Já chega!

No momento em que estou a escrever esta Krónica, existem 25 países em guerra. Da Ucrânia à Síria, de Israel a Angola, passando pelo Médio Oriente, são notícias que já te acostumaste a ouvir.

Hoje em dia tornou-se comum consumir-se a violência que nos entra pela casa dentro, seja através da televisão ou da Internet. E o que assusta mais, é que em vez de nos tornarmos mais sensíveis aos problemas dos outros, parece que tudo isso serve como uma anestesia. O nosso coração fica mais duro a cada dia que passa, a cada imagem violenta que vemos, a cada notícia brutal que lemos.

Será que realmente nos preocupamos com aquelas pessoas que sofrem? O que é que estamos a fazer para os ajudar? Será que conseguimos fazer realmente alguma coisa?

Na carta que escreve à igreja localizada em Roma, o apóstolo Paulo diz-nos o que fazer e como fazer.

Que o amor que mostrarem pelos outros seja autêntico. Tenham horror ao mal. Tomem sempre posição do lado do bem. Amem­se uns aos outros com uma afeição verdadeira. Ponham os outros sempre em primeiro lugar. Não sejam nunca preguiçosos no vosso trabalho; sirvam o Senhor com todo o fervor.” (Romanos 12:9-11, OL)

Já chega de deixarmos a violência tornar-nos dormentes, já chega de deixar a tristeza esmagar a nossa esperança, já chega de nos cruzarmos com pessoas que sofrem e de não fazermos nada! Mas vamos fazer o quê?

O nosso papel  é o de amar o próximo como a nós mesmos 
não é o fazer justiça pelas nossas mãos (Levítico 19:18), e é através da obediência aos mandamentos amorosos de Cristo que o nosso coração deixa de estar adormecido e perdido em tanta violência. Vamos seguir aquilo que Jesus nos disse, “Tratem os outros como querem que os outros vos tratem(...) Amem os vossos inimigos! Tratem­nos bem!.” (Lucas 6:31,35 OL)


Pode não ser fácil, mas de certeza que vai valer a pena. Podemos não conseguir mudar todo o mundo sozinhos, mas podemos mudar o mundo de alguém que vive e se sente sozinho.

Estamos nessa?

Ricardo Rosa

in revista BSteen, setembro 2014


Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

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