01 novembro 2013

Livre... de mim mesmo?


Já passaram uns mesitos desde o retiro. Na altura disseste, convicto “Desta vez é que é! Vou seguir Jesus custe o que custar...”. A verdade é que tentaste, mas depois de alguns dias, voltou tudo ao mesmo... “A culpa é do diabo! Ele passa a vida a tentar-me...”, dizes. Mas será que a culpa é mesmo toda dele?

Costumo dizer que “o diabo tem as costas largas”. É verdade que ele é inimigo de Deus e nosso. Mas também é verdade que ele não tem a culpa das nossas más escolhas. Pensa nisto:

1) Ser tentado é uma coisa, pecar é outra. Jesus, quando ensinou a oração do Pai nosso, disse: “não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal.” (Mateus 6:13a, ARA).

2) Se brincas com o fogo, queimas-te. Quando perguntamos “que mal faz?” em vez de “que bem me faz?”, procuramos desculpas e esquemas para vivermos no limite, sem pensar no que Deus pensa do assunto, estamos a criar o ambiente para pecarmos. O diabo quase não precisa fazer nada, porque nós próprios nos estamos a pôr-nos na “boca do lobo”. “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tiago 4:7)

3) Guarda o teu coração. “Cria em mim, ó Deus, um coração limpo, e dá-me uma mente renovada e firme.” (Salmo 51:10, OL) “O que acontece é que, quando uma pessoa é tentada, são os seus próprios desejos maus que a seduzem. Depois, essa maldade, se lhe cedemos, dá nascimento ao pecado; e este, por sua vez, provoca a morte.” (Tiago 1:14-15, OL)

Como canta Michael W. Smith, num dos seus últimos álbuns: “Tu salvas-me; Salvas-me de mim mesmo; Não há mais ninguém a quem me possa chegar; Salva-me; Salva-me de mim mesmo; Não há mais ninguém que me torne livre”*

A verdadeira liberdade é esta: viver com Deus e para Deus, sabendo que Ele está connosco, Ele nos guia, Ele quer o melhor para nós, e viver num respeito amoroso por Ele, confiando que a Sua vontade para nós não é castradora da nossa felicidade mas é “boa, agradável e perfeita” (Romanos 12:2)

Estou contigo!

Ana Ramalho Rosa



* “Save me from myself”, Música e Letra: Lau Hoejen Nielsen, Soeren Balsner, Morten Thorhauge, Álbum “Wonder”, Michael W. Smith, 2010

in revista BSteen, novembro 2013

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

“Menina salva irmão de morrer na água”

Joana, 14 anos, mergulhou para uma piscina e resgatou Guilherme, de três. O rapaz foi reanimado e internado no hospital, fora de perigo.
O menino brincava em casa, em Palmela, quando deixou de ser visto. Sem obter resposta, a família dirigiu-se à piscina. Encontrou os sapatos a boiar. A irmã, outro irmão e o padrasto mergulharam. A água estava escura pois a piscina está a ser tratada. A adolescente encontrou-o no fundo e trouxe-o à tona. Não respirava e o coração não batia (...). O INEM conseguiu fazê-lo voltar a respirar (...). Neste momento encontra-se fora de perigo. A família diz não saber como o acidente aconteceu.” 1
Acidentes aconteceu. Os jornais estão cheios de notícias de desastres e situações inesperadas. Desde os piores infortúnios naturais à desgraça provocada pela desnecessária negligência. Mas salvamentos como os da notícia que citamos, são raros. Quando vemos ou lemos acerca de tantas desgraças que afetam o mundo, seja aqui ao lado, seja noutro continente, por vezes pensamos “se alguém conseguisse impedir aquele acidente, aquele assassinato, aquela inundação gigantesca...”
Na verdade, o ser humano, mesmo com toda a sua técnica e ciência não consegue prevenir todas as situações, nem salvar todas as pessoas da tragédia. Somos limitados. O mesmo acontece quando se trata de outro tipo de salvação, aquela que está no âmago da nossa felicidade e envolve o “pack completo” – espírito, alma e corpo.
As nossas tentativas para nos redimirmos da pior das más escolhas que alguma vez fizemos – viver de costas voltadas para Deus OU viver para um outro deus, seja ele criado pela imaginação humana ou o nosso “eu” – resultam numa enorme frustração. Não conseguimos limpar a nossa vida das manchas dos nossos erros, dos nossos pecados. Nem “contrabalançamos” os nossos erros com ações benignas. Nada disso.
Para sermos salvos de uma condenação inadiável, dado o currículo das nossas falhas, foi preciso alguém perfeito pagar pela nossa imperfeição. A Sua vida pela nossa vida. O Justo pagar pelos injustos, com a Sua própria vida, para nos dar uma vida completamente nova, que começa no coração e vê-se na ação.
“Porque pela sua graça é que somos salvos, por meio da fé que temos em Cristo. Portanto a salvação não é algo que se possa adquirir pelos nossos próprios meios: é uma dádiva de Deus. Não é uma recompensa pelas nossas boas obras. Ninguém pode reclamar mérito algum nisso. Somos a obra-prima de Deus. Ele criou-nos de novo em Cristo Jesus, para que possamos realizar todas as boas obras que Deus planeou para nós.” (Efésios 2:8-10, OL)
Se a história de uma adolescentes de 14 anos que salvou o irmão de 3 é comovente, o testemunho do Filho de Deus que morreu para salvar todos os que n’Ele creem como Salvador e Senhor é desafiante – ou O aceitamos ou O rejeitamos.
“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Marcos 16:16, AA)

Ana Ramalho Rosa


1 Fonte: Diário de Notícias Online

in revista Novas de Alegria, novembro 2013

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico