14 janeiro 2016

Atentados em Paris


“Alegrem-se com os que estão alegres e chorem com os que choram”. (Romanos 12:15, BPT) É este o conselho dado por Paulo à igreja em Roma, falando sobre as exigências da vida Cristã. Um conselho que abrange todo o ser humano. Os atentados de Paris foram um assalto à dignidade humana. Produto de um ódio desmedido, de uma prisão ideológica e espiritual. Contra este encarceramento que nega toda a vida e se opõe à procura da felicidade (tão bem consagrada como direito na Declaração de Independência dos EUA), Jesus apresenta-Se como o caminho a ser percorrido por cada um de nós, como a verdade a ser conhecida por todos os que buscam um sentido para a vida e como o exemplo de vida a ser imitado incondicionalmente (1 Coríntios 11:1). Jesus que nos ensina o amor incondicional ao próximo como réplica do amor de Deus por nós, é Aquele que nos leva a rir com os que riem, mas também a chorar com os que choram.

Ricardo Rosa

in revista Novas de Alegria, janeiro 2016. Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

07 janeiro 2016

Ano Novo, vida não tão nova

Costumamos dizer muitas vezes, “Ano Novo, vida nova”. Ultimamente, este ditado popular levou-me a pensar de facto, se cada vez que muda o ano, é suposto a nossa vida mudar. E tu? O que achas? Enquanto não me respondes, ficas a conhecer aquilo que penso em relação ao assunto…

À medida que o tempo passa, envelhecemos. Passamos por fases da vida diferentes, cada uma com as suas características. Desde o pré-adolescente que ainda não deixou de ser criança, ao adolescente rebelde e das causas, até ao jovem preocupado com o seu futuro… Isto para ficarmos aqui nas idades mais baixas! Este envelhecimento não é mau, aliás até é muito bom, é sinal de que vais crescendo e amadurecendo, física, emocional e (sobretudo esta parte não pode falhar) espiritualmente. 

05 janeiro 2016

Cento e vinte

120 – o número que apareceu naquela madrugada, já era sábado, talvez uma e meia da manhã. No calor das notícias, rasgavam-se nos canais informativos os dissabores de um ato atroz, impensável e inacreditável.

120 era, naquele momento, a contagem que se fazia das vítimas mortais que na chamada Cidade da Luz, faziam parte de um cenário das mais densas trevas. Número que viria ser maior, na passagem do dia. Num crescente que preferíamos não ter começado. Por uma causa sem justificação. Por um nome que poderia ser outro qualquer.