por mil e uma coisas, algumas delas que nunca podermos imaginar, sempre confiando que “importa antes obedecer a Deus que aos homens.” (Atos 5:29b, AA). Jesus estabeleceu o verdadeiro sucesso no Reino de Deus, quando explicou: “a comida que me mantém ativo é fazer a vontade daquele que me enviou, concluir a obra que ele começou” (João 4:34, MSG). O Salmo 23 fala do Senhor como nosso pastor, aquele que está connosco mesmo nos vales profundos da desilusão, do medo, da doença, do desemprego, e até da morte (Salmo 23:4). Jesus disse aos Seus seguidores que estaria com eles todos os dias (Mateus 28:20).

Mas, aqui, as perguntas podem voltar a assaltar-nos: será que vale a pena confiar em Deus, ter fé n’Ele se, no fim de contas, acabamos por ter problemas como todos os outros? Afinal, nem todos os homens e mulheres de fé foram “super-heróis do sucesso”, no sentido em que a nossa sociedade o vê.

Talvez Hebreus nos possa ajudar... “Todos estes, embora tendo tido a prova de que Deus tinha satisfação neles, não receberam o que ele lhes tinha prometido.  Porque Deus tinha reservado para nós coisas melhores, e queria que eles viessem também a participar delas juntamente connosco. Portanto, nós também, visto que estamos rodeados por uma tão grande multidão de testemunhas, vidas que são exemplos da fé, deixemos tudo aquilo que nos embaraça, e o pecado que nos envolve tão de perto, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta. Olhemos para Jesus. Ele é a fonte da nossa fé e aquele que a aperfeiçoa, o qual, pela alegria que lhe estava reservada, suportou a cruz, aceitando a humilhação, vindo a sentar-se no lugar de maior honra à direita do trono de Deus. Pensem bem em tudo aquilo que ele suportou da parte dos pecadores, para que não venham a enfraquecer, desencorajando-se.” (Hebreus 11:39 – 12:3, OL)

A VERDADEIRA ESPERANÇA
Fosse nos maiores triunfos ou nos fins mais atrozes à vista humana, todos os exemplos de fé em Deus que descobrimos em Hebreus 11, mostram que, no final de contas, o que importa não é o “aqui e agora” – seja agradável ou desagradável. Cristo não é um meio para obtermos isto ou aquilo mas Ele é um fim em Si mesmo, embora no processo de confiarmos na Sua Palavra, realmente Ele cuide de nós. Ele era a promessa daqueles “heróis da fé”, que esperavam a sua primeira vinda, e é a promessa daqueles que esperam o Seu regresso.

Precisamos seguir o conselho descrito em Hebreus: “Olhemos para Jesus”. O que significa isto? Que Ele é o nosso exemplo, no sucesso e no sofrimento, é o nosso consolo, é a nossa paz, segurança, o nosso alvo maior. Cristo é Aquele que deu a vida por nós e por quem devem estar dispostos a viver e morrer, todos os dias. Podemos ser desiludidos mas, como o pastor Rick Warren afirmou “as deceções são sempre oportunidades para conhecer e confiar em Deus de uma forma mais profunda.”

Paulo, quando escreve a Timóteo refere-se a “Cristo Jesus, esperança nossa.” (1 Timóteo 1:1b, AA).

Ele é a nossa esperança para o presente. “Portanto, visto que temos um tão excelente supremo sacerdote, que é Jesus o Filho de Deus, que penetrou nos céus, mantenhamo-nos firmemente fiéis à fé que confessamos ter. Este nosso sacerdote supremo não é um simples homem que não possa compreender as nossas fraquezas. Pelo contrário, ele passou por todas as mesmas provas que nós, mas sem ter pecado. Portanto cheguemo-nos com confiança ao trono de Deus para podermos receber misericórdia e graça, e para sermos ajudados sempre que tivermos necessidade.” (Hebreus 4:14-16, OL)

E a nossa esperança para o futuro. “Em síntese é isto: Cristo ocupando todo o vosso ser; o que é já garantia total da vida eterna passada na glória de Deus, que é a nossa esperança agora.” (Colossenses 1:27b, OL).

Numa sociedade que vive o momento, e anda de tentativa em tentativa, colecionando recomeços, à espera de numa suposta felicidade ambígua, não palpável nem segura, como cristãos precisamos recuperar a esperança – a Verdadeira esperança. Precisamos que Deus transforme a nossa mente e não nos deixe conformar com a perspetiva egoísta deste mundo, mas que sejamos renovados de tal forma que possamos ter uma mentalidade centrada em Deus e na Sua perspetiva de vida (Romanos 12:1-2; 1 Coríntios 2:16).

E, nessa perspetiva, lembramos as palavras de Jesus “Portanto, não se preocupem com a comida e a roupa para vestir. Para quê serem como os incrédulos? Mas o vosso Pai celestial sabe perfeitamente que precisam delas. Deem pois prioridade ao seu reino e à sua justiça e Deus cuidará do vosso futuro. Não se preocupem com o dia de amanhã. O dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta cada dia o seu mal.” (Mateus 6:31-34, OL). E, como Job durante o seu período de prova, podemos declarar, pela fé, “pois eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.” (Job 19:24, AA).


Ana Ramalho Rosa

in revista Novas de Alegria, janeiro 2014

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

Jesus não é o meu ídolo!

Jesus não é o meu ídolo! Não, Ele não é o meu ídolo!

Quanto mais tempo passo com Ele, mais percebo e entendo isso. Sabes, por muito bonito que seja dizer que o nosso ídolo é Jesus, a verdade é que estamos a trocar ideias e a baralhar a nossa cabeça.

Um ídolo é algo que é vazio e falso, Jesus é real e cheio de vida para me dar!
Um ídolo quer sacrifícios meus, Jesus sacrificou-se por mim!
Um ídolo é mudo, não se mexe, não faz nada e é estático; Jesus fala comigo, concertou o meu coração, transformou a minha vida e continua a tomar conta da Igreja a cada dia!
Um ídolo não leva a lado nenhum, é mentiroso e não tem vida; Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida!
Um ídolo afasta-te de Deus, Jesus é o nosso ÚNICO mediador com o Pai!
Um ídolo é egoísta, Jesus ama-me mais do que eu possa imaginar!

Podia continuar, ia encontrar muitas outras razões para dizer que Jesus não é o meu ídolo, mas é o meu Rei!

Jesus é o meu Rei porque o Seu reino é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Romanos 14:17)!
Jesus é o meu Salvador porque Deus nos ama tanto que O entregou por nós (João 3:16)!
Jesus é o meu Bom Pastor porque Ele deu a vida pelas Suas ovelhas (João 10:11)!

Jesus não é o meu ídolo! É o meu Deus!
E tu? Já pensaste no que Jesus é para ti?

Ricardo Rosa


in revista BSteen, janeiro 2014

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico