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A mostrar mensagens de Novembro, 2010

O Freelancer

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“Ser freelancer... um trabalhador independente. INDEPENDENTE! Isso mesmo! Sem depender de ninguém..."

É tão bom ser livre! Não ter patrão a quem prestar contas. Não ter poiso certo de trabalho. Não ter colegas com caras ensonadas à segunda-feira para esbarrar no corredor do escritório. Não ter que picar o ponto, aturar maus humores, nem ser obrigado a fazer pausas de apenas 15 minutos. 

Podes pensar que me sinto realmente feliz com tudo o que posso fazer sem restrições, sem limites... mas há o outro lado da moeda... aquele que eu escondo normalmente, porque me chateio só de pensar.

Tenho que pagar mais impostos, segurança social. Estou sujeito às necessidades (ou às não necessidades) daqueles que são os meus clientes directos – as empresas, os particulares. A minha vida tem um planeamento muito irregular, o que não me permite pensar em coisas a médio ou longo prazo – incluindo compromissos pessoais, como o prato que se enche na mesa.

Sou uma árvore desenraizada, um peixe que tanto es…

Meti água!

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Naquela manhã ensolarada de Sábado marquei na minha agenda mental tratar do objecto mais dispendioso que me acompanha em muitas aventuras: o meu carro.

Depois de água, champô, pano do pó e aspirador, estava na hora de alimentar os 68 cavalos do motor japonês. Estava indecisa entre a gasolineira que tinha os preços mais caros e a que pertencia a uma rede de grandes superfícies e tinha tudo mais barato. Fiquei pela segunda e enchi o depósito.

Alguns quilómetros depois estacionei para dar alimento, agora a mim mesma. De regresso à carroçaria vermelha, ambos atestados no sentido nutritivo, estávamos prontos para voltar a casa. Ao tentar fazê-lo, o motor do carro trabalhava, mas não desenvolvia. Uma luzinha aparecia no tablier a indicar que havia um problema no motor. Parecia eu nas primeiras horas da manhã antes de tomar um saboroso cafezinho (tablier incluído)!

Depois de várias tentativas sem sucesso, acabei por ir a uma oficina. A “entrevista” com um dos funcionários levou à conclusão de q…

R.I.P.+ 18

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“O judoca internacional português Tiago Alves morreu terça-feira à noite, vítima de doença [cancro]. (...) Tiago Alves, de 18 anos, competiu em Abril na Taça da Europa de Esperanças, na Estónia, onde alcançou a medalha de bronze.”1
Descobriu que tinha cancro a 21 de Junho e morreu a 19 de Julho. No seu blog escreveu “muitas vezes perguntamos porque é que o mal só acontece a nós e não aos outros, porquê que eu, que tento ser a melhor pessoa possível e tento ter uma vida o máximo saudável possível, tenho de levar com todo o mal.”2
Não sei dar valor àquilo que o Tiago passou. Nesta situações não há respostas fáceis. O sofrimento é isso mesmo: um sofrimento. Esta história podia acontecer a qualquer um. Podia ser eu... podias ser tu! Como te sentirias? Qual seria a tua reacção perante a vida, a escola, a família, os amigos... Deus?
Se olharmos para a vida apenas pelo tempo que aqui vivemos, a revolta e a angústia podem tomar conta do nosso coração nestes momentos. Estamos num mundo imperfeito…