Deus não tem medo da Ciência



Normalmente, para alguém da tua idade, ter que lidar com a pressão dos estudos e dos colegas é algo complicado. Não são poucas as vezes que, por causa da matéria que dás em Físico-química ou em Ciências da Natureza, te podes ver no meio de um dilema. Se acreditas em Deus, como é que podes ter que aprender matéria que (aparentemente ou não) vai contra a Sua Palavra?


Mais do que reagir numa atitude defensiva, ou transformarmos esta questão num combate de “nós” contra “eles”, precisamos de perceber que conhecer o pensamento de quem discorda de nós não é um problema. O problema aparece quando esse pensamento estiver errado e nós o aceitarmos como certo.

Sabes, um dos dilemas do ser humano é saber conciliar a Fé com a Razão. E por muitos, muitos, muitos anos, tem existido quem tenha lidado com esse problema. A Fé, aquilo que nós temos em Jesus Cristo, Aquele que morreu pelas nossas imperfeições e erros, não é incompatível com a Razão, a capacidade de pensarmos e de meditarmos com alguma cabeça.

O apóstolo Pedro já nos demonstra isso quando escreve: “…deixem Cristo ser o Senhor exclusivo nos vossos corações, e se alguém vos perguntar a razão da vossa esperança, estejam sempre preparados para responder…” (1ª Pedro 3:15, OL).

A nossa convicção de que Deus existe, de que Jesus nasceu, cresceu, viveu e morreu sem pecado (para que pudéssemos voltar a ter um relacionamento de proximidade com Deus) ou de que Deus criou o Universo a partir do nada, não devem ser motivos para que deixes de perceber o que as outras pessoas dizem acerca da origem do ser humano.


Como escreveu o autor britânico John Stott, “o conhecimento é indispensável à vida cristã”. Deus chama-nos para usarmos o cérebro com o qual nascemos, para avaliarmos todas as coisas. E na escola, quando formos confrontados com opiniões contrárias à nossa, podemos sempre dar a nossa visão das coisas (como Paulo fez no Areópago). Nem todos vão ligar, nem todos vão aceitar, mas vai sempre haver alguém interessado em saber mais.

in revista BSteen, maio 2016. Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

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