02 dezembro 2006

364-23


Que título mais estranho para um artigo, não acham? Aparentemente pode parecer um erro de impressão, mas não é!

364-23 é a referência do marcador florescente que anda há meses no meu estojo. Quando quiser comprar um novo, basta dar este número no balcão da papelaria. Num hipermercado, por exemplo, existem milhares de referências e códigos que diferenciam os objectos uns dos outros. Sem referências, seria complicado para as lojas gerir os stocks e nós, os consumidores, levaríamos (ainda) mais horas nas filas para pagar... A referência é importante porque nos facilita a vida: identifica o produto.

Mas agora deixemos os marcadores de lado e falemos de outro tipo de referências: as pessoas. Neste contexto, referências são pessoas com as quais nos identificamos, as quais são exemplo para nós em determinada área da vida, quer seja a nível musical, profissional, familiar e até espiritual.

“Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo.” 1 Co 11:1

O apóstolo Paulo põe as coisas de uma forma clara. Ele diz que devemos seguir o seu exemplo assim como ele segue Jesus.  Imitar significa copiar. Isto não quer dizer que devemos perder a nossa própria identidade e as características únicas com que Deus nos criou. Significa observar as qualidades de carácter e postura, de palavras e acção e tê-las como princípios para a nossa vida.

Quando somos um exemplo, temos os olhos do mundo postos em nós e precisamos estar conscientes de que influenciamos pessoas e hábitos. Num minuto, numa palavra temos o poder de destruir aquilo que levamos anos a construir. Como humanos, todos somos sujeitos a falhar e a desiludir, apesar das nossas maiores qualidades serem uma inspiração para outros. Daí, como Paulo, temos uma obvia necessidade de ter uma referência maior: Jesus. Paulo tem uma referência e é uma referência. Esta é uma verdade que implica bastante responsabilidade.

Nos dias que correm o mundo precisa de referências e exemplos a seguir. O mesmo se passa na igreja. Que, como Paulo, tenhamos boas referências e sejamos também uma referência para a nossa geração. Como Paulo, não nos esqueçamos da referência perfeita: Cristo.

Ana Ramalho

in revista Novas de Alegria, suplemento NAJovem, Dezembro 2006

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