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A mostrar mensagens de Janeiro, 2011

“Era uma vez...”

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Das memórias da nossa infância recuperamos o título. As histórias de encantar que nos adormeciam e faziam florescer a imaginação, não podiam começar de outra maneira.

O elenco tinha de tudo um pouco: lobos, avozinhas, princesas, dragões, cavaleiros, castelos. A trama variava, aqui e ali. O fim, como o princípio, era sempre igual: “e viveram felizes para sempre”.

Eram essas e outras coisas que fantasiavam o nosso mundo. Eram essas histórias com final feliz que nos criaram os sonhos e os desejos até lidarmos com a realidade.

A vida não se propôs como um conto de fadas. Descobrimos que os sonhos às vezes ficam-se pelas nuvens, que os problemas são reais e muito palpáveis e que não terminam duas horas depois, como um filme de encantar.

Ao longo do tempo construímos o que somos e deixamos que os outros construam connosco e em nós a nossa história, mesmo sem dar por ela. Vendemo-nos pelo que pintámos como ideal. Decidimos inconsequentemente, pelo aparente. Abrimos espaço para talvez encontrar u…

Não faças beicinho!

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Estava à espera de alguém para irmos juntos a uma reunião por causa de um projecto, no sítio e à hora combinada. Liguei para avisar que tinha chegado ao local e... nada! Liguei de novo e... voice mail. Entretanto, 10 minutos depois, recebo uma mensagem a dizer “Desculpa, Ana, mas não vai dar para ir.” Ainda insisti, mas sem sucesso.
Fiquei muito chateada, confesso. Não só por estar a receber aquela mensagem depois de esperar quase um quarto de hora, mas também porque tínhamos mudado a reunião por causa desse membro da equipa. Ele sabia que o seu trabalho era muito importante e eu insisti para que estivesse.
Sabes, às vezes fazemos “beicinho” porque não acontecem coisas na igreja, porque não há qualidade na música, os coros da Escola Dominical são do tempo da minha avó, o site está desactualizado, não há mais eventos, as reuniões de jovens são “uma seca”, existem muitos “grupinhos”, porque isto e aquilo está mal organizado... e ali ficamos nós, com o nosso “beicinho” como se fôssemos beb…