Aeroporto

Férias, férias, férias...

Nesta fase da vida e do ano, faz bem sair da rotina, estar com as pessoas, passear e viver um pouco ao sabor do que apetece, mais do que de um horário intransponível. Mas se fosse pelo meu desejo, era provável que depois de uns dias com amigos e família embarcasse numa longa viagem... aquela que deixei incompleta, do outro lado do globo.

Nesta fase da vida e do ano, pareço sentada num terminal de Aeroporto. Amigos que se despedem, para viajar até África, ou para um qualquer lugar misterioso. Colegas e amigos que chegam depois de um ano "fora" da minha vida. Familiares que regressam a casa por um pouco tempo de sol e companhia, mas que depressa estarão de volta, a caminho da rotina longínqua que abandonam por umas semanas.

É como se o meu check-in estivesse adiado. As minhas malas ganham pó, a roupa fica vincada do tempo que passo sentada, sempre à espera. Uns vêm outros vão. Uns ficam mas não estão. O rodopio das férias e da vida ensina-nos que nem sempre a comução de uma despedida corresponde totalmente ao que sentimos no resto dos dias... Vai-se sentindo. Aqui e a li. Eu queria ir um pouco em cada mala, de cada pessoa que parte... mas não posso.

Tento-me levantar para ver quando chega a minha vez de partir. As minhas articulações estão presas e custa a abandonar o local de permanência e conveniência para entender o que fazer a seguir. Olho para o monitor, e para o bilhete... não tenho correspondência possível. Regresso ao meu pouso e fico a observar a multidão e a azáfama. Resta esperar...

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