01 dezembro 2008

Ao Serviço no Natal

Nesta época tão especial, mil e uma caras e instituições promovem a ajuda ao próximo. Isso não é mau, muito pelo contrário. No entanto, há quem esteja todo o ano ao serviço do Natal.
É bom preocuparmo-nos com os mais carenciados nesta época. No entanto, há quem o faça todo o ano. No meio evangélico, há centenas de pessoas que, dia após dia, servem a Deus através do apoio aos sem-abrigo, comunidades terapêuticas para recuperação de toxicodependentes, entre outros. São voluntários de corpo e alma ao serviço do Natal, todo o ano.
Existem centenas de cristãos que após o seu emprego, dedicam o tempo que lhes resta do dia a ajudar crianças e jovens na sua formação moral, espiritual e ética. Servem os mais novos com os seus talentos e tempo, procurando imprimir na nova geração uma relação pessoal com Deus e, por consequência, uma vida de inteira entrega aos Seus valores – aqueles de que esta sociedade tanto necessita. Para estes professores e líderes, o Natal é o ponto mais alto, pois esforçam-se o ano inteiro para transmitir o verdadeiro significado do Natal.
Dezenas de homens e mulheres têm uma grande responsabilidade e privilégio. Estão a tempo integral, comprometidos a levar uma mensagem de esperança às aldeias, vilas e cidades do nosso país… e do mundo! Eles deixaram carreiras de sucesso, empresas e um futuro aparentemente promissor para abraçar a vocação dada por Deus, para alcançar os Portugueses, onde quer que estejam. Eles querem que todos saibam o significado real do Natal. Eles querem que as pessoas conheçam Jesus.
Mas existe alguém que nos mostrou, verdadeiramente, o que é servir no Natal. Ele não apenas fez alguma coisa, mas entregou-Se literalmente como servo, através da Sua vida exemplar e através da Sua morte para que o homem possa alcançar vida com propósito. Ele abandonou o melhor dos lugares para servir toda a humanidade. Jesus é o centro do Natal e o grande modelo no serviço aos outros.
Que nesta data tão especial possamos relembrar o seu nascimento como um presente único, de um preço incalculável. Que seja um momento de celebração por aquilo que Jesus é, fez e faz por nós e em nós. Que possamos reflectir no Seu exemplo de servo, e ponderar se temos feito o nosso melhor com o tempo e as capacidades que Ele nos tem dado.
“Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz;” (Filipenses 2:5 a 8 ARA)

Ana Ramalho

in revista Novas de Alegria, suplemento NAJovem, Dezembro 2008

Sem comentários: