4 razões para partilhar a fé




Os estereótipos que nos vêm à mente, nem sempre muito positivos, acerca do ato de evangelizar ou de testemunhar, levaram-me por isso (e não só), a escrever “partilhar a fé”, pois é uma expressão mais global e abrangente.

Sem mais demoras, vamos ao que interessa: porque é que precisamos testemunhar acerca do que Jesus fez na nossa vida? Isso não é só para “alguns”, nomeadamente, os evangelistas? Os “profissionais”?
 

1)    Partilhar a fé porque TODOS têm valor para Deus, mas estão perdidos

Lembremos o capítulo 15 do Evangelho segundo Lucas, no qual Jesus conta as histórias da ovelha, da dracma e dos dois filhos perdido. Acerca da ovelha encontrada, Jesus afirma: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” (Lucas 15:7, ARC). Quando menciona a moeda recuperada: “Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” (Lucas 15:10, ARC). E na última história o pai diz para o filho mais velho: “Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.” (Lucas 15:31-32, ARC).

Jesus era o único que tinha poder de restaurar a nossa ligação a Deus “Porque todos pecaram, tendo perdido o direito de acesso à glória de Deus.” (Romanos 3:23, OL).

Deus enviou o Seu único Filho porque nos ama, a TODOS, independentemente da nossa origem, raça, língua, passado e presente. “Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16, NTLH).



2)    Partilhar a fé porque esse é o desejo profundo de Deus

Deus “quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade.” (1 Timóteo 2:4, OL).

Pedro afirma, ao falar da segunda vinda de Jesus: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para connosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.” (2 Pedro 3:9, ARC)

Deus deseja que TODOS conheçam a possibilidade de salvação. É verdade que os nossos pecados nos separam de Deus e Ele é amor, mas também é justiça.

“Deus amou tanto o mundo que deu o seu único Filho para que todo aquele que nele crê não se perca espiritualmente, mas tenha a vida eterna. Deus não mandou o seu Filho para condenar o mundo, mas para o salvar. Para os que confiam nele como Salvador não há condenação eterna. Mas os que não confiam nele já estão julgados e condenados por não crerem no Filho único de Deus.” (João 3:16-18, OL)

Jesus pagou pelos nossos pecados e, por isso, temos acesso a Deus. Estamos justificados por Cristo. É esta mensagem FANTÁSTICA e DECISIVA que temos e devemos transmitir pelas nossas ações e palavras.


3)    Partilhar a fé porque é uma ordem de Jesus para TODOS os que O seguem

Vamos relembrar as Suas palavras em 
Mateus: “Então Jesus aproximou-se deles e declarou: ‘Foi-me dado todo o poder no Céu e na Terra. Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos. Batizem-nos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo quanto eu tenho mandado. E saibam que estarei sempre convosco até ao fim dos tempos.’” (28:18-20, BPT)


E em Marcos, lemos: “Vão por todo o mundo e preguem a boa nova do evangelho a todas as criaturas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.” (16:15-16, BPT)

“Mas receberão poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e serão minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até aos lugares mais distantes do mundo.” (Atos 1:8, BPT) O objetivo da vinda do Espírito Santo sobre os cristãos era dar poder e ousadia para testemunhar, em todo o lado, a toda a gente.

Falar de Jesus, partilhar a razão da nossa fé é uma ordem clara ­— sem margem para dúvidas.


4)    Partilhar a fé porque não podemos ficar calados

Pedro e João, mesmo ameaçados pelos líderes religiosos do seu tempo, que os proibiram de falar da mensagem da Cruz, afirmaram: “não podemos deixar de falar no que Jesus fez e disse (...).” (Atos 4:20, OL)


Como é que podemos ficar calados, sossegados e apáticos se vivemos verdadeiramente na nossa vida o poder transformador de Jesus?

Precisamos falar com as nossas vidas, e também com as nossas palavras. Usar os meios que Deus nos tem dado, e pedir-Lhe ousadia e sabedoria, através dos dons do Seu Espírito, para que possamos causar impacto junto daqueles que nos rodeiam — não para que olhem para nós, mas para aquilo que Jesus fez e faz, voltando-se para Ele, como Salvador, Reconciliador, Rei e Senhor.


Ana Ramalho Rosa 

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