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A mostrar mensagens de Setembro, 2013

Árvore genealógica – parte 3/3

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Hoje chega-se ao fim da árvore genealógica. Chega-se à geração do chamado pós-modernismo ou já a tender para o pós-pós-modernismo. É a geração de Jacob, o tal usurpador…

É a geração para quem a Igreja é um misto de cadeia de fastfood e de low-cost fashion shop. Come-se o que se quer, usa-se o que se quer, tudo a preços mínimos. E normalmente, seguem-se as tendências da moda, sejam elas teoricamente boas ou más!Jacob não era conhecido por ser alguém próximo de Deus. O silêncio bíblico nesse ponto, é quebrado quando com a ajuda da mãe engana o pai, tudo isto para ficar com a bênção que havia comprado ao irmão[1]

Existiu o desrespeito pela primogenitura, tanto por Esaú (que a desbaratou e achou que era transaccionável) como por Jacob (que tendia a fazer tudo para se colocar onde queria).Tal como Jacob, esta geração vê as coisas de uma maneira diferente, não adopta os mesmos costumes dos mais velhos e tende a ver o seu Deus como outro Deus diferente do dos avós ou pais. À sua maneira, a g…

Árvore genealógica – parte 2/3

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As genealogias nunca foram o meu forte. Não porque não ache piada, mas porque por vezes acabo por me perder entre laços familiares, ascendentes, descendentes e outros que tais. Mas no fundo, qualquer família começa com alguém…

Se as gerações mais velhas das nossas igrejas são um pouco como Abraão (dar um olho aqui), então a geração seguinte é a geração de Isaque. E podemos dizer que foi uma geração extremamente abençoada, enriquecida pela obra dos que começaram antes e que desfrutou de tudo o que de bom veio a nascer. Abraão plantou, Isaque colhe. A lei da sementeira funcionou extremamente bem.

Gostemos ou não, Isaque é o primeiro menino bonito da Bíblia. É nele que se começa a cumprir a promessa de Deus a Abraão[1], que numa idade extremamente improvável veio a ser pai[2]. Foi a alegria da mãe[3] e por isso não é de estranhar que possa ter crescido de modo mimado, não num sentido demasiadamente negativo, mas de algum modo mais privilegiado que o seu irmão Ismael.

Esta ilustração ajuda-n…

Árvore genealógica – parte 1/3

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As gerações do chamado pós-modernismo tendem a crescer como a terceira geração que descende de Abraão. Se a primeira geração abraâmica, ou seja o próprio Abraão (que pode ser mais ou menos equiparada à geração dos nossos avós na actualidade) teve que enfrentar a adversidade social da sua escolha para seguir a Deus; a segunda geração já não o fez (pelo menos tanto). 
Isaque gozou da prosperidade e do compromisso do pai, apesar de se ver envolvido numa prova de fé que dizia respeito ao seu pai[1], a falta de desafios levou-o a ser displicente com a geração que veio dele. Aqui encontramos a parte que diz respeito à geração dos nossos pais e a cada um de nós.
Quando olhamos para a primeira geração, vemos exemplos de que o compromisso com Deus pode ser duro e exigir de nós mais do que o assento comunitário ao domingo. Tal como Abraão deixou tudo para seguir a Deus[2], aquela geração submeteu a sua vida nas mãos do Pai com tudo o que daí advém. E o problema com as gerações posteriores começa …

A ecografia - Aventuras de uma gravidez - 2

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Aquela era a primeira ecografia que íamos fazer. Sabíamos que vinha um bebé a caminho, mas o momento em que o vimos, pela primeira vez, e ouvimos o seu coração bater, foi ímpar e peculiar. Embora ainda não soubéssemos se era menino ou menina, tínhamos visto, ainda com poucos centímetros, o nosso bebé. Ali estava uma vida única, especial, como cada pessoa que veio à existência na face da terra. David registou, inspirado pelo Espírito Santo, talvez a primeira ecografia da História da humanidade. “Foste tu que formaste todo o meu ser; formaste-me no ventre de minha mãe. Louvo-te, ó Altíssimo, e fico maravilhado com os prodígios maravilhosos que são as tuas obras. Conheces intimamente o meu ser. Quando os meus ossos estavam a ser formados, sem que ninguém o pudesse ver; quando eu me desenvolvia em segredo, nada disso te escapava. Tu viste-me antes de eu estar formado. Tudo isso estava escrito no teu livro; tinhas assinalado todos os dias da minha vida, antes de qualquer deles existir.” (Salm…

House, o paciente de Deus

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Sou um fã confesso de séries de televisão e por vezes de séries opostas em termos de género. Não consigo deixar de me rir com personagens como Niles Crane (Frasier) ou Sheldon Cooper (The Big Bang Theory) onde o pretensiosismo, a cultura e o centralismo dão as mãos.

Talvez por isso, não deixe de simpatizar com o célebre dr. Gregory House (House MD). Não porque me faça rir ou porque tenha tiradas satíricas memoráveis. Na verdade, o que me intriga em relação a este médico que vive nos limites da sensibilidade e do egoísmo, acaba por ser o modo lógico como tende a analisar tudo (tal como Niles Crane) e o sentimento de que ele é o Sol no movimento heliocêntrico da vida de todas as outras pessoas (à imagem e semelhança de Sheldon Cooper).
A lógica e a ciência são as verdadeiras bengalas em que a personagem interpretada por Hugh Laurie se sustenta. O próprio define-se como ateu, na melhor de todas as hipóteses um agnóstico severo (sem sentido de denegrir o quem quer que seja) para quem a hipó…

“Muda as estatísticas”*

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Este verão, uma conhecida marca de refrigerantes lançou uma campanha com o título “Muda as estatísticas”. O objetivo era alertar para uma série de riscos previstos estatisticamente, se continuarmos a ser preguiçosos (estilo de vida sedentário).
Sejam as nossas resoluções a resposta ao desafio de um anúncio, à emoção do ano novo ou ao apelo de um retiro, o facto é que a maioria delas fica-se pelo caminho. Aliás, às vezes parece que fazemos é tudo ao contrário.
O nosso mano Paulo tinha o mesmo problema que nós. Não em relação a perder peso ou fazer mais exercício, mas em relação à sua obediência a Deus. “Encontro pois em mim esta regra: quando eu quero fazer o bem, faço mas é o mal.” (Romanos 7:21, BPT). Não te acontece o mesmo?
A verdade é que não basta reconhecermos que somos pecadores e recebermos Jesus como salvador para termos garantia que a nossa vida com Deus vai ser “sempre a subir”. Temos tentações, dúvidas, lutas, e a nossa tendência para pecar, que está em constante “guerra” co…