24 outubro 2009

As minhas frases no Facebook1

Resumo aqui algumas das frases que tenho deixado no Facebook... enquanto penso, escrevo, leio,
viajo... Pequenas citações. Grandes verdades.

A nossa indiferença pode levar a uma crise de pertença... e a uma perda espiritual tremenda... quantas vidas nos passam entre os dedos?


Muitas vezes transformamos o "Ide" em "vinde"... é muito confortável ser sal no saleiro!


O segredo é sermos simples e profundos... mas às vezes somos superficiais e complicados.


Evangelizar é um caminho, não um momento.


O cristão segue em contra-mão em relação ao sistema... mas cuidado: não é aos encontrões que conquistamos companheiros de viagem.


Ser filho com mentalidade de servo é tão mau como ser filho com mentalidade de ditador, mas os sintomas são diferentes!


Ser filho de Deus. Não basta nascer, é preciso crescer. O teu alimento determina também o teu crescimento. O que comeste hoje?


Decidir pode ser penoso, especialmente quando temos que assumir que precisamos inverter o nosso caminho. Vale a pena escolher DEUS!


Quando temos a ousadia de dar a conhecer aos outros a nossa intimidade com Deus, caímos no enorme risco de atrairmos outros a tentar descobri-Lo.


A perfeição é um objectivo, não um método.


Não imaginamos como o que escrevemos pode dar vida ou matar, construir ou destruir. Deus, dá-me sabedoria para falar.


Os tempos de espera, de decisão, de confronto e paciência preparam-nos para suportarmos a coroa dos momentos de glória com humildade.


Para fazermos mudanças não precisamos só de caixotes e fita cola... precisamos de muita força de vontade. Na vida, é a mesma coisa....


Esperar e alcançar... ou desesperar e remendar?


O que fazes com o tempo? E o que é que o tempo faz de ti?

07 outubro 2009

O primeiro e o último

Tu és o primeiro. Aquele que já existia antes de tudo. Sem princípio. O Criador do Universo.

Mas tantas vezes não és o primeiro na minha vida? Já perdi a conta das oportunidades que desperdicei ao decidir por mim mesma o rumo da minha vida... Eu fiquei em primeiro lugar. Alguém ficou em primeiro lugar. Alguma outra prioridade removeu-Te do trono... O meu orgulho e teimosia derrubaram a Tua primazia em mim... preferi ser eu a controlar...

Tu és o último. O consumador. Aquele que não tem fim. Eterno. Todo-poderoso. Digno de toda a glória e honra!

Mas quantas foram as ocasiões em que foste o último alvo do meu louvor? Em que não Te dirigi a glória por aquilo que fizeste através de mim, em mim e por mim... Os elogios que orgulhosamente guardei para mim mesma, como se eu fosse detentora de algo que não Te pertença... Os desfechos vitoriosos que atribuí apenas ao meu esforço pessoal esquecendo que a minha capacidade vem de Ti... A minha ingratidão egoísta simplesmente porque naquele momento não Te estava a ver agir na minha vida...

Tu és o primeiro. Tu és o último. Simplesmente, és.

02 outubro 2009

Tem graça...

A riso terapia é, segundo os que a defendem, uma técnica mental que ensina a recuperar a nossa capacidade inata de rir e sermos felizes, uma fonte inesgotável de saúde e bem-estar1.
Há coisas que nos fazem rir... “Tem graça”, dizemos nós. Há uma terapia ainda mais eficaz: a terapia da graça.
"Porque pela sua graça é que somos salvos, por meio da fé que temos em Cristo. Portanto a salvação não é algo que se possa adquirir pelos nossos próprios meios: é uma dádiva de Deus. Não é uma recompensa pelas nossas boas obras. Ninguém pode reclamar mérito algum nisso. Somos a obra-prima de Deus. Ele criou-nos de novo em Cristo Jesus, para que possamos realizar todas as boas obras que Deus planeou para nós." (Efésios 2:8-10; versão "O Livro")
Graça, aqui, não é a fonte ou o estímulo para rir... mas é a dádiva de bondade a alguém que não tinha direito a ela. É um favor imerecido. A graça de Deus é assim mesmo.
A terapia da graça é aquela que nos faz compreender que a nossa felicidade, intemporal e eterna, não vem por um esforço próprio mas pela aceitação de algo que Deus fez por nós. A verdadeira alegria de viver provém de uma relação pessoal com o nosso Criador, que deseja ser nosso pai e amigo.
Nenhum homem ou mulher poderia fazer algo para se tornar filho de Deus. Não conseguimos pelos nossos próprios meios. Não somos salvos de viver longe de Deus através de uma espécie de “pagamento”. Sermos bem comportados, bons cidadãos, defensores de causas nobres, intervenientes em prol da vida dos outros: tudo isso é louvável, mas não é “moeda de troca” para nos tornarmos amigos de Deus.
O mérito de reatarmos uma relação com Deus é d’Ele. Porque Ele decidiu amar-nos incondicionalmente, Jesus morreu no nosso lugar, esperando agora uma resposta da nossa parte a esse amor.
Deus não está no Seu trono com uma arma apontada para a humanidade, à espera das nossas falhas. Ele está de braços abertos para receber todos os que reconhecerem quão miseráveis, pecadores e inúteis são sem Ele. As consequências do que fazemos existem, mas a sentença da nossa eternidade é escolhida por nós.
Há um plano de aceitação e transformação que só Deus pode realizar, através de Cristo. Uma nova forma de vida, cujas acções e carácter reflectem o que se vai passando dentro do coração.
Mesmo que já estejamos nesse processo, continuamos a não merecer nada, absolutamente nada, daquilo que Deus nos dá. Podemos até conduzir muitas pessoas ao conhecimento de Cristo, ajudar mendigos, ter deixado vícios que nos aprisionavam, e nos considerarmos em vários aspectos bons cristãos. Mesmo assim, não merecemos nada... mas Deus dá-nos a salvação, os talentos, a vida, pela Sua graça.
Talvez reconhecer a graça de Deus, como ela é, nos faça pequenos a todos, e nos mova a despimo-nos de qualquer tipo de arrogância, auto-suficiência, justiça própria, protagonismo e até crueldade quando olhamos para os outros (todos os que Ele ama, pela Sua graça).
Deus continua amorosamente desejoso de nos receber, de nos mudar para sermos mais como Ele quer, de nos levantar quando caímos, de tratar com as nossas lutas e dúvidas... de nos salvar de nós mesmos. A terapia da graça está disponível, para todos.

Ana Ramalho

1http://www.acores.com/?page=art_det&ida=63

in revista Novas de Alegria, Outubro 2009


01 outubro 2009

Choro e independência


Adormecidos na luz, apreciamos inertes os que sofrem, os que gemem, os que reagem por dor ou
revolta...

Diluídos na escuridão, esquecemos o que nos separa de Deus, aceitamos lenta e prontamente o que nos faz mal, mesmo que o sabor agradável dure um momento, um dia, um ano, uma vida...

Afastados do Pai prosseguimos, deixando os valores e os amores que antes nos prendiam ao Seu querer...

Choramos, sim. Sabemos que o caminho que escolhemos não é o melhor - o d'Ele talvez fosse - mas teimamos que somos mais sábios, mais tolerantes, mais perfeitos, mais justos que o Pai... e continuamos a deixar-nos levar pelos nossos caminhos, os nossos desejos, os nossos limitados e corrumpidos pensamentos.

Não basta chorar. É preciso tomar a decisão ousada de negar o "eu" e tomar como protectoras as palavras do Pai... Mesmo que doa, agora será melhor que depois de nos termos espalhado ao comprido nos nossos próprios ideiais, de deixarmos no coração e na vida marcas profundas... não pela penalização do nosso amoroso Pai, mas pelas decisões conscientemente erradas que tomámos.

Seguimos. Filhos rebeldes, impacientes, mimados, auto-suficientes, independentes, estranhamente adormecidos nos nossos próprios desaires e nas desculpas que somos peritos a dar para fazermos o que queremos...

Hoje chorei pelos que estão anestesiados, diluídos, afastados... mesmo com nome, mas sem alma; com ciência, mas sem consciência, rendidos a outro senhor que não o Pai amoroso...

Chorei por mim e pelos outros. Intercedi pelos filhos que podendo ter tudo do Pai se tornam miseráveis por conta própria, como eu tantas vezes.

Deixo um apelo singular. Uma requisição que vem cá de dentro e não exige uma burocracia legalista. Um pedido sincero, amável, cheio de graça...

Estejas onde estiveres, estejas como estiveres, regressa. Vem para o Pai. Recomeça.

Nunca é tarde para voltar.