28 maio 2012

Salmologia 1#

O livro de Salmos está recheado de louvor e adoração, mas também de choro e lamentação. O que é curioso, é o que o primeiro Salmo começa com um apontamento em direcção à sabedoria, coisa que hoje em dia parece estar fora de moda.

A actualidade clama a prática imediata da vontade humana, não coloca limites ou barreiras, desde que a justificação seja o “desde que te sintas bem”. Isto leva o Homem a olhar para cima e assobiar para o lado, enquanto vai passando por toda a sua vida, vivendo de acordo com o seu próprio desejo e consciência. Por esse motivo, existe uma banalização do amor, uma espécie de corte no rating da caridade.

Feliz é aquele que não vai atrás desse tipo de atitude, que não procura viver para a exaustão rápida do sucesso humano.  Aquele que vive num mundo em transformação, mas que não é transformado pelo mundo. Antes, procura ajudar a mudar o mundo para algo melhor. Que busca estar sintonizado com Deus, que tem satisfação em ler a Sua Palavra, em viver a Sua Palavra. Viver assim, é ser como uma árvore que dá fruto, que cresce saudavelmente e cujas raízes chegam até ao riacho onde se alimentam. Crescem de modo firme e natural, não murcham e não dão frutos amargos. Quem vive assim é abençoador, dá sombra aos cansados e alimenta os que têm fome. Abençoam porque são abençoados por viver e escolher caminhar na presença de Deus. Porque são árvores que germinam e crescem a partir da semente certa, que é regada com o Seu amor e podada com a Sua preocupação por nós.

Por outro lado, quem se afasta d’Ele e prefere a sua própria segurança, não está firme nas suas raízes e não se alimenta no riacho. Depende das chuvas ocasionais da Natureza, de qualquer gota sortuda que alimente a sua necessidade. Acabam por secar e murchar; os seus propósitos e acções são virados para si mesmos, não existe quem pode o seu crescimento e trate dos seus ramos partidos. Tornam-se árvores que até podem aparentar formosura e beleza, mas cuja qualidade é testada nos frutos. O amargo não deixa escolha…

No dia da colheita, vão ser sujeitas a uma análise. Os seus ramos vão ser medidos, a cor das folhas e o seu aroma vão ser analisados e revistos. O seu fruto vai ser provado e vai haver uma decisão. Aquelas que dão bom fruto, permanecem no pomar, crescem na liberdade que o Criador lhes dá. São seres humanos comprometidos, que mesmo com as suas batalhas e lutas, estão firmes e enraizados n’Ele. São ramos da videira e permanecem enxertados para fazer a Sua vontade e o Seu querer. Por outro lado, as árvores que não dão fruto ou que dão mau fruto, são retiradas e abatidas. São levadas para a fogueira como os ramos da videira que não frutificam ou que simplesmente não querem ser enxertados. Tornam-se obsoletos nos seus desejos e vontades. Vivem num ciclo circular de vícios que os alimenta. Dão mau fruto por medo, por falta de conhecimento, por vontade própria… Por qualquer coisa!

Mas Deus, que lança a semente, rega e poda; que aguarda pelo crescimento e protege, conhece as árvores do Seu pomar. Conhece o coração de cada um, sabe o caminho que cada um de nós leva e pensa levar. Conhece o nosso compromisso de vida, vê bem além das nossas imperfeições e conversa. Vê direito ao coração! Aqueles que se mantêm n’Ele, são ramos que dão fruto e permanecem até ao fim dos dias. Quem não o faz, quem se recusa a depender da raiz da videira certa, tem como destino a inutilidade geral. E o ramo inútil, é queimado no fogo para que pelo menos, veja a servir para algo. Nem que seja momentâneo, mas diferente do propósito do Criador. Quem é criado para dar fruto, não é suposto ser queimado para nada, mas a escolha é sempre nossa. Vivemos para dar fruto ou vivemos para estar na aparência e deixar o vento passar por nós?

Ricardo Rosa

08 maio 2012

O velório

Existem duas coisas que temos como certas: o nascimento e a morte (a não ser que sejamos arrebatados, mas isso é um assunto que fica para o pastor Miguel Matias falar nos Temas Proibidos um dia destes).

Pode ser estranho estar a escrever sobre a morte quando estás ainda a aprender a lidar com a vida, mas o facto é que ela existe. Quando alguém que nos é próximo morre, precisamos saber lidar com isso.

Custa perder alguém que amamos muito, que é uma referência para nós. Aquelas horas entre receber a notícia e o funeral são de tensão. E, pelo meio, temos o velório. Família e amigos aguardam que o tempo passe. Recuperam memórias, choram a saudade, tentam lidar com o que aconteceu.

Na Páscoa, lembramos a morte de Jesus, o Seu sacrifício na cruz. Não por pena, mas por amor, pela Sua graça preciosamente cara, Ele entregou-Se por todos e por cada um de nós.

Naquela sexta feira, posso tentar imaginar o que pensavam os que O seguiram durante o tempo em que passou pela terra. Os discípulos julgavam que Cristo vinha como Governador pela força e violência. Talvez achassem que no último segundo iria sair da cruz, milagrosamente. Mas não. E agora? Seria Cristo mais um profeta passageiro, que passaria à história?

Os quatro jornalistas que escreveram os evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) fazem questão de nos ajudar a perceber que Jesus não ficou morto, mas voltou a viver, como tinha dito. Jesus venceu a morte para nos dar vida. Ele ressuscitou para nunca mais morrer. Ele continua vivo, com todo o poder.

Como cristãos, a nossa vida não pode ser um velório, mas uma celebração à vida. Vida saudável, como Deus deseja, vida a valer, que Ele dá, vida eterna, com uma alegria interior que vem do Pai! Mesmo no meio de todas as dúvidas, das tuas lutas e das situações mais difíceis, Jesus continua connosco, em todo o momento, porque Ele vive. Isso dá-nos esperança e segurança, porque Ele não nos desilude.

“E se a nossa esperança em Cristo é unicamente para esta vida, nós somos as pessoas mais miseráveis no mundo. Mas o facto é que Cristo ressuscitou mesmo dos mortos e se tornou o primeiro entre milhões que um dia voltarão a viver!” (1 Coríntios 15:19-20, versão “O Livro”)

Estou contigo!


Ana Ramalho

in revista BSteen, abril 2012

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

É 'brutal'... mas será bom?

Escutas a última música do teu artista favorito. O ritmo, a melodia, os arranjos musicais, a qualidade do videoclip... “É brutal”, dizes... mas será bom? A música pode não ter nada de reprovável, mas escutaste bem a letra? E o videoclip, é inocente?

Hoje em dia parece que tudo o que seja giro ou brutal e tenha muitos likes no Facebook, pode ser consumido sem pensar. O que importa é o prazer que sentimos, se é agradável à vista e não importa se a mensagem que está a passar é boa ou má. Vivemos a vida tão depressa que não temos tempo para pensar, porque queremos sentir tudo, já, e de preferência sem consequências.

Ainda vamos mais longe e dizemos que ninguém pode dizer verdadeiramente o que é certo ou errado porque cada um tem a sua opinião. Em certos aspetos, isso é verdade. Noutros não. Se eu gosto mais de massas e tu preferes pizzas, isso é apenas uma questão de gosto. É pessoal. Mas, quando dizemos que mentir é justificável quando é “por uma boa causa”... aí temos um problema, porque Deus diz que devemos ser sinceros uns com os outros, dizer a verdade e não arranjar “esquemas” para enganar as pessoas.

Se Deus diz, tem uma razão. Ele tem toda a sabedoria e criou-nos com um plano, um estilo de vida que é resultado do Seu amor por nós. Muitas pessoas falam de Deus mas não O conhecem. Estão revoltadas e querem viver de maneira independente porque ainda não conheceram verdadeiramente quem Ele é e o Seu amor por nós. Outros, infelizmente, já experimentaram mas quiseram viver longe d’Ele.

A verdade é que precisamos parar e pensar mais naquilo que lemos, vemos, ouvimos e na maneira como vivemos. “Comemos” tudo ou sabemos pôr de lado o que não interessa? Nas conversas que temos, que tipo de linguagem usamos? Que valores realmente nos guiam no dia a dia? Conhecemos bem Deus e a Sua Palavra para podermos (re)conhecer o que é bom e o que é mau para nós?

Aproveita bem a vida que Deus te dá, mas não te esqueças que a forma saudável para viver, no tempo e da forma certa, não está na aceleração dos nossos desejos naturais mas em deixarmos Deus governar todas as coisas, em todo o tempo. A verdadeira felicidade não vem de dentro – vem de cima, de Deus. “Alegra-te, jovem, com a tua juventude! Goza cada minuto dela! Faz tudo o que tiveres planeado. Mas não te esqueças que terás de dar conta a Deus de cada coisa que fizeres. Evita pois aquilo que provocar desgostos e sofrimento; lembra-te que a juventude, com toda uma vida por diante, passa como um vento.” (Eclesiastes 11:9-10, versão “O Livro”)

Estou contigo!


Ana Ramalho

in revista BSteen, maio 2012

Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico 

PERDIDOS - À procura da vontade de Deus - Versão 2012

“Um dia, escorreguei numa casca de banana e caí em cima do livro de geografia, que estava aberto precisamente numa página que falava sobre a agricultura... e percebi: Deus quer que eu seja agricultor!”

Parece ridículo mas, muitas vezes, vemos a vontade de Deus desta forma. Andamos perdidos, à procura de uma visão, uma profecia, um feeling para nos guiar... Acabamos por ficar ansiosos e fazemos escolhas sem pensar. Depois do mal feito é que procuramos conselhos e oramos “Deus, salva-me desta situação!!!”

Fazer a vontade de Deus, no fundo, significa fazer as escolhas certas. Neste artigo não vos vou dar nenhuma fórmula infalível e instantânea. É apenas um resumo de algumas coisas que a Bíblia fala e que me têm ajudado (e muito) a tomar as minhas decisões. Conhecer e agir de acordo com a vontade de Deus é algo que exige de nós uma vontade e dedicação constantes… estás pronto(a)?

OS 3 NÍVEIS DA VONTADE DE DEUS
1º nível - Vontade Soberana. É aquilo que Deus faz ou permite, cuja razão nós não compreendemos. Viver debaixo da vontade soberana de Deus é aceitar que “todas as coisas contribuem juntamente, para o bem daqueles que amam a Deus (…)” (Romanos 8:28). As coisas fáceis mas também as difíceis. É preciso fé e acreditar, sem reservas, que Deus está a fazer o melhor por ti.

2º nível – Vontade Moral. Saber e agir de acordo com aquilo que Deus quer no aspeto espiritual e moral. Deus criou um “manual” onde podes descobrir, em detalhe, a maneira como Ele quer que tu vivas: a Palavra de Deus (Salmo 119:105).

3º nível – Vontade Individual. Este é o patamar que nos dá mais dores de cabeça, certo? Afinal, qual a vontade de Deus para a tua vida pessoal em áreas como curso e emprego, namoro e casamento, onde comprar casa, etc.?

Não podemos chegar bem ao 3º nível sem passarmos pelos outros dois. Sem uma entrega, pela fé, à soberania de Deus, nem obediência à Sua vontade moral e espiritual, como é que queremos que Deus nos ajude no resto? (Agora pode parar um bocadinho e ler 1 João 5:14 e 15... eu espero. Já está? Então vamos continuar) Se algo não está bem na tua vida, arrepende-te  e pede a Deus para te ajudar a viver na Sua vontade moral.

COMO OUVIR A VOZ DE DEUS E FAZER BOAS ESCOLHAS?
1 - Tem disposição, abertura e determinação para descobrir a vontade de Deus. Existem áreas que ainda precisas amadurecer antes de tomares decisões importantes. Nem sempre aquilo que te parece bom agora vai ser daqui a um ou dois anos (ou a vida toda, no caso do namoro e casamento). Podes não ter “queda” para as “profissões da moda”. Vai com calma. Fica aberto para qualquer meio ou resultado, sabendo que Deus não Se contradiz. Ele não te vai pedir algo que vá contra a Sua Palavra. (Antes de passares para o outro ponto, lê Tiago 1:5 e 6).

2 - Examina a Palavra de Deus para conhecê-Lo e compreender a Sua vontade moral; ora e jejua até tomares a decisão. A proximidade com Deus e a Sua Palavra ajuda-nos, não apenas a conhecer os Seus princípios mas a termos o coração sintonizado com o Dele para, em consciência, tomarmos as decisões certas. Andar no Espírito tem a ver com isto. Não é andar ao sabor do vento, mas ao ritmo da Palavra de Deus escutando o Seu coração em oração.

3 – Não tomes grandes decisões sozinho, precipitadamente. Pensa bem para tomar decisões inteligentes, sabendo que Deus te dará todas as informações necessárias, se as procurares. Não é o momento de pensares sozinho, precisas de conselheiros (Este versículo é importante - Provérbios 15:22). Procura aconselhamento familiar, pastoral e profissional. Pessoas com bom testemunho, equilibradas, podem dar-te bons conselhos. Também podes procurar uma experiência no “terreno” (no caso da profissão) ou falar com alguém ligado à área.

4 - Tem em conta os teus desejos pessoais e dá tempo para “amadurecer” os teus gostos. Aquilo que gostamos ou queremos deve ser confirmado, de forma a reconhecermos e fortalecermos a vontade de Deus em nós. Examina a tua capacidade ou potencial ANTES de decidir. No caso dos relacionamentos amorosos, é importante não te entregares ao primeiro “arrepio na espinha”. Dá tempo ao tempo. Procura conhecer bem a outra pessoa. Não comeces um namoro sem primeiro teres uma amizade sólida. Assim, evitas muitas dores de cabeça.

5 - Analisa as circunstâncias para ver quais as oportunidades. Quais as portas abertas e fechadas? Existem outras alternativas? Os teus pais podem pagar o curso? Será que queres que ele/ela seja o pai/mãe dos teus filhos? E como vai ser quando ele/ela tiver cheio de rugas, e com o feitio igual (ou pior!)? Se ele/ela quer ir muito depressa na intimidade física (mais do que Deus deseja para nós), será que é a pessoa certa? Leva todas as tuas dúvidas a Deus em oração, baseado na Palavra e procura analisar bem todas as coisas antes de decidir.

6 - Toma a decisão e verifica se tens paz com Deus. As decisões são tuas! Deus tem um plano para cada um de nós, não um “destino” pré-determinado. Ele indica-nos o caminho, mas nós temos livre arbítrio (escolha) para decidir se o seguimos ou não. Depois da decisão, vem a confirmação. Verifica se estás em paz, e continua perto de Deus.

Deus não quer que andes perdido! Ele deseja que sigas a Sua vontade moral, confies na Sua vontade soberana e saibas usar as ferramentas que Ele coloca à tua disposição para fazer as escolhas certas. O mais espetacular é que para cada ser humano que se entrega nas Suas mãos, Deus tem um plano claro: Ele deseja primeiro salvar-nos e depois ajudar-nos a viver com e para Ele, passo a passo. Acima de tudo espero que desejes viver a vontade de Deus, nos seus diversos níveis, a 100%. Segue estas dicas e entra na fantástica descoberta do Plano de Deus para ti… Fé, obediência e… muito trabalho!

LIMPA AS TEIAS DE ARANHA!
Quando é preciso decidir especificamente e fazer escolhas na nossa vida, muitas vezes, existem barreiras na nossa própria cabeça, teias de aranha que nos impedem de alcançar o propósito de Deus para nós.
·      Pensar que Deus está longe e desinteressado;
·      Medo de tomar a decisão errada, não fazendo a vontade de Deus;
·      Achar que a vontade de Deus é sempre contrária à minha e que Ele quer que eu faça algo que odeio;
·      Pensar que todas as decisões têm a mesma importância. Não compares a compra de uma mochila nova com a escolha de uma profissão;
·      Achar que a vontade de Deus é um quebra-cabeças complexo, resolvido de uma forma complicada e misteriosa. É, antes, um caminho para ser percorrido passo a passo com Deus;
·      Estarmos obcecados em conhecer a vontade de Deus para o futuro. E isso pode impedir-nos de conhecer aquilo que Ele quer para nós no presente.
·      Usar a Palavra de Deus como uma bola de cristal para adivinhar o futuro. Cuidado! A distorção de versículos e a sua descontextualização podem levar a uma decisão errada, com consequências.


Ana Ramalho


in revista BSteen, maio 2012. Texto usado originalmente na BSteen de agosto de 2004, revisto e adaptado. Bibliografia: “Como decidir?”, Jaime Kemp, Editora Sepal; “Adolescentes em conflito”, Les Parrott, Editora Vida


Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

05 maio 2012

“A felicidade vem de dentro”? [1]

“Se isso te faz feliz, então não pode ser tão mau”2 diz a canção, mote para o anúncio e para a mentalidade que nos mobila a sociedade e decora os media.
Embrulhámos a felicidade numa camuflagem de prazer. Criámos um mundo no qual as sensações têm uma voz mais ativa que os valores morais. Os princípios que nos regem são os fins, sem escrúpulos nos meios.
Aquilo que nos faz sentir bem é mais importante do que aquilo que é bom, verdadeiro, correto. Parece que aquilo que nos dá prazer é sempre aceitável, mesmo que cause sofrimento no outro e nos afaste das nossas origens mais profundas – nos afaste de Deus.
Se alguém se cansa do casamento que tem e prefere viver uma  traição, numa espécie de aventura que aclama as emoções ao trono dizemos “se isso te faz feliz, então não pode ser tão mau”. Não importa a dor do marido ou da mulher, as marcas que deixamos nos filhos.
Se nos viciamos no jogo, e gastamos o que temos e não temos pela adrenalina da competição, ouvimos “se isso te faz feliz, então não pode ser tão mau”. Que importa os estragos que deixamos atrás de nós, especialmente naqueles que mais amamos?
Se estamos numa posição de poder, e podemos manipular pessoas, porque não usar os nossos conhecimentos para benefício próprio? Podemos criticar os outros, mas quando é a nossa vez, pensamos “se isso te faz feliz, então não pode ser tão mau”.
Tentamos, à nossa maneira, alimentar os nossos desejos mais íntimos, numa espiral de experiências que se desgastam em pouco tempo. Não chega. Queremos mais. Do outro lado da moeda estão aqueles que desistem de tentar, de viver, de acreditar, ao olhar para o universo de opções limitadas e para o passado de felicidades falhadas.
Procuramos alimentar o interior com estímulos de fora, do mundo ao nosso lado. Mas, se a felicidade vem de dentro, porque é que nos sentimos infelizes, por mais positivistas que tentemos ser? Porque é que sentimos que temos tudo mas falta sempre “qualquer coisa”?
Aquilo que nos satisfaz, verdadeiramente, e que dá sentido à vida, não está dentro de nós nem ao nosso lado. O Pão que sacia a alma todos os dias vem de cima. Jesus disse “Eu sou o pão que dá vida. Os vossos antepassados comeram o maná no deserto e morreram, mas aqui está o pão que desceu do Céu para que quem dele comer nunca morra. Eu sou esse pão vivo que veio do Céu. Quem comer deste pão viverá para sempre. Mais ainda! O pão que eu hei de dar é o meu corpo oferecido para que o mundo tenha vida.” (João 6: 48-51, versão “A Bíblia para Todos”)
A nossa alegria interior é alimentada por este Pão da vida, o Pão que vem de cima e que nos dá a verdadeira razão de viver. Todas as outras alegrias e felicidades dependem desta - os nossos relacionamentos, aquilo que temos, as metas que alcançamos, resolvermos o passado, gerirmos o presente e termos esperança para o futuro.
A verdadeira felicidade não vem de dentro – vem de cima, de Deus.

Ana Ramalho Rosa


1 Slogan do anúncio da IKEA; 2 Tradução livre do título da música “If that makes you happy, it can’t be that bad” de Sheryl Crow, presente no mesmo anúncio.


in revista Novas de Alegria, maio 2012


Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico