08 agosto 2011

Continuo Gaga!

Em Julho, a BSteen tem como capa o tema “Esta LADY deixa-me GAGA”, onde contrastamos a fama espectacular da cantora com a influência sobrenatural de Jesus e daqueles que O seguem.

Tanto a Lady Gaga como outros artistas e bandas de hoje estão a dar a imagem que podemos fazer tudo como, quando e com quem queremos... quanto mais exótico, escandaloso e depravado, melhor. Através dos media e da máquina de marketing que está atrás da indústria musical, algumas figuras trazem consigo de forma assumida símbolos, ideias e estilos de vida completamente contrários àqueles que Deus deseja para nós – uma vida saudável em todos os aspectos. E fazem-no de uma forma muito forte e bem maquilhada. São não apenas anti-sociedade, mas são também anti-Deus – e são populares.

“Eu nasci assim”1, diz o sucesso musical, como se todos estivéssemos condenados a nunca mudar até morrer. As nossas tendências não acontecem por acaso, nem de forma natural. Somos o resultado das características que trazemos quando nascemos, mas também do modo como somos educados, do tipo de ambiente e família que temos... e das decisões que fazemos ao longo do caminho. Não vás em conversas! Tudo o que fazes tem consequências – boas ou más. E a vontade de Deus para a tua vida é “boa, agradável e perfeita” (Romanos 12:2)

A verdade é que se não fazemos o que é bom para nós – a vontade de Deus – estamos a pecar. Isso acontece se assassinamos alguém; se nos envolvemos intimamente com alguém no tempo errado, da forma errada ou com a pessoa errada; se guardamos pensamentos de ódio; se nos deixamos amarrar por vícios, atrás de uma linha, um charro, uma garrafa, uma revista ou um monitor; se nos tornamos rebeldes, arrogantes e egoístas.

Esta propaganda à liberdade sem limites é perigosa, porque quando não há travões na vida o mais fácil é termos acidentes. A verdadeira liberdade é aquele que nos liberta de todas as teorias, propagandas e mentiras (mesmo que cheias de cor, luz e popularidade). Se de algum modo foste também vítima do teu percurso, está na altura de experimentares a verdadeira liberdade.

Infelizmente todos temos áreas em que somos mais fracos. Felizmente Jesus veio para nos perdoar, e nos dar uma nova oportunidade, quando queremos mesmo que Ele seja o nosso Guia.

“Jesus respondeu: Certamente, quem comete pecado é um escravo do pecado. E os escravos não pertencem à família. Mas um filho está ligado para sempre à família. Assim, se o Filho [Jesus] vos libertar, ficarão livres, de verdade.” (João 8:34-36, versão “O Livro”).

Estou contigo!

Ana Ramalho



1 “I was born this way”, parte da letra do tema “Born this way” de Lady Gaga.

in revista BSteen, Agosto 2011

01 agosto 2011

Culpado ou suspeito?

Ele age na sombra e ataca quando menos esperamos. É rápido, certeiro, meticuloso... um estudioso dos hábitos das suas presas, para lançar a rede e apanhá-las.
Embora o seu passado fosse brilhante, deixou-se governar pelo orgulho e, com o seu discurso habilidoso, abarcou outros tais que quiseram a independência, sem regras e com um futuro infernal. Entrou numa decadência abrupta. Entornou as piores nódoas no melhor pano e engendrou de vingança tudo o que tivesse a ver com a pessoa que traiu, sem rei nem roque.
Ele é do contra. Um adversário da união. Um ladrão da paz. Um demolidor da alegria. Um assassino do verdadeiro amor. A sua melhor ideia acaba sempre num temporal que nos põe no pior da vida. O seu trabalho é não nos dar descanso. Há quem diga que é uma lenda. Há quem o pinte num estilo mitológico, de tridente na mão. Há quem o ponha vermelho... mas o que ele gosta é de disfarces, de máscaras fatais. Engana com toda a subtiliza, usando como isco os nossos caprichos, para depois nos prender até ficarmos totalmente imobilizados...
Satanás. É verdade que ele é tudo isto... mas também é verdade que muitas vezes é suspeito daquilo que não tem culpa. Não estou a fazer o papel de “advogada do Diabo” – literalmente. Simplesmente não posso culpá-lo pelas minhas más decisões, escolhas precipitadas, atitudes rebeldes ou egoístas. Desde a origem da humanidade que estamos de costas voltadas para Deus, porque um dia uma mulher e um homem decidiram dar ouvidos ao Diabo, estamos separados da amizade que Deus sempre desejou ter connosco. Há uma natureza rebelde que herdámos, sem testamento. Ela está em nós quando somos formados e que se vai revelando conforme vamos crescendo.
É verdade que o Diabo nos tenta. Ele tentou Jesus. Mas também é verdade que quem alimenta o apetite pela tentação, quem se rodeia de estímulos, pessoas e vozes favoráveis à cedência somos nós. “O que acontece é que, quando uma pessoa é tentada, são os seus próprios desejos maus que a seduzem. Depois, essa maldade, se lhe cedemos, dá nascimento ao pecado; e este, por sua vez, provoca a morte. Portanto, não se deixem enganar, queridos irmãos.” (Tiago 1:14-16, versão “O Livro”)
O mais fácil é declaramos Satanás culpado e não pensar mais no assunto... O mais difícil é assumirmos que somos fracos e que precisamos voltar-nos para Deus, para nos ajudar a vencer o pecado como um todo, e cada tentação em particular. Que precisamos estar perto do Senhor que nos criou, falar com Ele, escutar a Sua voz através da Sua Palavra e do Seu Espírito. Vigiar com atenção, sem pensar que vencer uma batalha é vencer a guerra... mas tudo começa com um primeiro passo: assumir que o culpado sou eu!
“Vivam despretenciosamente; e estejam vigilantes quanto aos ataques do Diabo, o vosso inimigo, que anda à volta rugindo como um leão, buscando a quem possa tragar.” (1 Pedro 5:8, versão “O Livro”)
“Mas lembrem-se que as tentações que vêm às vossas vidas não são diferentes daquelas que outros experimentam. E Deus é fiel. Ele não deixará que a tentação seja tão forte que vocês não a possam enfrentar. Quando forem tentados, ele vai mostrar uma saída para que a possam suportar.” (1 Coríntios 10-13, versão “O Livro”)


Ana Ramalho Rosa

in revista Novas de Alegria, Agosto 2011