08 fevereiro 2013

Fala e cala-te!

Quase todas as turmas têm um aluno ou uma aluna que fala muito. Têm sempre reposta na ponta da língua... Depois, também há aquele pessoal que entra mudo e sai calado da aula.

Na igreja, as coisas são parecidas. Há quem seja mais extrovertido do que a maioria. Outros são mais calados. Uns gostam de tocar outros de montar cenários. Uns de fazer dramas na rua outros de ajudar no som. Todos são diferentes mas todos são importantes e fazem falta.

É interessante que embora existam pessoas na igreja que têm uma capacidade dada por Deus para falar da necessidade de salvação (evangelistas), todos somos chamados para falar daquilo que Jesus veio fazer ao mundo: oferecer-Se para que nos nossos pecados fossem perdoados e entrássemos para a família de Deus – a Sua Igreja. Jesus também disse que, como Seus seguidores, devemos fazer a diferença pela positiva e mostrar a verdadeira vida com Ele àqueles que não O conhecem (ser Sal e Luz).

Devemos FALAR de Jesus com palavras mas também CALADOS. As pessoas não querem apenas ideias, mas atitudes. Quando está nas mãos de Deus, a nossa vida é transformada de tal modo que os outros veem aquilo que Ele faz em nós. As nossas palavras também mudam: passamos a falar daquilo que Ele é e faz – a levar as boas notícias. Se, por um lado, o Evangelho (Palavra de Deus) “é o poder de Deus para salvar todos os que creem” (Romanos 1:16, BPT), aqueles que nos ouvem e conhecem, veem “as vossas boas ações e deem louvores ao vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:16, BPT).

Jesus deixa-nos este desafio: “Vão por todo o mundo e preguem a boa nova do evangelho a todas as criaturas.” (Marcos 16:15, BPT)... com palavras e ações!

Estou contigo!


Ana Ramalho Rosa

in revista BSteen, fevereiro 2013

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

06 fevereiro 2013

O alvo e as testemunhas

Enquanto os atletas entravam, uma multidão peculiar aplaudia. Num estádio repleto, sem  bancadas VIP. Apenas o som estridente daquela gente, outrora no campo, alvo dos olhares alheios e do cuidado divino.
Não se trata de uma multidão enfurecida pelas anomalias da vida, nem orgulhosa pelas vitórias resplandecentes que deram tinta às páginas marcadas das Escrituras. Homens e mulheres comuns extraordinariamente agraciados pelo Deus do impossível, nos altos montes do sucesso e nos profundos vales da doença, da sombra e da morte.
Ali estão eles, como que olhando para nós, corredores dessa outrora maratona árdua, desafiante e tremenda, que um dia findou quando atingiram a meta. São uma inspiração pela confiança que depositaram numa promessa que não viram enquanto respiraram, mas que os fizeram respirar e avançar.
Essa promessa está agora diante de nós. É o nosso alvo, o nosso alento. Corremos não por um prémio solitário de pódio exaltante, mas num trabalho solidário no qual queremos que outros cheguem connosco ao fim.
Esse alvo, essa promessa é o que nos faz lutar, porque Ele lutou. Ele sabe. Ele compreende. A Sua luta foi a mais difícil que alguém alguma vez travou, numa maratona de piso escorregadio, passada por recantos sombrios e habilidosas tentações.
O Seu destino era uma cruz, a morte, para depois receber a vitória sobre a morte, ser exaltado e dar-nos a vida, se assim o desejarmos. Ele correu não por Ele mas pelo Pai, por nossa causa, para Sua alegria.
Enquanto tentamos percorrer o Caminho, as solicitações para nos distrairmos, para nos desviarmos, pararmos e retrocedermos são uma constante. A vida aclama-nos para nos embaraçar. O pecado seduz-nos para nos destruir. Calamo-nos perante o Seu exemplo e clamamos pela Sua ajuda. A nossa coragem vem d’Ele. A nossa força está n’Ele. A nossa fé é aperfeiçoada por Ele no meio de todas as circunstâncias.
 “Todos estes, embora tendo tido a prova de que Deus tinha satisfação neles, não receberam o que ele lhes tinha prometido.  Porque Deus tinha reservado para nós coisas melhores, e queria que eles viessem também a participar delas juntamente connosco. Portanto, nós também, visto que estamos rodeados por uma tão grande multidão de testemunhas, vidas que são exemplos da fé, deixemos tudo aquilo que nos embaraça, e o pecado que nos envolve tão de perto, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta. Olhemos para Jesus. Ele é a fonte da nossa fé e aquele que a aperfeiçoa, o qual, pela alegria que lhe estava reservada, suportou a cruz, aceitando a humilhação, vindo a sentar-se no lugar de maior honra à direita do trono de Deus. Pensem bem em tudo aquilo que ele suportou da parte dos pecadores, para que não venham a enfraquecer, desencorajando-se.” (Hebreus 11:39,40-12:1-3, OL)
Vale a pena começar, permanecer e terminar esta corrida. Com Jesus, em Jesus e para Jesus.

Ana Ramalho Rosa

in revista Novas de Alegria, fevereiro 2013


Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico